Outubro Rosa

Outubro é o mês das crianças, também período em que homenageamos Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Além disso, há alguns anos adotamos uma outra festa, vinda de culturas estrangeiras, a do Halloween.

Mas não podemos nos esquecer que outubro é também o mês em que o mundo todo se junta, em prol de um bem maior. Estamos falando do Outubro Rosa, campanha de combate ao Câncer de Mama.

Esse movimento deu sua primeira largada nos Estados Unidos e hoje conta com a participação de todo o planeta. A ação, que estimula a participação da população, empresas, entidades, movimentos e blogs, recebeu esse nome porque remete à cor do laço rosa.

Símbolo mundial da luta contra o câncer de mama, o laço rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, na cidade de Nova York.


O objetivo desse movimento, de repercursão mundial, é chamar a atenção direta para a realidade atual do câncer de mama. Além de destacar a importância de um diagnóstico precoce.

Sua ação embeleza as cidades com seu tom rosa. Monumentos e locais históricos mostram, de um modo bem feminino, a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres no mundo todo.



No Brasil, a primeira iniciativa do Outubro Rosa aconteceu em 2002 com a iluminação rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Na ocasião, a ideia surgiu de um grupo de mulheres, simpatizantes com a causa do câncer de mama, apoiadas pela empresa européia de cosméticos Estée Lauder.

Porém, o movimento só ganhou força por aqui em 2008. Nesse mesmo ano, diversas entidades relacionadas ao câncer de mama "vestiram de rosa" monumentos e prédios em suas respectivas cidades.

Aos poucos, cidades como São Paulo-SP, Santos-SP, Rio de Janeiro-RJ, Porto Alegre-RS, Brasília-DF, Salvador-BA, Teresina-PI e Poços de Caldas-MG, entre tantas outras, também foram se iluminando de rosa.

Tivemos certeza de que nosso país havia abraçado de vez esta campanha, quando vimos seu maior símbolo, o Cristo Redentor, pela primeira vez com sua iluminação no tom de rosa. Era o Outubro Rosa se intensificando em todas as partes do mundo.

Esse ano, mais uma vez o mês de outubro nos convida a se vestir de rosa. E o conselho do Espetaculosas é para você não adotar apenas a cor, como também a campanha.

Mesmo estando na última semana do mês, ainda há tempo de saber onde ocorre a ação, buscar informações, fazer o exame, e passar adiante essa ideia, tão benéfica para a saúde. Tanto das mulheres como dos homens.



Campanha Outubro Rosa 2009 - eu participei (ponta/esquerda)

Isso mesmo, vale lembrar que pessoas do sexo masculino, mesmo que em número menor, também podem sofrer com o câncer de mama. Por isso, entre no site Pink Ribbon International - http://www.pinkribbon.org/ e confira as movimentações globais da ação.

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Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Outubro de 2010

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Ande na moda, ande com alpargatas

Quem não se lembra daquelas rústicas sapatilhas, produzidas em lona ou jeans, com solado de corda ou borracha, inicialmente utilizadas por trabalhadores no campo? Essas sapatilhas, surgidas no mundo fashion em meados dos anos 80, se estenderam pelos anos 90 e deram uma pausa na primeira década de 2000.

Hoje, voltaram com força total. Com modelos recém lançados por grifes como Yves Saint-Laurent, Burberry, Christian Louboutin e Hermés, invadiram às passarelas e caíram novamente no gosto popular.

As alpargatas, tipo de sapatos com solado feito de corda, nasceram pelas mãos do escocês Robert Fraser. O modelo, criado enquanto ele morava na Argentina, é conhecido por lá como ‘alpercatas’ ou ‘espadrilles’.

Após viver uma temporada na terra dos hermanos, Fraser deicidiu se mudar para São Paulo. Abriu a Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados em 1907, na Moca. E em um ano, já produzia vários modelos de alpargatas.



