Charge - Mês das Noivas



















Por Zé Fernandes

Publicado em Maio de 2009

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Charge - Ploc 80




















Por Zé Fernandes

Publicado em Abril de 2009

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Charge - verão



















Por Zé Fernandes

Publicado em Março de 2009

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Charge - Carnaval



















Por Zé Fernandes

Publicado em Fevereiro de 2009

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O homem na berlinda

Muito calor, praias lotadas e o cenário típico do verão se completa com barracas e cadeiras multicoloridas, espalhadas pela areia. Esta é a melhor época para homens e mulheres exibirem suas formas perfeitas, resultado de meses de sacrifício e muita malhação. Então, as cariocas lançam o biquini da moda e espalham pelo mundo a fama de irresistíveis. Os homens podem negar isso, mas estudos baseados em Freud e Lacan afirmam que todos tendem a pensar nas mulheres como objetos - principalmente quando elas estão de biquíni. Primeiro eles olham o corpo, o rosto passa a ser secundário nesse jogo de sedução.

Segundo a psicanalista Malvine Zalcberg, autora do livro Amor paixão feminina, todo desejo implica numa falta. Para o homem, portanto, “a fantasia lhe permite ver a parte perdida dele mesmo no corpo do outro, o parceiro sexual, no caso a mulher”. Para Lacan, esse modo de amar do homem tem uma semelhança com a relação que o sujeito de estrutura perversa mantém com seus objetos. Nesse contexto, quando o homem “faz amor“, trata-se de poesia, mas seu “ato de amor” implica um modo perverso de amar. Esse modo fetichista de amar tem valor de troca por aquilo que o homem perdeu.




O ponto importante nessa análise é que, tal modo de amar do homem é o que faz a mulher sentir-se verdadeiramente feminina. Por conta disso, o medo da perda do amor, desse desejo que ela desperta no homem, desencadeia nas mulheres alguns distúrbios como baixa autoestima, depressão e, em casos extremos, a automultilação. Não por acaso, a mulher recorre à cirurgia plástica, investe na aparência e consome produtos de beleza para se ajustar aos padrões estéticos atuais. Sem falar na corrida à loja de artigos eróticos, para comprar aquilo que a suposta ou verdadeira amante usaria. Tudo para cativar o homem, como prova de que ela aceita ser o seu objeto de desejo.

Se a mulher é o objeto de desejo do homem, ele também deve investir nessa conquista, sabendo-se que essa forma fetichista de amar dele não basta para a mulher se sentir segura. Ela precisa ouvir do outro que é amada e desejada. Não basta parecer que é. Para a mulher, a palavra vale tanto quanto o ato de amor. Assim define Lacan sobre o silêncio do homem “que não compreende nada do amor na medida em que para ele basta o gozo”. Por conta disso, a mulher norteia sempre as fantasias do homem que, na ausência dela, se contenta com revistas e filmes pornográficos que alimentem sua imaginação.

Mas, como prova do valor imprescindível desse sedutor para o equilíbrio da espécie na Terra criaram o Dia Internacional do Homem, comemorado em 19 de novembro. Segundo a Unesco, os objetivos principais dessa homenagem são melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade e destacar papéis positivos de homens. É uma ocasião em que eles se reunem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, família, casamento e na criação dos filhos.

Por Maria Oliveira

Publicado em Novembro/Dezembro de 2009

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Além do Muro


A mídia já fartamente noticiou as comemorações sobre a queda do muro mais famoso, depois das Muralhas Chinesas. Erguido graças à tensão política chamada de Guerra Fria, nos anos 60, o Muro de Berlim partiu a cidade em dois lados e também dividiu vidas, famílias, histórias e, por décadas, a mentalidade dos alemães.

A queda, tanto ideológica quanto material do muro, foi ovacionada por dias a fio e até hoje famílias inteiras estão tirando a diferença dos anos passados em separado. Entretanto, nossa missão hoje é falar não do passado triste e cinzento, que um dia foram duas Berlim. Viemos enaltecer o turismo na Berlim única e linda, com lugares sublimes, que fizeram mal em ficar tantos anos fora das principais rotas turísticas dos viajantes, do mundo inteiro.

Há quem diga que você ir a Berlim e não comer salsicha, beber aquela boa cerveja e discutir cultura, nas principais praças berlinenses, é o mesmo que vir ao Rio e não ir à praia, não ouvir o samba e não beber também a sagrada cervejinha, esta sim universal e globalizada.

Berlim é uma festa para os olhos. Prédios modernos e transparentes convivem harmoniosamente com fachadas antigas, imponentes e restauradas. Ruas limpas enfeitiçam o povo brasileiro, acostumado com tanta incivilidade em suas próprias cidades. São 180 museus, cerca de 500 igrejas, mais de 5.000 bares (com cerca de 6.800 marcas de cervejas alemãs), 135 teatros e três Óperas, além dos parques, monumentos e galerias espalhados pela cidade.

Vários lugares tornaram-se patrimônios históricos pela Unesco, tamanha a relevância histórica ou simplesmente sua beleza germânica. Um exemplo são os palácios e Parques de Potsdam e Berlim. Com 500 hectares de parques e 150 edifícios, construídos entre 1730 e 1916, o complexo de Potsdam formam um todo artísticos, cuja natureza eclética reforça seu senso de originalidade. Ele se estende até o distrito de Berlim-Zehlendorf, com os palácios e parques enfileirados nas margens do rio Havel e do lago Glienicke.

Outro patrimônio preservado que deve ser visitado é o Museumsinsel (Ilha dos Museus). Os cinco museus, construídos entre 1824 e 1930, são a consolidação de um povo apaixonado por conhecimento. Eu, particularmente, amo os pensadores, músicos e filósofos alemães, como Niezsche e Bertodl Brecht.



Cada museu foi planejado de forma a estabelecer uma conexão orgânica com a arte que ele abriga. A importância de suas coleções – que acompanham o desenvolvimento das civilizações através das épocas – é aumentada pela qualidade urbana e arquitetônica das construções.

Ainda no caminho dos museus, não deixe de ver o Pergamon Museum. Seu nome foi concebido em homenagem ao Altar de Pergamon (monumental templo grego de 180 a.c., presente no museu). O museu egípcio possui uma ampla coleção, inclusive a imagem de Nefertite, e conta a história do Egito. Vale lembrar que os alemães são profundos admiradores das culturas e mistérios de povos antigos.

Outro grande passeio que deve entrar em seu roteiro é a visita aos palácios preservados. Lá todos falam com os turistas, através de suas paredes e ornamentos, sobre séculos de opulência de antigos impérios.

- Schloss Sanssouci (Palácio de Sanssouci). Cheio de histórias, este palácio possui seis residências que pertenceram a reis. Por causa de seu enorme e agradável caminho, o passeio torna-se mais atrativo, e menos cansativo, se for feito de bicicleta ao invés de a pé.

- Schloss Charlottenburg (Palácio de Charlottenburg). Residência oficial dos governantes da Prússia, é grande e interessante. Aproveita-se melhor o passeio se a visita ao palácio for feita com tranquillidade.

A vida noturna em Berlim

Mudando o rumo cultural do turismo berlinense, no bairro de Prenzlauer Berg a vida noturna é parecida com a vida do pessoal do Leblon, sem parar. Lugar ideal para encontrar pubs badalados e interessantes. Agora, não é fácil conseguir um lugar para se sentar nos bares esfumaçados de Prenzlauer Berg. Mas é possível entrar em todos eles, tomar uma cerveja em pé e depois ir para um outro local.

Uma curiosidade em Berlim é que uma mesa ocupada nem sempre é uma mesa ocupada. Explica-se: na cidade, às vezes tão cheia de formalidades, é possível dividir uma mesa com pessoas que você jamais viu anteriormente. Se você entra em um bar e todas as mesas estão ocupadas, mas há cadeiras desocupadas em volta do local, não vacile, pegue seu copo de cerveja no balcão e sente-se onde houver lugar. Isso é comum na Alemanha. Dividir uma mesa de quatro lugares com pessoas desconhecidas não tira a privacidade de ninguém. No máximo, ninguém vai trocar palavras se não houver disposição.

Enfim, Berlim e a própria Alemanha são um passeio turístico imperdível por preservarem tão bem a história de seus povos. Não é um país receptivo como o nosso, devido a tantos conflitos mundiais, e tudo o mais pelo que já passou, pela desconfiança que às vezes ainda desperta em um ou outro cidadão ciente da existência (ainda) de nazistas, e até mesmo dos moradores com o chamado “orgulho germânico”. Mas, nós temos uma vantagem enquanto turistas. Eles amam as mulheres brasileiras e simpatizam bastante com os nativos da terra, que lhes deram jogadores geniais em times seus. Como Lúcio (ex- Bayern de Munique), Athirson (ex-Flamengo, atual Bayer Leverkusen), entre outros tantos que fazem a alegria da galera alemã.