O sucesso se deu graças ao fato de serem ideais para os trabalhadores da colheita de café, já que não danificava os grãos, quando pisados. Além de ser um sapato barato. Após altos e baixos, a fábrica se manteve e passou a produzir outro calçado de repercursão internacional, líder no mercado até hoje, as famosas sandálias Havaianas

Será que essa moda pega?

Seu regresso tem sido sem muito alarde, mas aos poucos caem no gosto de um público mais trendy e até, no guarda roupa masculino. Isso mesmo. Na coleção para o verão 2010, o estilista John Galliano surgiu em Paris calçando alpargatas, e mostrou que essa moda pega sim. E por que não pegaria?

Leves, confortáveis, a cara da primavera, do verão... As alpargatas, além de uma delicia, são perfeitas para serem usadas com vestidos, saias, shorts, bermudas, calças cigarrete ou capri.

Aliando simplicidade ao design, e conforto ao estilo, mexem com a criatividade de cada pessoa. Sem restrição. E aí é que está o grande barato do modelito.



 
As mais comuns são mesmo destinadas ao público feminino. Feitas em corda, sola fina de borracha e lona por cima. Com uma variada de cores e fitas em tecido, localizadas na altura do tornozelo. Já o modelo masculino é raso e de cores básicas.

Esse ano as coleções lançadas pelas Havaianas, American Vintage e Mango, optaram por recuperar este acessório. Mas, deram ênfase ao público masculinos. Para isso, mantiveram o conceito em termos de materiais.


 
Ousaram nas propostas das cores, revestiram seu interior e utilizaram o mesmo material dos chinelos de dedo, proporcionando assim uma melhor comodidade aos pés.

É, pelo visto essa moda já pegou.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Outubro de 2010

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Lendas Urbanas

Quem nunca ouviu boatos sobre alguém ter sido dopado e acordar em uma banheira de gelo, sem o rim. Mulher que apareceu na estrada pedindo carona e o destino era o cemitério, ou ainda, punhal encontrado dentro de um boneco?

Lendas urbanas, também conhecidas como mitos urbanos ou lendas contemporâneas, são pequenas histórias de caráter sensacionalista. Divulgadas boca-a-boca ou por veículos de comunicação, constituem em um tipo de folclore moderno, narradas como sendo fatos acontecidos a alguém próximo ou personalidade pública.

Muitas dessas histórias são de caráter real, mas acabam sendo distorcidas com o passar dos tempos. Como na brincadeira do telefone sem fio, lembra? E mais, com o aumento no número de acessos a Internet, se tornaram mundialmente conhecidas.

Alguma dessas lendas são bem antigas. Sendo que, com o passar dos anos, sofreu alterações. Chegando, inclusive, a incorporar outras culturas. Um grande exemplo é a famosa história da “loura do banheiro”.



A lenda em questão é brasileira e fala sobre uma jovem, de pele branca e cabelos claros, que surge em banheiros públicos, como referência ao local onde morreu. Quanto a veracidade da história, há controversia. Alguns dizem que ela se matou, outros que foi assassinada.

Já entre as mais recentes, destaque para a dos jovens que, durante uma balada, foram embriagados e dopados. Acordaram no dia seguinte sentindo a falta de um órgão, supostamente extraído por uma quadrilha de traficantes de órgãos, que os vendem para o mercado ilegal de transplantes. Na maioria dos casos o órgão em questão é o rim.

Para algo bom essa lenda serviu, já que muitos jovens passaram a tomar mais cuidado durante a night. É comum os pais orientarem os filhos sobre o perigo de beber no copo de estranhos ou mesmo, deixar que estranhos se aproximem do seu copo.



Essa lenda chegou a ser reproduzida no filme Turistas. Título que, aliás, foi criticado como preconceituoso. Já que o acontecido ocorria no Brasil.

Além dele outro filme dedicado a histórias como essa é Lenda Urbana. Na produção norte-americana, que chegou a ter uma continuação, jovens são mortos por um serial killer que reproduz lendas conhecidas nos EUA.

Do arco da velha

Pesquisas indicam que o termo "lenda urbana" existe desde 1968, mas chegou ao conhecimento do grande público somente em 1981, por Jan Harold Brunvand, da Universidade de Utah.

O professor Brunvand usou sua coletânea de lendas - The Vanishing Hitchhiker: American Urban Legends & Their Meanings -, para destacar duas questões. Primeiro, a de que lendas e folclores não acontecem apenas em sociedades primitivas ou tradicionais.




Segundo, que aprende-se muito sobre as culturas moderna e urbana estudando essas lendas. Após essa publicação, Jan Harold Brunvard publicou uma série de livros similares. Tendo inclusive sido o primeiro a dar crédito ao termo "vetor" (inspirado no conceito de vetores biológicos), para o indivíduo que ajuda a propapagar uma lenda urbana.

Lenda ou Mito

- A Grande Muralha da China: alvo de uma lenda urbana que diz ser possível vê-la, a olho nu, da Lua. Para isso, o homem precisaria ter uma resolução óptica 17,000 vezes melhor do que a visão normal.

- Monstro do Lago Ness (1909): No Lago Ness, localizado na Escócia, existe um monstro no formato de serpente gigante. A teoria mais aceita é a de que ele não passa de uma espécie de Plesiossauros sobrevivente.

- Pé-Grande: relata a existência de um macaco gigante, de cor negra, que pesa mais de 225 quilos e habita áreas próximas à costa noroeste do pacífico, na América do Norte.

- Spring Heeled Jack: personagem do folclore inglês que seria capaz de saltar extremamente alto.

- Maria Sangrenta (Bloody Mary): se você chamá-la três ou mais vezes no banheiro, com as luzes apagadas, ela lhe cegará.

- Velho do Saco: criada para assustar criança desobediente. Consiste na história de um velho, ou um cigano, que aparece quando uma criança vai brincar sozinha na rua.

-A lenda da Gangue do Palhaço: teve início na década de 60, quando um jornal começou a publicar uma série de crimes infantis, cometidos por um palhaço norte-americano. Essa história foi passada adiante como sendo realizada por um palhaço, que roubava órgão, em uma Kombi azul, na região de Osasco.

- Demônio de Jersey: quando uma mulher, muito provavelmente Deborah Smith, ao dar a luz a seu 13º filho, invocou o diabo, transformando-o em uma criatura demoníaca e voadora.

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Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Outubro de 2010

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Dólar em queda, Turismo em alta

Com a queda do dólar, aumenta a procura por pacotes de viagem para o exterior, em especial onde se possa consumir brincando. Se a intenção for agregar entretenimento ao bom negócio, então Orlando é o maior barato.

Desde o final da década de 80, quando filhos de famílias de classe média alta começaram a trocar festas de 15 anos por viagens, que os parques da Disney viraram mania de brasileiros de todas as idades. Agora, com a recente política cambial e consequente desvalorização do dólar frente ao real, viajar para Orlando está cada vez mais ao alcance da classe média emergente.

Localizada no estado norte-americano da Flórida, Orlando possui clima quente e úmido de abril a outubro, com temperatura em torno de 30 graus. Um convite aos brasileiros que estão entre os 60 milhões de turistas que, por ano, visitam a cidade.

Além disso, aproveitar as promoções dos shoppings é outro atrativo que os habitantes de Pindorama não dispensam. Então, se o passeio inclui diversão e compras, é bom vestir roupas leves e calçar um tênis bem confortável porque você vai andar muuuuito!



Em Orlando tudo é big. Logo de cara a cidade mostra por que foi planejada assim: extensas e largas avenidas, prédios colossais, mansões em condomínios, shoppings e supermercados a cada quarteirão. Grandes e luxuosos são também os carros. Alíás, ter carro bom não é parâmetro para medir status de cidadão americano.


Qualquer trabalhador com crédito na praça consegue comprar um de luxo. Isso conforta e ameniza as diferenças sociais e raciais que possam existir. Ônibus são raros por lá e os que existem, são confortáveis e circulam quase vazios.