É um passeio que agrada em cheio e faz esquecer o tanto de sofrimento causado pelo tal Muro...


Por Fernanda Barbosa

Publicado em Novembro/Dezembro de 2009 

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Circuito Petrobrás de Surf Feminino

Mulheres invadem a praia da Barra em busca das ondas


Em plena primavera a praia da Barra serviu de palco para a última etapa do Circuito Petrobrás de Surf Feminino 2009, campeonato que premiou as melhores atletas nas categorias Grommets (até 12 anos), Mirim (até 16 anos), Junior (até 18 anos), Open (aberta a todas as idades) e profissional.

A última etapa dividiu a competição em dois dias. No sábado (24/10) a seqüência de baterias começou às 08h30min e só terminou às 16h30min. Das cinco categorias, quatro entraram na água tendo finalistas já definidas entre as amadoras.

Além disso, o evento contou com uma clínica de Beach Tennis, oficina de fibras naturais e informações a respeito do Projeto Outubro Rosa – prevenção quanto ao câncer de mama -, incluindo um bate papo com a Dra. Mônica Travassos, da Sociedade Brasileira de Mastologia.

No domingo (25/10) aconteceram as finais das cinco categorias em disputa. Logo na primeira bateria foi disputada a final da categoria Junior. A paulista Natalie Paola confirmou seu favoritismo. A capixaba Bárbara Segatto ficou com o segundo lugar, enquanto que terceiro e quarto ficaram com as cariocas Isabela Lima e Luana Braga, respectivamente. Já na categoria Mirim, Isabela Lima ficou com a primeira colocação, seguida de Bárbara Segatto e das paulistas Letícia Freitas e Caca Rampa.

A categoria Grommets começou com o título já definido a favor de Sandrinha Maria (SP). O segundo e terceiro lugar ficaram com as atletas Karol Ribeiro e Luara Thompson, ambas do Rio de Janeiro.

A final Open começou com o título indefinido, já que a líder das duas etapas anteriores, Nayara Silva, havia perdido no sábado e estava fora da competição. Mas o dia era mesmo de Bárbara Segatto. A atleta dominou a segunda metade do confronto contra Luana Braga, Natalie Paola e Ana Ceccarelli. Ela venceu a bateria e faturou o troféu revelação da temporada, além de uma passagem da GOL. Nessa decisão Ana ficou com a segunda colocação, seguida de Luana e Natalie.

Final profissional valeu prêmios no valor de R$ 15 mil

Fechando o Circuito Petrobrás de Surfe Feminino 2009, a disputa final da categoria profissional começou com o título já garantido a Diana Cristina. Além dela, participaram do confronto Luana Coutinho, Suelen Naraísa e Juliana Quint.

Como a temporada foi marcada por ondas pequenas, na busca pelo ranking mundial valeu o talento das quatro competidoras. Quem mais brilhou foi Luana Coutinho, que subiu ao pódio como vencedora da última bateria. Na sequência Diana Cristina ficou com o vice-campeonato, seguida de Suelen Naraísa e Juliana Quint.

Para fechar o circuito, quem foi à Barra da Tijuca conferiu uma aula de cidadania e um show do Grupo Chegando de Surpresa, formado por funcionários da Comlurb. A apresentação contou com muito samba e informações aos que insistem em achar que lugar de lixo é na rua.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Novembro/Dezembro de 2009

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Jerry Lewis

O Comediante que de aloprado não tem nada


Joseph Levitch nasceu na cidade de Newark, em Nova Iorque, no dia 16 de março de 1926. Considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos, sua carreira teve início através de uma parceria com o também ator Dean Martin (já falecido). Juntos formaram uma dupla cômica, responsável por grandes sucessos no cinema norte-americano, até meados dos anos 50.

Por conta de divergências na concepção dos filmes e ciúme profissional, a dupla se desfez 1956. A partir daí Jerry Lewis tomou controle de sua carreira e, além de ator, trabalhou como diretor, produtor e escritor, alcançando êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966.



Após essa data, sua carreira cinematográfica sofreu um declínio. Sendo assim, nos anos 70 o ator passou a se dedicar aos programas de televisão, sempre com grande sucesso.

Em 1976 Jerry Lewis e Dean Martin se reencontraram, por iniciativa de Frank Sinatra, em um programa beneficente. Mais tarde, em entrevista a Larry King Jerry contou, orgulhoso, que conseguiu contornar a surpresa perguntando a Dean se ele estava trabalhando.

Nos anos 80 o ator voltou ao cinema em O Rei da Comédia, de Martin Scorsese. Ele também participou da série de televisão Wiseguy (O Homem da Máfia). Já em 1993, fez uma participação no filme Arizona Dream, ao lado de Johnny Depp.

Esse ano Jerry Lewis ganhou o Prêmio Jean Hersholt, Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da “Associação de Distrofia Muscular”, no início dos anos 50. Até hoje o ator continua envolvido em trabalhos assistenciais, sendo inclusive um dos fundadores do Teleton.

Na Telona:

Jerry Lewis é mais lembrado pela comédia O Professor Aloprado, de 1963. Na versão original o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, uma paródia de seu antigo/parceiro Dean Martin. O filme teve uma refilmagem em 1996, desta vez com Eddie Murphy no papel principal.

Já eu, como fã de seu trabalhos, destaco Bancando a Ama-Seca – 1958 e o Terror das Mulheres - 1961.


Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Novembro/Dezembro de 2009

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Aquele abraço


Então, como tudo na vida, meu tempo por aqui chegou a um fim. Digo isso com muita tristeza, porque aprendi de verdade com esse blog, seja lendo ou participando como colunista, afinal sempre tive um deadline e muitas vezes um tema específico. Coisas como essas me ensinaram sobre responsabilidade e espírito de equipe e serei eternamente grata à editora do Espetaculosas, Tatiana, por isso.

Mas nem tudo é tristeza, o motivo de deixar minha coluna anônima é estar começando a faculdade nesse período. E devo dizer: já estou amando muito. Também espero voltar um dia aqui e poder usar tudo que aprenderei dentro do curso de Letras. Enquanto isso vou apenas com boas lembranças e a esperança de um dia, poder retornar tudo que me foi oferecido no campo intelectual e pessoal.

Desejo toda sorte do mundo para o blog Espetaculosas e todos os que dele participam, assim como um grande beijo aos leitores e aos que apoiaram o projeto.

Espero que o texto não tenha ficado muito formal, pois disse tudo de coração, rs.

Beijos já saudosos,

Juju!

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Balzaquianas na berlinda


Em 1841 o escritor Honoré de Balzac preparou uma edição de “Obras completas”, sob o título A comédia humana, para espelhar a imagem da sociedade francesa do século XIX. Entre os romances dessa vasta obra, “A mulher de trinta anos” ficou tão famoso que, até hoje, o termo balzaquiano é aplicado para lembrar mulheres com a mesma faixa etária das personagens do livro de Balzac.

Crítico do então capitalismo-burguês, a modernidade de sua obra está em apontar para uma sociedade possuída pela ideia do poder do dinheiro e do consumismo exacerbado. Nesse contexto, circulam as mulheres que inspiraram o escritor a compor um perfil fiel das personagens femininas em busca da sensualidade e do amor em plena idade madura.

Pela ótica do escritor, as mulheres quando chegavam aos trinta anos se angustiavam porque se sentiam menos bonitas, logo menos cobiçadas. Balzac, no entanto, valorizava os desejos delas e discutia abertamente os problemas íntimos de casamentos fracassados. Para época, foi uma leitura que causou escândalo pelo pioneirismo do autor em desnudar o pensamento feminino. De lá para cá, as balzaquianas tornaram-se símbolo do ápice da sensualidade - e sabem disso -, mas não querem perder a juventude. Não é à toa que elas lotam academias, em busca da boa forma, e se transformaram em alvo fácil para profissionais especializados em estética.

Essa busca desenfreada, pela forma perfeita, pode trazer benefícios ou não. Estatísticas mostram que o Brasil é o segundo maior consumidor de botox do mundo, na frente da França e de outros países com poder aquisitivo maior do que o nosso. Diferentemente das brasileiras, que já estão usando a toxina botulínica antes dos trinta, as européias acham natural envelhecer. Quando o procedimento resulta em bem-estar, autoestima elevada, tudo bem. Entretanto, especialistas advertem que só o médico define onde deve ser aplicado o produto. Caso contrário, podem ocorrer infecções, hematomas, dor e a difusão da toxina do local da injeção para musculaturas adjacentes.