Vazias também são as ruas de Orlando. Ninguém circula a pé, exceto em raras caminhadas no condomínio onde mora, ou para levar o cachorrinho ao passeio diário. Não é à toa que americanos estão cada vez mais obesos e largados.


Nos parques muitos não conseguem nem caminhar, por isso alugam carrinhos motorizados. Os vitimados por essa epidemia acusam as redes de fast food, por terem forte apelo comercial para ativar o apetite de qualquer pessoa.

Outra doença do americano é comprar. Mas por causa da crise econômica, deflagrada em 2008, que deixou muita gente desempregada, o consumidor local passou o bastão para os turistas, entre os quais os brasileiros. Assim, criaram-se mecanismos para atrair o visitante, como o desconto-turista.



 A loja de departamentos Macy’s, no Meridian Shopping, é uma que dá desconto aos sábados ao turista que apresentar um documento de identidade. Neste shopping ficam as marcas mais cobiçadas e sofisticadas, logo as mais caras. Então, a dica para se comprar mais barato é no Premium Outlet.

No Premium Outlet encontram-se as marcas esportivas mais famosas. Quem estiver atrás de preço e qualidade vai encontrar lá tênis Nike por 19 dólares e camisetas de marca conhecida abaixo deste preço.



Nos parques, porém, não convém comprar, embora seja difícil resistir aos souvenirs. Aconselha-se economizar para as refeições porque é muito desgastante passar o dia inteiro lá, sem falar que já foram deixados 75 dólares por pessoa na entrada de cada parque, fora 12 dólares de estacionamento. Mas vale pelo que se pode aproveitar. Orlando tem magia para qualquer idade.


Para quem se animar a conhecer Orlando, aqui vai um pacote fornecido por uma empresa de turismo. Boa viagem!

Flórida na Medida Certa - 12 dias e 10 noites - TAM

Preço CVC a partir de R$ 2.576,56

Ícone do Disney's Hollywood Studios, na Disney - Foto: Disney



O que está incluso:

Transporte aéreo: Brasil / Miami / Brasil.

Traslados: de chegada e saída em Miami (cortesia Miami Airport Regency Hotel), Miami / Orlando / Miami (serviço regular) e traslado de saída em Miami.

Hospedagem: 9 noites em Orlando e 1 noite em Miami com café da manhã e serviço de Day Use no hotel (Miami).

Atividades: traslados e ingressos para os parques Magic Kingdom, Epcot, Disney´s Hollywood Studios, Animal Kingdom, Universal Studios, Islands of Adventure e Sea World; 1 passeio de compras (com 2 paradas) e 1 jantar no Planet Hollywood.

Assistência de Viagem Internacional: Travel Ace.

Por Maria Oliveira

Pubicado em Outubro de 2010

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A sedutora Senhora TV

Quando a primeira transmissão de televisão chegou ao Brasil, em 1950, entretenimento era chamado de passatempo. Consistia basicamente em bater papo com o vizinho no portão, frequentar as domingueiras no clube do bairro, ir às quermesses da igreja, encontrar com a turma na pracinha, na praia ou no cinema. Enfim, fazer da rua extensão da casa. Com o advento da televisão, novos paradigmas de convivência social surgiram e modificaram os hábitos dos brasileiros por completo.

Naquela época, ter um aparelho de televisão era privilégio de poucos. Na minha casa, por exemplo, o eletrodoméstico só começou a fazer parte do nosso dia a dia em meados dos anos 1960. Antes, havia sempre um vizinho ou parente que nos convidava a compartilhar daquele momento mágico: olhar para um armário que embutia uma telinha, de onde as pessoas falavam ao vivo como se estivessem nos vendo também. Para a geração que nasceu ouvindo o rádio, a inovação era literalmente fantástica.




A magia da telinha começava a se impor de tal forma, que as personagens das histórias habitavam nossa casa como velhos conhecidos. Desse modo, antes de às duas da tarde de domingo, a garotada se juntava na casa de quem tivesse TV para assistir ao Vesperal Trol (Emissora: TV Tupi. Ano de Produção: de 1956 a 1966). Este teatrinho transportava os telespectadores mirins para o mundo da fantasia. Lá moravam fadas, príncipes e bruxas, florestas escuras e perigosas. Era a televisão realizando o imaginário infantil.


Assim, com olhos fixados na TV e silêncio total na sala, a criançada queria ver se o charmoso príncipe (Roberto de Cleto) salvaria a bela princesinha (Norma Blum) das poções poderosas da bruxa (Zilka Salaberry). Fascinados pelos contos de fada, que só conheciam em livros, os pequenos trocaram o pique-pega da rua pelo teatrinho da Tupi. Era o poder do meio modificando as relações sociais.

Entretanto, a inércia do povo diante da TV foi atenuada justamente porque aparelho no início era muito caro. Por conta disso o público, acostumado com o rádio, começou a frequentar os programas de auditório das emissoras de televisão para ver seus ídolos de perto. Além de o modelo da programação ser o mesmo, os artistas, atores, humoristas, cantores e locutores também migraram do rádio para a televisão. Desse modo, o público lotava os auditórios das emissoras, mais do que ficavam em casa assistindo pela TV.

Muitos programas de auditório daquele tempo deixaram saudade. Na TV Rio, aos sábados, tinha Hoje é Dia de Rock, com Jair de Taumaturgo (Emissora: TV Rio. Ano de Produção: de 1961 a 1965). Mas, antes desse programa destinado a jovens começar, era a vez da criançada talentosa se revelar como artista em Grande Gincana Kibon (Emissora: TV Record. Ano de Produção: de 1955 a 1971). Neste, eu tive a oportunidade de conhecer como funcionavam os bastidores de uma emissora de TV da década de 60.

Na verdade, eu fui à TV Rio só para prestigiar a minha irmã que tocaria acordeão. Entretanto, a minha curiosidade me fez conhecer muito além do auditório. Primeiramente não fiquei no auditório, mas lá atrás do palco, junto com câmeras, cenógrafos e artistas do rock, que esperavam o programa deles começar.


Conversei com o pessoal da Jovem-Guarda e até palpite no cenário eu arrisquei. Eu tinha só 12 anos, mas achei muito mais interessante ver o câmera-man girar aquela máquina pesada a fim de pegar melhor ângulo; trocar ideia com o coreógrafo e sugerir que ele riscasse mais fortemente o papel de parede, para que os círculos pretos ficassem mais nítidos na tela - pior é que ele acatou a minha sugestão -.



Gosto de contar essa minha experiência para ilustrar e valorizar as dificuldades que os profissionais de televisão tinham na hora de colocar um programa no ar, no tempo em que não havia videotape, muito menos tecnologias digitais. Com os recursos que se tem agora, parece impossível aos mais jovens que a geração de seus pais e avós tenha visto um desenho animado ou um seriado em preto e branco. Mas posso garantir que tudo é uma questão de hábito.

Por Maria Oliveira

Pubicado em Setembro de 2010

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Moda Flúor, hit das quatro estações

Quem chegou a duvidar que os anos 80 estavam de volta, agora não há mais como negar tal afirmação. O que começou como uma releitura da década mais cafona da história, tomou força e promete se estender por pelo menos mais um ano.

Destaque do verão 2010, a moda flúor invadiu não só as passarelas como também as quatro estações do ano. Chegou tímida no verão, foi marcando território no outono, curiosamente arrasou no inverno – período em que a tendência são cores mais sóbrias – e mal a primavera deu o ar de sua graça, vitrines e editoriais de moda continuam destacando peças em tons fluorescentes.

Após longos e tenebrosos períodos de hibernação, a moda flúor reapareceu em roupas, sapatos, acessórios, esmaltes e maquiagens. Verde, vermelho, pink, roxo, amarelo, azul e tantas outras tonalidades diferentes, desde cítricas até super neon.