No plano psicológico, o problema se agrava. Os analistas que o digam, pois não para de crescer o número de balzaquianas que vão ao consultório queixosas de que, “com aquela idade”, não arranjaram um amor duradouro. São em geral mulheres bem-sucedidas no trabalho, independentes, mas insatisfeitas. Já puseram silicone, malham todos os dias e não sabem por que não são desejadas como gostariam. Quando não recorrem a especialistas, fazem da Internet o meio mais seguro para se aproximar de alguém, sem envolvimento imediato. Embora no romance de Balzac os sentimentos se expressassem de forma velada, havia um arrufar de toques das mãos nos salões. Hoje, os sites de relacionamento estão aí para compensar essa carência presencial, abolindo o medo de assumir desejos contidos.

Essa insatisfação da mulher, revelada nos divãs de analistas, tornou-se tema constante de publicações escritas por especialistas na área. O psicanalista Alberto Goldin, por exemplo, publica, a cada domingo, na Revista “O Globo”, um artigo respondendo às cartas dos leitores. Entre os artigos um, publicado em 26 de julho de 2006, me chamou especial atenção pelo título: “Uma decisão solitária”. Trata-se de uma carta enviada por uma mulher de 30 anos, casada há oito, cujo nome foi preservado. No texto ela dizia que, durante o namoro, o marido a traiu muitas vezes, mas que depois do casamento ele passou a viver exclusivamente para a família. Revela nunca tê-lo traído, mas confessa que está se relacionando com um homem pela Internet e pensa em se encontrar com ele, mas precisa terceirizar sua decisão. A resposta do psicanalista foi filosófica: (...) “todo ser humano, sem exceção, encontra-se só diante de seus desejos e ainda mais só com suas responsabilidades. Moral, religião e tradições oferecem pacotes de soluções que aliviam, mas não resolvem. Cada um precisa percorrer seu próprio caminho”.

Diante desse aconselhamento médico, a conclusão a que chegamos é muito simples: Em qualquer fase da vida, seja pré ou pós-balzaquiana, crises acontecerão. O importante é que a mulher saiba manter acesa a emoção de buscar no trabalho ou no lar a fórmula mágica de ser feliz. Desejar não significa realizar, mas oxigena o cérebro e o coração. Balzac, por exemplo, desejou por toda a sua vida a condessa polonesa Eveline Hanska e só conseguiu a desposar nos últimos dias de sua vida, já doente. Mas essa paixão o impulsionou a escrever sobre as mulheres de trinta e decifrar seus segredos mais íntimos.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em Setembro/Outubro de 2009

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As Fraternidades...

e o american way of life


As tão popularizadas fraternidades americanas, que já eram populares por filmes como Porky’s (esse é para os amantes da década de 80) e American Pie, e sendo figurante constante em mais meia dúzia de filmes de Hollywood, tem uma criação tão curiosa quanto sua própria estrutura de funcionamento.

Na segunda metade do século XVIII estudantes universitários, para “classificar” seus heterogêneos grupos estudantis, os dividiram pelas aptidões de seus colegas. Surgiram diversas organizações como grupos literários, sociedades secretas (explicitado no filme Sociedade dos Poetas Mortos), times de futebol, clubes sociais, bem como fraternities (fraternidades), e estas últimas se constituíam em grupos fechados de estudantes, que residiam juntos em casas localizadas dentro ou na periferia dos campi e que, até hoje, podem ser identificadas por letras gregas nas suas fachadas.

As primeiras fraternidades eram apenas para estudantes do sexo masculino. Depois de alguns anos são fundadas as sororities (sóror significa irmã) para estudantes do sexo feminino. As várias fraternities e sororities, espalhadas por todo o país, formam o Greek system, ou seja, o sistema grego, que as une nacionalmente para que tenham maior organização. O sistema funciona como uma rede de apoio e contatos sociais, quase uma maçonaria juvenil com regras explícitas, algumas bizarras e muitas lendas. Mediante ele os estudantes contam com apresentações e/ou recomendações, que podem facilitar a busca de estágios, empregos, empréstimos e outras facilidades. Contam também com uma identidade que os diferencia.


Para pertencer a uma fraternity não basta pagar mensalidade, é preciso se candidatar e ser escolhido. Mas há também critérios de família, como algumas tradicionais fraternidades que elegem seus membros pela tradição de seus parentes que já pertenceram a elas. O candidato preenche uma ficha com fotografia, dados pessoais, e especificam as razões pelas quais elegeu tal fraternidade para pertencer. Quem escolhe os novos sócios são os antigos residentes. Não sem antes fazer uma bateria de trotes e “testes”, capazes de corar os estudantes veteranos da Unicamp que andam por aí matando um e outro novato...

A Phi Beta Kappa foi a primeira sociedade de cultura grega, fundada em 1776 no College of William and Mary. Até hoje ainda é uma sociedade literária, lugar para debates intelectuais. O sigilo e os rituais das fraternidades sociais modernas começaram com ela.

O interessante, como foi citado anteriormente, é que um inscrito que tenha alguém da família que pertence ou pertenceu a uma fraternity, possui chance maior de ser escolhido, graças ao legacy, ou seja, seu legado.

Existem alguns rituais referentes à passagem da condição de candidato a membro da organização, ou seja, brother (irmão). Ele deve enfrentar desafios que lhe são impostos para mostrar ser merecedor de fazer parte da organização. A cada um dos novos membros selecionados é designado um irmão mais velho, que já mora na residência, para orientar o novato em termos de adaptação à vida no college e na fraternity. Existe todo um ritual de acolhimento aos novos sócios.

Uma vez irmão, se é irmão por toda a vida. Que o digam Obama, Bill Clinton, Nicholas Cage, Sandra Bullock, entre outras tantas celebridades americanas O pertencer a uma fraternidade exige lealdade, pois a ligação com ela não se encerra com a obtenção do diploma do college (que aqui equivale ao nosso Curso Superior). Ela, de fato, continua e se deve expressar de várias maneiras, desde o apoio a obras sociais, a ajuda para a construção de residências universitárias para novos membros até o apoio financeiro ao college.

No Brasil, não há equivalentes para fraternidades e irmandades. Os grupos poderiam ser definidos como um misto de repúblicas e centros acadêmicos, mas nem de longe reproduzem a verdadeiras seitas que se tornaram certas fraternidades.

A série Greek, que é exibida no Universal Channel, tenta aproximar outros países e desmistificar o ambiente das fraternidades. Os grupos, como se apresenta na série, são sediados em mansões onde moram os integrantes mais antigos. As casas são palcos de festas, regadas a muito álcool e sexo (pelo menos é o que mostra a série de uma maneira bem leve).

Algumas fraternidades sociais são bem diferenciadas - existem as judaicas, cristãs, negras e até as gays. Além dessas, existem também as fraternidades profissionais, as acadêmicas e de serviços. Essas fraternidades são de escolas mistas. Dependendo do tipo, podem ser limitadas pela maior nota ou pela sua média.

Muitos ex-alunos permanecem ativos e envolvidos nas reuniões de sua fraternidade, voltando aos jogos de futebol e eventos de iniciação e agito. Alguns continuam dando dinheiro para os reparos na casa e outras necessidades da fraternidade.

Algumas representações políticas americanas, inclusive, são fortemente fundamentadas nas representações sócias que marcam perenemente os irmãos e irmãs das “Fraternidades”.

Por Fernanda Barbosa
 
Publicado em Setembro/Outubro de 2009

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Porque eu quero as olimpíadas de 2016

Recentemente o Rio de Janeiro foi escolhido sede das Olimpíadas de 2016. Mas é válido dizer que nada veio fácil. Antes dessa candidatura, a cidade já havia tentado outras duas vezes. Todas em vão. Organização, espírito esportivo e de equipe foram essenciais para essa conquista.

A campanha pelos jogos olímpicos precisou de muito empenho por parte de seus dirigentes. Melhorias para a cidade em termos de segurança, transporte e comodidade, fizeram parte do projeto lançado. Assim como a promessa de novas instalações e equipamentos. Era preciso mostrar que um país humilde tem capacidade de realizar grandes eventos como outro qualquer.

Após a confirmação favorável a cidade brasileira, surgiu opiniões adversas. De um lado, há os que se sentiram orgulhosos pela conquista. Brasileiros, cariocas ou não. De outro, os que acreditam ser um investimento momentâneo e desnecessário. Investimento esse que deveria ir para outras modalidades, como saúde e educação.

O sonho de sediar uma olimpíada começou a ser lapidado graças ao Pan de 2007, realizado aqui. A competição, que requer muitos investimentos como qualquer outra do gênero, nos proporcionou subir alguns degraus rumo ao pódio. Tendo segurança, organização e voluntariado como pontos favoráveis. Também foi graças ao Pan-americano, que entramos na briga pela Copa de 2014. Briga essa que vencemos. E quem agradece é o nosso Maracanã, que abrigará a final.

Diante disso, e levando em consideração a pequena polêmica que se criou em cima do Rio 2016, sou obrigada a levantar uma questão. Quando se falou na Copa do Mundo em terras brasileiras, não vi ninguém questionando a respeito da defasagem no campo educacional, muito menos da saúde. Não se falou em segurança, nem na falta de transporte. Desemprego então, passou longe. Mas é claro que temos uma justificativa plausível. Somos o país do futebol.

O investimento para se realizar uma olimpíada é grande, ninguém duvida. Nosso país vai precisar desembolsar um bom dinheiro, se quiser arcar com todas as promessas. Mas antes de pensar em desperdício, é preciso creditar nas melhorias a longo prazo.

O projeto original prevê extensão nas linhas de transporte, aumento do policiamento nas ruas, crescimento da rede hoteleira, mudanças na grade curricular da rede pública, além de obras feitas nos locais de competições.

A princípio muitos vão achar que tudo isso não passa de desperdício do dinheiro público, quando na verdade são investimentos significativos. Mudanças que contribuem para o lado estético e habitacional proporcionam crescimento e desenvolvimento. Já que melhorias na qualidade de vida em cidades turísticas representam aumento de visitantes e, consequentemente, movimento de dinheiro.

Outro fator favorável será a geração de empregos, que também virá a longo prazo. Principalmente nos setores de construção civil e hoteleiro. E esse reflexo já está sendo observado, com mudanças e adaptações de empresas e profissionais da área de turismo.

Por fim, mas não menos importante, a geração de novos atletas. Chega de talentos desperdiçados. Quantos já deixaram de ir a uma olimpíada por falta de patrocínio? Sendo realizada aqui o passaporte fica muito mais fácil.

É chegada à hora de se conscientizar que o esporte não é somente futebol. Acreditar em nossos jovens, descobrir novos talentos e levá-los da rua direto para as quadras, pistas, tatames, piscinas e também gramados. O lance foi feito, a nós só resta cobrar.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Setembro/Outubro de 2009

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Linfoma

Palavra que assaltou (e assustou) o noticiário

 
Neste ano quem não leu sobre linfoma ou procurou no pai dos googles, ops, no pai dos burros, sobre Linfoma, é mentiroso ou mentirosa. Duas mulheres poderosas e em evidência na mídia lutaram contra esse problema este ano: a autora Glória Perez (que chegou a se afastar por um tempo de roteirizar a novela Caminho das Índias) e a ministra imPACtante Dilma Roussef (que de certa forma teve sua pré-candidatura à presidência da República para 2010 enfraquecida pela doença). Pois cá estamos, imbuídos de genuína curiosidade para esclarecer (para quem não leu sobre ela) sobre esta doença tão silenciosa quanto perigosa.

Linfoma é um câncer que tem origem no sistema linfático, uma rede complexa de tubos (vasos linfáticos), nódulos (ou linfonodos) e outros órgãos como o baço. A doença se desenvolve nos linfonodos, encontrados em várias partes do corpo, principalmente na axila, pescoço e virilha.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra a infecção, o chamado sistema imunológico, e funciona como esgotos, eliminando resíduos e líquidos em excesso no corpo. Os vasos linfáticos e glândulas transportam um fluido claro chamado linfa, que contém células brancas do sangue (ou linfócitos), que o organismo usa para combater infecções.

Na maioria dos casos, a origem do linfoma não é conhecida. Uma das causas pode ser quando os linfonodos crescem como resultado de mudanças nos genes de células ou DNA. Esta alteração nos genes poderia interferir na divisão ou morte celular. O crescimento de linfomas também pode ocorrer devido a alguns tipos de infecções virais (minoria dos casos), afetando o sistema imunológico. Como os demais tipos de câncer, o linfoma não é contagioso.

Existem vários subtipos de linfomas específicos, mas muitos oncologistas agrupam as variações de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença, como de baixo ou alto grau, levando em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B). Os mais comuns são o Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin. Ambas tiveram a forma do linfoma de Não-Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin é uma forma de cancro que se origina nos gânglios do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. Já os linfomas não–Hodgkin incluem todas as doenças malignas do sistema linfático em que as células cancerígenas típicas de linfoma de Hodgkin não são evidentes.

A maioria dos linfomas é do tipo Linfoma Não-Hodgkin. Em adultos, o Linfoma Não-Hodgkin afeta mais os homens que as mulheres, aparecendo frequentemente entre as idades de 60 e 70 anos. Pessoas da raça branca são mais afetadas que as de outras raças. A desordem atinge 16 em cada 100.000 pessoas. A taxa de incidência deste câncer está crescendo por razões desconhecidas.

Em um linfoma não-Hodgkin as células têm aparência e comportamento diferente das células da doença de Hodgkin. É importante saber exatamente que forma de linfoma não-Hodgkin um paciente tem, qual a rapidez de seu desenvolvimento, onde ele se localiza no corpo e até onde se espalhou.

Para definir esses parâmetros a doença é subdividida por:


• Classificação ou graduação – que informa aos médicos se o linfoma não-Hodgkin é indolente (de baixo grau e crescimento lento) ou agressivo (de alto grau e desenvolvimento rápido).

• Tipo – dentro das categorias de indolente ou agressivo, a doença ainda é subdividida em mais de 30 tipos, dependendo da aparência das células colhidas em amostras, geralmente por biópsia, ao microscópio. Essa definição é também conhecida como ‘grau’.

• Estádio ou Estágio – conforme o local do linfoma no corpo e até onde ele se espalhou, a doença é classificada em estágios I, II, III e IV. Junto com a história clínica do paciente e de seu exame físico, o estadiamento envolve testes como Raios X, TC, PET, biópsias de medula óssea e exames de sangue.

O tratamento indicado prevê a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença. A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais. O paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos frequência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que, mesmo após recidiva, pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

Saiba mais:

http://www.juntoscontraolinfoma.com.br/sc/oncologia/linfoma/juntoscontraolinfoma/nao-sou-medico/o-que-e-linfoma/o-que-e-linfoma.aspx?gclid=CM7Y0NyTuJ0CFdZM5QodsHlYjA

Por Fernanda Barbosa
 
Publicado em Setembro/Outubro de 2009

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Salve John Hughes

Por que John Hughes? Porque mesmo não sendo reconhecido de cara, “esse cara” foi simplesmente responsável pelas principais comédias teens dos anos 80. E algumas delas entraram para a lista dos “novos clássicos do cinema”, como nada menos que Curtindo a Vida Adoidado.

O cineasta nasceu em 1950 - Michigan. Iniciou sua carreira como publicitário em Chicago. Nos anos 70, escreveu textos cômicos e trabalhou em revista de humor, chegando a publicar em 1979 a novelinha Vacation 58, inspirada nas suas viagens em família quando ainda era criança.

"John Hughes, o homem que falou para geeks de uma maneira que ninguém havia feito antes" - Kevin Smith, cineasta

Sua carreira cinematográfica ficou marcada pelas produções voltadas ao público jovem, na década de 80. A começar por Gatinhas & Gatões - 1984, que deu fama a ruivinha Molly Ringwald. Trabalhou com ela também em Clube dos Cinco (1985) e A Garota de Rosa Shoking (1986).

Na sequência tivemos ainda Mulher Nota 1000 (1985) e Curtindo a Vida Adoidado (1986). Nesse último, resgatou os Beatles para toda uma nova geração ao colocar Ferris Bueller cantando Twist and Shout nas ruas de Chicago. Até hoje considerada uma das melhores passagens do filme.

"Você pode ser um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa ou um criminoso” – The Breakfest Club

Através de seus trabalhos, Hughes não apenas descobriu uma forma de se comunicar com o público teen como também alavancou a carreira de jovens promissores. Afinal, foi pelas suas mãos que nomes como Matthew Broderick e Emilio Estevez tiveram sua chance em Hollywood.

Sem contar veteranos como Chevy Chase - Férias Frustadas (1983) e o saudoso John Candy, com quem trabalhou em Quem vê cara não vê coração (1989) e Esqueceram de Mim (1990). É, minha gente. Além de dirigir, ele roteirizou e produziu filmes que a gente, até então, nem imaginava.

John Hughes não dirigia filmes desde 1991, pois se dizia decepcionado com a forma com que a indústria cinematográfica tratava suas obras. Parece que a gota d’água foi com relação ao filme Ela Vai ter um Bebê (1988).