Sem se preocupar em ser muito discreta, o colorido dessa moda dá um ar moderno ao look de qualquer pessoa. Desde que você não exagere na combinação.




Para não erra no visual, o ideal é combinar peças flúor com tons fechados, como os tradicionais preto, branco e nude. Além disso, essas cores ficam um arraso quando em estampas e detalhes das roupas.

Montando seu look

Na hora de montar seu look flúor nessa primavera, o ideal é investir em peças leves como vestidos e saias. Sempre em tons vibrantes, essas roupas ficam ótima quando combinadas à sapatos e sandálias de salto em cores neutras.


O rosa pink está em alta, principalmente em tons acesos. Combina com acessórios dourados e dá um ar “patricinha”, se usado com decote ou tomara-que-caia. Já o azul é a cor dita curinga. Dá pra usá-la tanto de dia, quanto à noite. E tem um fator importante, combina com diversas cores e tonalidades.

Enquanto isso o laranja fluorescente proporciona um ar sofisticado, quando usado em longos. Já os curtos, ficam ótimos com botinas. Para dar um toque mais simples ao visual, a dica é usar a cor apenas no busto ou barra da saia. E mais, durante o dia você ainda pode investir em regatas laranjas menos vibrantes, combinadas a um jeans boyfriend ou calça skinny rasgada.



Os acessórios também são muito importantes para complementar seu visual. A roupa até pode ser simples, mas enriquece quando bem combinada a um acessório flúor como pulseira, colar, anéis e relógio. Nessa hora, use e abuse de cores neutras, tons pasteis, jeans e o pretinho básico. Peças que proporcionam um ótimo constraste.



No quesito sapato, a sandália Melissa ainda é a percussora do estilo. Sempre muito colorida e alegre, é a cara da primavera. Agora há no mercado atual outros modelos de sandálias, trabalhadas em estilo cobra, tiras, madeira e ankle boot. Todas em tons flúor, claro.



As bolsas surgem em maxi-bolsa, carteira e hand purse. De alça grande, ficam ótimas na composição de um look romântico. Já as de palha saíram das praias para o asfalto. E agora além da cor crua, há também os modelos coloridos. A ordem é usá-la sem medo ou culpa, mesmo que durante a noite.

Make

Complementando o visual flúor, além de roupas, sapatos, bolsas e acessórios, a moda chegou também às unhas e maquiagem. Verde-água e vermelho alaranjado são apenas algumas das cores adotadas por famosos e anônimos.




Agora a maquiagem é mesmo o grande nome da estação. Olhos riscados de azul ou verde, sombras roxa, amarela, laranja e vermelha, são apenas algumas das novidades que prometem agitar a temporada.

E então, alguma dúvida de que a moda flúor chegou para ficar? O que as passarela previam, as grifes apostaram e as celebridades adotaram. À nós só resta renovar o guarda-roupa e arrasar, por no mínimo mais uma estação. 

Ah, antes que você tenha medo de errar, saiba que qualquer mulher pode aderir a moda flúor. Desde que as cores das peças combinem com seu tom de pele.

Quem tem a pele clara, pode apostar todas as suas fixas nas cores pink, magenta e azul royal. Já as morenas, o ideal é optar por tons cítricos. Amarelo, laranja e verde são ideais para valorizar esse tipo de pele.


Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Setembro de 2010

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Dor que não cabe no peito

Amor e ódio afetam profundamente nossa saúde. Situações de extrema angústia, como perda amorosa e discussões acaloradas, causam estresse e produzem no organismo reações semelhantes ao aparecimento de uma doença.

Como a doença não existe em forma concreta, nosso corpo tenta reagir e enfraquece, abrindo brechas para contrair sintomas até então desconhecidos. Recomenda-se muito cuidado nessa hora, pois o problema pode atingir o coração.