Diferente de seus trabalhos anteriores, esse era focado num casal jovem (Elizabeth McGovern e Kevin Bacon) que, a espera de seu primeiro filho, se vê diante das dificuldades comuns na vida adulta. Apesar do fracasso nas bilheterias, o filme é apontado por nomes como Chris Columbus e Kevin Smith como o melhor de Hughes.

O cineasta John Hughes morreu de um ataque cardíaco esse ano, no dia 06 de agosto, enquanto fazia uma caminhada matinal por Manhattan. Casado, pai de dois filhos e avô de quatros netos, ele tinha apenas 59 anos. E nunca as palavras ditas por Ferris Bueller pareceram fazer tanto sentido quanto agora, após sua partida.


Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Setembro/Outubro de 2009

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Longa vida ao Rock 'n' Roll

O Rock 'n' Roll velho de guerra... Nada melhor que ele. E nenhuma expressão é melhor que essa para elaborar uma metáfora; veja bem: numa guerra vidas jovens são perdidas em prol de um bem maior, assim como no mundo das artes. Jovens gênios talentosos abdicam de sua vida, sanidade e alegria, para nos oferecer o que há de melhor: as músicas que transformam nossa vida.

Exemplos não faltam, passando desde Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain até os meus mais que queridos John Lennon e George Harrison (esse nem tão jovem, eu admito).

Não que seja uma metáfora ruim, já que foi a vida que eles quiseram. A fama e o reconhecimento foram dádivas recebidas. E as coisas simplesmente acontecem... Eles pelo menos foram exemplos de existências breves, mas cheias de significado e extremamente importantes para milhões de outras.

Até mesmo a tristeza gerada por suas perdas é algo digno de louvor, afinal, que soldado não gostaria de receber o maior número de homenagens no pós morte? Ainda mais vindas anos depois, de gerações futuras ao seu tempo, tendo seus feitos e palavras ouvidos e passados como lições, hinos, ou até mesmo como um ombro amigo em momentos difíceis?

Esses foram bravos e representam outros grandes nomes, infelizmente tirados cedo demais de nós. Mas quem sabe não seria por uma imagem mais forte, uma idolatria mais ferrenha? Tudo que sei é que agradeço a eles e a tantos outros, por nos dar o tão amado Rock.

Valeu, gente!

Juju.

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Rock Estrela

Cazuza disse um dia: “meus heróis morreram de overdose”. Assim como seus heróis, o de muitos fãs do bom e velho Rock 'n' Roll também se despediram do palco muito cedo, e foram brilhar em meio às estrelas. Inclusive o próprio Cazuza.




 
Pensando nisso, e aproveitando que em julho comemoramos o dia mundial do rock, eu escolhi não apenas um, mas alguns perfis de celebridades da música que se foram e deixaram, em meio à saudade, obras eternizadas em nossos corações.

Viver intensamente como se fosse o último dia

Seria essa a sina de todos os astros da música? Parece que sim, já que desde os anos 50 o máximo que eles chegaram foi, em média, aos 42 anos. De acordo com dados de uma pesquisa realizada na Inglaterra e publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, essas celebridades geralmente morrem, no auge de suas carreiras, por motivos decorrentes do uso de bebidas e drogas, desde 1956.

Mas, vale lembrar que nem sempre álcool e narcóticos estão ligados a morte de nossos astros, já que a vida desregrada da maioria acaba levando-os a problemas comportamentais e de saúde, como mudanças de humor e depressão.



Adeus cedo demais

No final dos anos 70 e início dos 80, o mundo do showbiz se despediu cedo demais de três grandes nomes do rock. Em 1979, Sid Vicious - baixista do Sex Pistols – morreu aos 21 anos, vitima de overdose. O astro era viciado em heroína.

Um ano depois foi a vez de perdermos John Bonhan, baterista do Led Zeppelin. O roqueiro morreu aos 32 anos. Embora a autopsia não tenha revelado uso de drogas, há rumores de que ele tenha tomado 40 doses de vodka antes de falecer.

Nesse mesmo ano, a morte de um dos maiores nomes da música chocou o mundo. Era hora de dizer adeus a John Lennon, ex-integrante dos Beatles - uma das melhores bandas de rock da história. No dia 8 de dezembro de 1980, Lennon foi assassinado em frente ao seu apartamento – edifício Dakota (Central Park) -, por um fã que havia lhe pedido autógrafo horas antes. Após perder 80% de seu sangue, o astro faleceu aos 40 anos de idade. Um memorial chamado Strawberry Fields Forever, foi criado no local em sua homenagem.

Já na década de 90, outras duas perdas entristeceram os amantes do rock. Em 91 Freddie Mercury, líder da banda Queen, faleceu devido a complicações decorrentes do vírus HIV. O músico, que tinha 45 anos, morreu em casa. Como o corpo do cantor foi cremado, não há túmulo. Sendo assim, até hoje fãs deixam buquês de flores em frente a sua antiga casa, doada à ex-namorada Mary Austin.

Em 97 a notícia de que Michael Hutchence, vocalista do Inxs, estava morto pegou de surpresa toda uma legião de fãs da banda. O cantor foi encontrado enforcado por um cinto, aos 37 anos de idade, em um quarto do hotel Ritz-Carlton - Sydney.

O fim precoce de nomes do rock atravessou o oceano e deixou sua marca por aqui também. Entre os artistas brasileiros estão Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.

“Raulzito”, como era conhecido o cantor baiano, morreu em 1989, aos 44 anos, devido ao uso de álcool agravado pela diabetes. Um ano depois era a vez de Cazuza dar adeus aos palcos. O cantor, que começou sua história como líder do Barão Vermelho e fez sucesso em carreira solo, morreu aos 32 anos vitima do vírus da AIDS.

Em 1996 a geração “coca-cola” se despedia de Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana. O cantor morreu aos 36 anos também em conseqüência da AIDS, doença que nunca chegou a admitir.

Por que aos 27?

Você já ouviu falar na maldição dos 27? Recém editado, o livro The 27s: The Greatest Myth of Rock And Roll, de Eric Segalstada e Josh Hunter, lista nomes do rock e blues que morreram “curiosamente” com essa idade.

A maldição dos 27 teve início lá pelo final dos anos 60 e começo dos 70. Primeiro foi Brian Jones, guitarrista da primeira formação dos Rolling Stones, a ser encontrado afogado na piscina, em 1969. A causa da morte nunca foi esclarecida.

Em 1970, dois grandes nomes do rock se despediram da gente. Jimi Hendrix e Janis Joplin. Ele foi encontrado morto na cama de um hotel. A causa? Engasgamento com o próprio vômito, após ingerir nove pílulas para dormir. Já ela, morreu graças a uma overdose de heroína.

O último grande nome da geração que sonhava em mudar o mundo foi Jim Morrison, líder do The Doors. Considerado um dos primeiros poetas do rock, foi encontrado morto na banheira do quarto de um hotel em Paris, em 1971. Segundo versão oficial, a causa da morte foi ataque do coração. E a lista não parou por aí...

Tivemos também: Alan Wilson - vocalista da banda de blues Canned Heat (overdose de heroína, 1970); Kurt Cobain - líder do Nirvana (suicídio, 1994); Ron Mckerman - Fundador do Grateful Dead (hemorragia gastrointestinal, 1973); Pete Ham - guitarrista e vocalista da banda Badfinger (se enforcou na garagem de sua casa, 1975); Chris Bell – líder do Big Star (colidiu com seu carro em um poste, 1978); D Boon - vocalista e guitarrista do trio punk californiano Minutemen. (seu corpo foi jogado acidentalmente para fora de uma Van, 1985); Pete de Freitas - baterista do Echo & The Bunnymen (acidente de moto, 1989). Robert Johnson – “bluesman” (morreu envenenado pela mulher, 1985). Uma curiosidade: ele era conhecido por ter supostamente vendido sua alma ao demônio.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Julho/Agosto de 2009

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Influenza A – H1N1

O surgimento e aumento nos casos da nova gripe têm deixado a população apreensiva. Tal apavoramento acaba levando as pessoas a se confundirem em relação aos sintomas da gripe suína. Às vexes, basta uma tosse para os mais apavorados procurarem às salas de emergências hospitalares. O que não é recomendado, já que além de contribuir para uma superlotação, o que acaba atrasando o atendimento, o aconselhável é evitar aglomeração de pessoas.

O inverno é a época em que gripes e resfriados se tornam freqüentes, por conta das baixas temperaturas e aumento na umidade do ar. É por isso que alguns médicos procuram listar indícios que podem nos ajudar a identificar o tipo de gripe, evitando assim conclusões precipitadas.

Sendo assim, destaquei os principais sintomas das gripes, comum e suína, para que você possa ter uma ideia das diferenças entre ambas. E ainda, confira também alguns links com mais informações sobre a Gripe A.

Principais Sintomas

Gripe Comum:

- Febre abaixo de 38%

- Dor de cabeça leve

- Fraqueza

- Suor e calafrio esporádico

- Catarro e congestão nasal

- Espirros

- Tosse menos intensa

- Dores musculares, principalmente nas costas

- Dor de garganta acentuada

- Coriza

Gripe Suína:

- Febre repentina acima de 39%

- Dor de cabeça intensa

- Dores musculares e nas articulações

- Dor de garganta e ardor nos olhos

- Calafrios

- Vômito e diarréia

- Falta de ar

- Falta de apetite

- Tosse seca e contínua

- Coriza

Leia também:

Saiba como é o contágio da doença

Entenda as fases da pandemia

Quiz: O que é gripe suína?

Por Roberta Marassi
 
Publicado em Julho/Agosto de 2009

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Woodstock

O sonho da paz e do amor

Em 1969, enquanto os americanos festejavam a chegada do homem à lua como uma causa nobre, o mundo testemunhava a violência da Guerra do Vietnã, golpes de estado espalhavam-se pela América Latina e Oriente Médio, e milhares de crianças morriam de fome na Biafra. Em meio a tantas mazelas, mudanças políticas, sociais e comportamentais, surge uma ideia de quatro jovens empreendedores que acreditavam na utopia de que dias melhores viriam: resolveram patrocinar o Festival Woodstock, que acabou sendo o maior espetáculo da contracultura.

Há 40 anos, durante três dias - de 15 a 17 de agosto -, um palco foi montado na pequena cidade de Bethel, estado de Nova York, para apresentar astros como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Bob Dylan, Santana e The Who. Mesmo sem nenhuma infraestrutura que garantisse o êxito do festival, os idealizadores John Roberts, de 24 anos, e Joel Rosenman, de 26, apostaram no movimento hippie da “paz e amor”, como lema que atraísse o público para o evento. Para tal, contaram com o apoio do produtor Michael Lange e do executivo da indústria fonográfica Artie Kornfeld, que também planejavam realizar um festival misturando exposição cultural, shows de rock e estilo de vida da contracultura. Ou investir numa gravadora independente, especializada em rock. Caso optassem pela gravadora, a cidadezinha chamada Woodstock, em Manhattam, já havia sido escolhida para ser o local que abrigaria o estúdio.

Os quatro empreendedores decidiram pelo festival, mas no campo, depois que a prefeitura inviabilizou um concerto de rock na cidade onde seria construída a gravadora. Foi quando o fazendeiro Max Yasgur colocou à disposiçaõ o seu sítio, em Bethel, para a realização do evento. Para que a ideia da gravadora de rock não se perdesse, deram o nome ao festival de “Woodstock”. O evento foi tomando forma, a parceria deu certo: planejado para 50 mil, Woodstock recebeu cerca de 400 mil pessoas que se espremeram para ver as memoráveis apresentações de Joe Cocker, Joan Baez, Ravi Shankar, Sly and the Family Stone, entre outros.

Apesar da grande oferta e procura de drogas, o festival não acarretou nenhum acidente ou violência de grandes proporcões, exceto um grande engarrafamento em Nova York e três mortes: um apêndice supurado, um atropelamento por trator e uma overdose de heroína. Fora a euforia, milhares de jovens, ligados por ideais e vontade de se divertir, deitavam-se ao chão para amar e sonhar com o surgimento de uma sociedade menos competitiva e apolítica. Criou-se o lema de “curtir um som, cada um na sua”. E foi nesse clima pacifista que Jimi Hendrix estilhaçara sua guitarra ao tocar o hino nacional americano “Star-Spangled Banne”, em protesto à Guerra do Vietnã. Assim nascia a nação Woodstock, formada por uma geração que sonhava com um mundo melhor.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em Julho/Agosto de 2009

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“A lua e eeeu...”

Não. Esta matéria, leitores atentos e antiguinhos, não se trata de uma homenagem ao cantor Cassiano (alguém se lembra dele?) criador de um sucesso relativo na década de 70 e início de 80, cujo o tema entoava com muita melancolia: “mais um ano se passou, e nem sequer ouvi falar seu nome...” (tem gente de quem eu, particularmente, preferia não ouvir falar nunca mais... Mas eu não sou surda, graças ao Pai, né?).

Esta matéria é exatamente para comemorar (?) – “espetaculosaus” quae sera tamem - algo como Espetaculosas ainda que tardia! - a chegada do homem (norte-americano) na Lua. Pois é! Eles chegaram lá em 20 de julho de 1969. Não necessariamente nesta ordem. Ou não?

Se eu tenho algum (!!!) leitor assíduo e que por acaso acompanha minhas matérias pretensiosamente cínicas e genuinamente mordazes, percebeu que sou um Edmundo. Explico. Existe uma crônica de Cecília Meirelles – salve mentora!- intitulada “Edmundo, o céptico”, onde o personagem principal, desde criancinha travessa, era um céptico.

Para quem não é muito hábil com esta língua portuguesa manjada, reformada e coroinha, não confunda “céptico” com aquela coisa horrenda que acontece com gente sadia que entra de pé quebrado no Getúlio Vargas e sai na gaveta pro IML – septicemia, infecção generalizada. Os cépticos (prefiro a grafia tradicional, sou uma boêmia que respeita a velha guarda) são pessoas que querem “ver para crer”, os tradicionais e populares São Tomés da vida, que não acreditam em qualquer ladainha, em qualquer “manga com leite”, em qualquer “o FH e o Collor derrubaram o Brasil”- se o presidente de vocês lesse (?) isto diria “Respeite a história política do Collor!” tal qual fez com seu amigo de infância Sarney...

Enfim, os Edmundos não aceitam tudo muito facilmente. E já que me pediram para falar sobre esta data histórica (!!!), cocei a cabeça e descobri mais um tema onde impera o Edmundo, não a Fernanda escritora.

Vamos aos fatos. A História, que é ciência e lida com fatos (muito embora, depois de 14 anos de formada na área e de exercício pleno da cidadania histórica, eu saiba que fatos são meros detalhes a serem manipulados, ocultados, contorcidos, distorcidos, ou apresentados da maneira que convém) e os fatos contam que nesta data, posterior a uma missão lunar enviada em 1968, intitulada de missão APOLO VIII, Buzz Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong (o cara que pisou na bola que é a Lua, parece) na missão batizada APOLO 11 chegaram, enfim, em solo Lunar, feito que seu antecessor e antagonista (ahn, tinha a Guerra Fria, mas me recuso a explicar, pergunta pro Dr. Google), o russo Yuri Gagarin (este sim, um cara que eu tenho certeza de sua chegada bem perto da Lua, até porquê – História, fatos – é registrado que ele ejetou seu banco antes de sair da órbita lunar e reentrar na órbita terrestre, ou seja, preferia mil vezes viver no mundo da Lua, sacou?) tinha iniciado em 1961.

Pois bem. Se você, respeitado leitor meu, além de minha chefa, lê a cada mês estas prolixidades que escrevo, e já perguntou para o Dr. acima citado o que foi Guerra Fria, vai entender meu cepticismo .

Entre outras coisas, há a rivalidade norte-americana. De acordo com o que se constata na história recente dos EUA/USA (repararam? Até a sigla desfavorece, o país é narcisista e abUSAdo em inglês e em português...), os estadunidenses mentem. E muito. Não tanto seu povo, que acredita em muita coisa e ainda se alista para ir às guerras que o país impõe a terceiros, como quem vai às compras daquela preciosa bolsa Chanel, que está em liquidação e precisa ser comprada antes que a cafona da sua vizinha compre a última peça. Mas, todos aqueles que possuem investimentos no país ou estão em franca atividade na política mundial (por que, vamu combiná(sic), se você é político naquelas terras que são um país perto do Canadá a projeção da sua imagem é maior no planeta do que a daquela atriz globense, quando arruma um novo filho para criar e sustentar).

Então, uma mentirinha a mais, uma mentirinha a menos, dentro do contexto tenso da Guerra Fria – putz, ainda rolava a Guerra do Vietnã, onde aquele povinho baixa renda daquela terra cheia de bombas subterrâneas e armadilhas de bambu, “tava” aplicando a maior surra nos soldados paz & amor da terra do Tio Sam, que estavam armados até os dentes siso (mas que não indicavam o juízo daquela gente fardada) e este tipo de notícia não era exatamente aquela com que o governo americano contava para amedrontar o resto do mundo – era perfeitamente admissível para tornar as coisas mais seguras aos EUA, além de atrair parceiros e investidores de todas as partes do mundo interessados em dominar o espaço Lunar.

Ela é linda...