O coração é um órgão vital, cuja função é bombear o sangue aos tecidos. Simples assim? Cientificamente o conceito está correto. Entretanto, quando o assunto é amor, desejo, paixão, ódio e todo tipo de sentimento que ultrapasse os limites da razão, o coração tem sentido simbólico daquilo que não pode ser controlado nem pelo intelecto nem pela vontade: nossas emoções.

Na literatura científica, já estão falando de um tipo de síndrome que aparece associada a situações de estresse físico ou emocional e que podem desencadear o início de um infarto agudo do miocárdio: dor menos intensa no peito, alterações no eletrocardiograma e nas enzimas cardíacas.

Nesse caso, as artérias coronárias apresentam-se sempre normais, sem obstruções, mediante o resultado do ecocardiograma e cinecoronariografia. Tal doença recebeu o nome metafórico de Síndrome do Coração Partido e surgiu no Japão, no início da década de 1990, com este nome porque suas imagens, quando realizado o cateterismo cardíaco, assemelham-se às armadilhas usadas pelos pescadores locais para apanhar polvos.



 
Entretanto, este quadro não é específico às decepções amorosas. Perder algum parente ou amigo querido em acidente, ou depois de passar muito tempo doente no leito hospitalar, receber a notícia de diagnóstico médico de uma doença fatal, perdas financeiras vultosas, situações de violência como assalto a mão armada, discussões acaloradas e até mesmo a emoção de uma festa surpresa podem desencadear um aumento significativo na frequência cardíaca e demanda metabólica cardíaca.

Segundo o médico residente em Cirurgia Geral, Guilherme Oliveira, além da adrenalina, o hormônio cortisol também é liberado em situação de alto estresse físico e mental, podendo acelerar o processo de formação de placas ateromatosas arteriais, dentre as quais, as artérias coronárias envolvidas na irrigação do músculo cardíaco.

Pesquisadores da Síndrome do Coração Partido descobriram que o transtorno atinge principalmente mulheres com idades acima de 65 anos, e raramente abaixo dos 50, com histórico de forte estresse físico ou emocional ou que tenham se submetido a uma cirurgia não cardíaca.

O caso de uma mulher de mais de 70 anos, que perdeu o filho com doença neurológica incurável, pode servir para ilustrar o sintoma da doença. De acordo com relato de parentes próximos, um ano após a morte do filho, esta senhora ficou muito deprimida, mas tentava levar uma vida aparentemente normal quando seu coração começou a fibrilar.

Para esclarecer o quadro, a paciente foi submetida a todos os exames cardiovasculares de rotina, inclusive cateterismo. Nada foi encontrado nos exames que justificasse a arritmia cardíaca.




Na ficção, a metáfora do coração partido é interpretada como o final de uma relação amorosa e chama atenção por ser passível de acontecer a qualquer pessoa na vida real. No cinema, Brooke Shields é estrela de Amor sem fim, uma história avassaladora de dois adolescentes que, consumidos pelo amor, levam seus desejos ao extremo. Ao ponto de um dos jovens ir parar no manicômio.




Na minissérie A casa das sete mulheres, Rosário (Mariana Ximenes) não se conforma com a morte de Estevão (Thiago Fragoso) e sua dor lhe tira a vontade de viver. A morte foi o caminho que encontrou para juntar o seu coração partido ao do amado que estava lá, do outro lado da vida.



Em Passione, Totó (Tony Ramos) é um homem maduro, porém mesmo sabendo que Clara (Mariana Ximenes) é uma vilã e não merece seu amor, ainda assim sofre profundamente ao romper seu casamento com a mulher.



Assim, para qualquer motivo que faça doer o coração os médicos recomendam distinguir a Síndrome do Coração Partido de um ataque cardíaco. Para que assim, as pessoas vitimizadas possam ser tratadas adequadamente e saibam que seus corações estão saudáveis, em vez de serem informadas de que padecem de uma doença coronária, e tomarem remédios para o coração por toda a vida.

Por Maria Oliveira

Publicado em Setembro de 2010

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