Eu, particularmente, sou uma criatura lunar, vivendo entre estranhos seres que apreciam sol, sal e frutos do mar com barba... Mas não sei não. David Bowie e diversos outros artistas cantaram a Lua de modos diversos (Bowie se destacou por ser o cara que escreveu a enigmática “Starman”, em homenagem aos homens que pisaram na Lua – aqui. A versão é “Astronauta de mármore”, do grupo gaúcho Nenhum de Nós. Aquele que foi uma espécie de Los Hermanos de sua época, já que ninguém aguentava mais sua “Camila-aaaa”, igual a... você - sabe - quem).

Eu não sou das que acreditam piamente que nunca se chegou à Lua, mas que houve uma data posterior àquela que foi divulgada para a história mundial, ahn, isto houve sim. Existe um site, como tantos outros, que expõe algumas incongruências nos fatos e fotos. Ah, você pode estar pensando, e você, Fernanda, tão crítica e espertinha acredita em tanta coisa que nestes sites demonstra ser apenas um movimento de resistência partidário-esquerdista-vernelhista-reacionário-espinhento- adolecencista de uns vários... Tá bom, mas lê aí, http://www.afraudedoseculo.com.br/, e procura outros similares que você vai se dar o que conhecemos como o “privilégio da dúvida”, ou, em termo jurídico preferido de uma ávida fã de séries como Law and Order, “dúvida razoável”. Não me peçam mais detalhes de inconstâncias, pois esta singela matéria já extrapolou mil palavras, para minha chefa editar será um sufoco daqueles...

Então, o que importa, para mim, é que sempre será “a lua e nós...”, e se é para celebrar alguma data ligada a ela... Celebremos!

Por Fernanda Barbosa
 
Publicado em Julho/Agosto de 2009

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Vivendo no exterior

Como professora de inglês, sempre que posso digo aos meus alunos como é importante ter uma vivência, mesmo que pequena, fora dos limites de nosso país. Não digo isso somente pela experiência de praticar o idioma que se está aprendendo. Mas, pela possibilidade de conhecer uma cultura diferente.

Quando se faz uma viagem para fora do Brasil, crescemos e amadurecemos. Primeiro pelo fato de estar longe das asas da família, segundo porque, se bem aproveitada, adquirimos muito conhecimento e voltamos com muita história pra contar.

Mas antes de viajar, é preciso tomar alguns cuidados. Ter mente aberta. Entender que você não está no seu país, as regras serão diferentes e você terá que obedecê-las. Saber, de antemão, o que pode e não pode fazer no lugar onde você está indo é muito importante. Muitas pessoas são mandadas de volta de programas de intercâmbio, justamente por não cumprirem regras bobas como não beber cerveja na rua, ou ter hora certa para voltar pra casa.

Tem que ter pique, pois a rotina do programa é puxada. Não tem moleza! Por isso, alguns programas de intercâmbio limitam a idade do intercambista para até 26 anos. Tem cursos com aulas durante todo o dia, todos os dias da semana. E ainda, existe um número fechado para faltas. Se não cumprir as regras, você volta sem o seu diploma.

Escolher um programa de intercâmbio é mais seguro do que viajar por conta própria. A não ser que você tenha amigos ou família vivendo no exterior. Hoje em dia existem milhares de possibilidade de estudo e trabalho fora do Brasil. Converse com os amigos, veja se eles indicam alguma agência que já tenham conhecimento. Escolher qualquer agência que anuncia um preço barato na internet também não é uma boa idéia. Geralmente as agências bem conceituadas promovem encontros no Brasil antes de viajar. Assim, você tem a oportunidade de conhecer o grupo de pessoas com quem viajará.

Esteja atento aos detalhes e procure saber tudo sobre sua viagem, antes de chegar lá. Pergunte sempre que tiver dúvidas. Não deixe de saber sobre as condições de moradia. Se for morar com família, procure ter fotos deles, saber como são e vivem. Se informe sobre o lugar onde vai morar, das opções de lazer, plano de saúde, enfim, mantenha-se informado.

E uma dica: mantenha a sua família, aqui no Brasil, informada de tudo o que está fazendo. Qualquer problema que aconteça, eles saberão onde você está, qual seu endereço ou telefone de contato.

Se você escolher um programa de trabalho, não se iluda. A maioria das oportunidades no exterior são subempregos. Você vai ser atendente de Mc Donald’s, diarista de hotel, garçonete de restaurante, babá de crianças. Dificilmente haverá propostas de trabalho com grandes chances de fazer carreira. Mas, isso não quer dizer que você possa ser destratado pelos empregadores ou ter péssimas condições de trabalho. Qualquer problema você deve comunicar a agência de intercâmbio, pois eles têm a obrigação de acompanhar o intercambista.

Programas diferenciados

Já existem hoje programas que não só oferecem os empregos básicos, mas também oportunidades de se divertir enquanto trabalha. É o caso do programa de intercâmbio feito na Disney, em Orlando. Lá são abertas vagas de assistentes, vendedores, mantenedores e até para os próprios personagens do parque.

Existem também os programas em cruzeiros, para aqueles que gostam do mar e não ligam de dormir em cabines apertadas. O programa mais curioso que já vi, foi seleção de voluntários para cuidar de leões na África do Sul.

O preço desses intercâmbios varia muito. Depende do destino, do seu objetivo (trabalho ou estudo), se você vai ficar em casa de família ou em hotel, do tempo de estadia (4, 6 ou 12 meses). Mas as agências parcelam e fazem de tudo para não perder o cliente.

Os destinos mais procurados hoje em dia são: Estados Unidos, Canadá, Austrália e Londres. Todos os países de língua inglesa. No entanto, é importante ressaltar que o idioma é diferente de um lugar para o outro.

Uma última dica. A maioria dos programas hoje beneficia os universitários. Os programas de férias, que duram geralmente 4 meses, só podem ser feitos por aqueles que estão no meio do curso superior.

Por Carolina Andrade
 
Pulicado em Julho/Agosto de 2009

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A moda que veio de 69

Em homenagem aos 40 anos do Festival de Woodstock, esse mês aproveito o espaço da minha coluna para dar dicas de roupas e acessórios que, apesar da idade avançada, continuam fazendo a cabeça de muita gente. Além disso, que mal há em estar com a idade da loba?





















Batas e chinelas - ideiais para o verão. Brincos argola, tirinhas e conto em couro trançado, completam o visual.





















Óculos redondos e/ou retangulares com lentes coloridas, muitas flores, pulseiras e colares de contas, e ainda, camisetas coloridas, pintadas a mão- características da época em que se pregava o a paz e o amor.


Por Tatina Bruzzi
Publicado em Julho/Agosto de 2009

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Sous le ciel de Paris

O amor é lindo, não? E ainda mais no Dia dos namorados... Que dirá na França! Tudo bem, por lá a data é comemorada em fevereiro, mas nada nos impede de sonhar em pleno junho, afinal estamos na terrinha verde e amarela.

Sempre quando vejo filmes ou ouço músicas francesas, é impossível não me imaginar apaixonada, com um lindo conterrâneo de Luis XIV, num café ao ar livre regado a chocolate quente... Vale incluir aí ser na década de 50, pois sou simplesmente louca por Paris dessa década! Talvez essa seja a imagem romântica mais difundida no ocidente e convenhamos, é simplesmente divina!

Conheço gente que faz planos de lua-de-mel ou viagens aleatórias, em busca do amor pela França. Isso sempre me faz pensar: por que isso? O que tanto atrai o desejo de milhões de pessoas? Até hoje não entendi e acho que nunca descobrirei o real porque disso... Mas, é até melhor assim. Afinal, um bom mistério só intensifica o clima de romance. Um daqueles parisienses e pra lá de chiques, rs.

Mas caso você não tenha recursos para tal viagem, faça do seu caso de amor um “affair d'amour” por aqui mesmo e seja feliz com sua cara metade, porque o amor é muito mais do que uma imagem idealizada e perfeita até os mínimos detalhes. Aliás, quem foi mesmo que disse: a verdadeira perfeição tem de ser imperfeita? Essa pessoa é um gênio... E um apaixonado, com toda certeza.

Beijos e lembrem-se, não importa a língua: "Tout ce qu'il vous faut, c'est l'amour"! (Frances). “All you need is love"! (Inglês). “Tudo o que você precisa, é amor”! (Português).

Juju!

PS: Sugiro a música que dá nome ao título. Muito bonita e a letra traduz com perfeição a aura maravilhosa da Cidade Luz.

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A França...

“A França no ano que o Brasil retribui”, “O ano em que a França é celebrada no Brasil”, “O Brasil e a França que não se conhecem”... Diversos títulos me vieram à mente para abrir esta simpática matéria sobre o que se convencionou chamar de “O Ano da França no Brasil”. Não que eu seja hostil à França, au contràire, tenho certeza inabalável que minha última encarnação foi nos dourados campos de alguma cidade florida francesa, que bem poderia ser Avignon ou Bourgogne (não, eu não queria ter nascido em Paris), e amo a cultura, a arte, os perfumes e o cinema franceses... A-M-O.

O propalado “Ano...” corresponde a uma gentileza das políticas internacionais onde em 2005 o Brasil foi o homenageado da vez na França. Portanto, não há como negar a diplomacia agradável e a iniciativa culturalmente simpática no movimento inteiro. Agora, e perdoem-me os mais singelos, nobres e elevados espíritos de leitores, e colegas que acham esta e outras iniciativas “únicas”, como Rio2016, “Anos...” de diversos países aqui no Brasil sendo agendados e programados, e outros eventos que não necessariamente possuem um contexto histórico, e disto infelizmente eu não posso fugir, porque como professora de História sei que o que falta ao brasileiro classe média, alta, baixa, econômica, artística, ou qualquer outra classe, é saber História.

As pessoas não perguntam mais: “Mas por quê?” E é esta assustadora passividade sem perguntas e uma indiferença blasé, que escondem uma sincera ignorância dos fatos, é que geram os palhaços do Senado, dos Ministérios, estas pessoas que agem de má-fé e completa indecorosidade, apenas aproveitando o fato de que o brasileiro não se pergunta o motivo de nada, e odeia as aulas de História que tentem ensiná-lo a pensar e questionar os fatos.

Por que fizemos o Pan se nem tentamos reativar de verdade os Pam’s da Saúde? Por que a corrupção virou apenas motivo de bate-papo entre amigos? Por que a violência é assustadoramente imparcial na hora de atingir o cidadão? A História, vos afirmo, teria respondido ANTES suas perguntas. E, para evitar me alongar demais, pois sou prolixa e assumo (outra coisa que eu acredito que, em tempos de agilidade e rapidez, mesmo assim, faz falta- longas explicações. Em alguns casos, evitam certos erros), afirmo aqui, com todo o respeito: Amo a França e seus costumes, tenho absoluta certeza que um dia fui bretã, os seus perfumes me entontecem de tão bons, seus filmes e atores/atrizes são belos e talentosos de fazer corar um dalit, a cidade-luz é tuuuuudo de lindo.

Um espetáculo visual e artístico, quer você seja sensível ou não, quer seja você conhecedor do porque atrás de cada arquitetura ou não, você certamente se emocionará ao avistar a Catedral de MontMarte ou a de Montserrat ou ao ver o correr tranqüilo do Rio Sena e a esplêndida arquitetura do Palácio de Versalhes, com seus bidês de ouro, mas saber a História por trás da construção de tudo aquilo, ou mesmo se indagar porque homenagear a França não é só indispensável, é absolutamente preciso.

Cada vez mais as pessoas festejam, se encantam, se comovem. Cada vez mais as pessoas ficam tristes com o coitado do Diego Hypólito, que não tem patrocínio de ninguém (agora tem, ele e a irmã assinaram com o banco mais PAC-gracinha do Brasil, a Caixa Econômica) e cada vez menos pessoas param de se perguntar se o Hypólito já comeu suas “mínimas” três refeições por dia, se ele estudou bem e até que série, se o César Cielo por acaso, coitado, já deixou de ser atendido ou diagnosticado com virose. Ou então cada vez menos se importam em ser tão passivas, com o fato de haver um circuito inteiro para exaltar um país amigo, enquanto o brasileiro do Rio não sabe e nem conhece o que é uma “carpideira”, e nem de que cantão do país vem este termo, a menos que a Andréa “Grande Família” Beltrão, junto com a Marieta”um-dia-fui-srª Buarque” Severo (e não quero demonstrar desrespeito, adoro o talento de ambas) encenem uma peça no Teatro da LAGOA...

Sim. Sou francesa por afinidade. Pudesse falava francês e fazia biquinho todos os dias, e passaria tardes deliciosas admirando os museus. Mas enquanto eu falar EM português-brasileiro DE brasileiros PARA brasileiros e tantos quantos outros queiram ouvir, eu ainda vou preferir saber por que o mundo está acabando e por que todo mundo só lamenta muito?

Por Fernanda Barbosa
 
Publicado em Junho de 2009

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A onda que veio da França

Quem disse que francês não pega onda, não conhecia o kitesurf. O esporte que consiste num voo do atleta sobre a água, puxado por uma pipa, foi criado por dois franceses e está cada vez mais conquistando adeptos pelo mundo.

O kitesurf é um esporte relativamente novo e sem muito mistério. Uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, que virou opção para os praticantes desses esportes em dias onde as condições do tempo não estão favoráveis.


Seu equipamento é basicamente a pipa, feita do mesmo material utilizado na fabricação da asa-delta, e a prancha, que pode ser tanto uma especial para sua prática, como também a velha conhecida do surf.

Qualquer pessoa pode se tornar um kiteboarder (nome que se dá a quem pratica essa modalidade), sendo fundamental apenas estar acompanhado de um instrutor. O esporte é praticado no mar, em lagos e até represas. Com ventos fortes ou fracos, pois a aerodinâmica da prancha facilita o voo nas diversas condições de vento. Porém o ideal é seguir a mesma temática do windsurf, quanto mais vento, menor a área. E mais, por se tratar de uma atividade perigosa, na hora de velejar é importante manter a distância de pelo menos 100 m de banhistas e embarcações.

Em suas competições, cada bateria é composta de dois atletas que disputam, entre si, a classificação para a próxima fase. Aquele que avançar direto da 1ª fase, aguarda o campeão da repescagem para a decisão.

As manobras utilizadas no esporte são uma mistura das feitas no surf, wakeboard e windsurf. Quando adaptadas, criam novos conceitos e nomes. Mas, o princípio é o mesmo. Costuma-se apresentar três tipos de manobras: transição, de salto e as feitas na onda. E para cada uma dessas, existem termos e pontuações diferentes.

As de transição consistem nas mudanças de direção feitas pelo atleta. Com uma manobra desse tipo, o kiteboarder muda a direção que estava seguindo.

Já as de salto são feitas no ar, o que as tornam visivelmente mais bonitas. Para se ter ideia, já foram registrados saltos de até sete segundos. Não é a toa que dizem ser nesse tipo de manobra, que o kiteboarder voa literalmente.

Por fim, as manobras feitas na onda. Geralmente essas são adaptadas do surf e o grau de dificuldade costuma ser alto. Há um risco maior de queda, e nesse caso o atleta tende a se enrolar nas linhas da pipa.

O Brasil oferece uma grande vantagem aos atletas de kitesurf, graças aos seus 8.000 km de costa e ao clima, que permite a prática do esporte durante o ano todo. Os locais mais procurados por aqui são Nordeste e o litoral paulista, com destaque para o Ceará e Ilhabela. Já tivemos campeonatos em Porto de Galinhas, Porto das Dunas, Praia do Coqueiro e Barra da Tijuca.

Agora os principais picos mundiais são Coche Island (Venezuela), Fuerteventura (Ilhas Canárias), Tarifa (Espanha) e Bélgia (República Dominicana).

Em 2000 foi criado o Kiteboard Pro World Tour, primeiro Circuito Mundial de Kitesurf. O campeonato passou por países como Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. O francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble, se tornaram os primeiros campeões mundiais da modalidade. Tinha que ter um francês no meio!

Como surgiu o Kitesurf

O kitesurf moderno (que se pratica hoje) foi inventado pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoix, que eram navegadores, surfistas e windsurfistas. Em 1984 eles desenvolveram uma pipa com câmaras de ar. Quando infladas, o ar não escaparia delas, permitindo que fossem erguidas novamente da água toda vez que caíssem, sem precisar da ajuda de ninguém.

A partir do momento que sua criação foi patenteada, eles começaram a participar de regatas internacionais de velocidade com esquis aquáticos.

O invento mesmo só foi desenvolvido entre os anos de 85 e 86. E a partir de 1993, as pipas começaram a ser comercializadas.

Algumas tentativas de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelo, esquis, esquis aquáticos, entre outros, foram surgiram ainda na década de 80. Uma delas pelo suíço Andréas Kuhn, que levantava da água sobre uma prancha similar à de wakeboard, impulsionado por um equipamento de parapente. Ele foi o primeiro a saltar, a grandes alturas, com ventos fracos. O feito foi transmitido pela TV européia.

Uma curiosidade

Dizem que antes da invenção feita pelos irmãos Legaignoix, o kitesurf já existia. Há rumores que apontam a China como o lugar de origem das pipas, há mais de dois mil anos. Elas ajudavam a navegação de barcos e o transporte de materiais pesados de construção.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Junho de 2009

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