Não é a mamãe!

20 anos de uma família da pedra lascada


Na última semana, mas precisamente no dia 26/04, a série Famíia Dinossauro completou duas décadas. Lançada pela Disney, em parceria com a Jim Henson Productions e a Michael Jacobs Productions, a produção mostrava o dia-a-dia de uma típica família classe média norte-americana, mas com um diferencial. Seus integrantes eram da pré-história.

Quem acompanhou provavelmente lembra dos Silva Sauro, onde o casal Dino e Fran comandavam a casa e seus filhos, Bobby, Charlene e Baby, todos de espécies diferentes.

À frente do bordão “Não é a mamãe!”, o caçula era a sensação do programa todas às vezes em que maltratava seu pobre pai, quando o mesmo mendigava-lhe um carinho.

Bobby, era o primogênito. Por isso, tinha uma relação de companheirismo com Dino. Já Charlene, a típica adolescente. Com dúvidas, anseios e vaidade, presentes em toda menina dessa idade.



Apesar da série ser uma produção voltada para o público infantil, se destacava pelo humor um tanto ácido, e críticas sociais. Afinal, mostrava os dinossauros como seres superiores e os humanos, como irracionais.

Além disso, discutia questões sérias como ascenção social, drogas, preconceito, submissão e desrespeito com os mais velhos. Esse último, representado pelo poço de piche. Lugar onde, os que completavam 60 anos, eram jogados.

Choramos quando a família acreditou que Baby teria sido trocado, e talvez tivesse que abandoná-lo, com a possibilidade de Zilda ser jogada no piche e alguns dramas de Charlene e Bobby.



Mas demos muitas gargalhadas quando os alimentos, que eram vivos, fugiram da geladeira e fizeram Baby e Charlene de reféns. Com as implicâncias de Dino, direcionadas a Mônica - a invertebrada, amiga de Fran. A dança do acasalamento, as tiradas do chefe de Dino, as brigas do Silva Sauro com a sogra Zilda e, claro, os foras de Baby no pai.

Aliás, o pequeno dinossauro era o mais engraçado da produção. Temperamental, irritante, sádico, birrento, intrometido e mimado, conquistou o público graças às travessuras que aprontava pela casa. Principalmente, porque elas acabavam colocando seu pai em furada.

Uma das cenas mais clássicas era o pequeno batendo, com um taco de beisebol, na cabeça do Dino. Ou ainda, quando aprontava e depois olhava, com um falso ar de arrependiento, e dizia: “você precisa me amar!”




Família Dinossauro chegou ao Brasil em 1992, um ano após seu lançamento. Foram 65 episódios, distribuídos em quatro temporadas, exibidos pela TV Globo, dentro do Xou da Xuxa.

A série virou febre mundial, chegando a licenciar produtos como a réplica do Baby. O boneco era importado e por isso, caríssimo. Soltava seus bordões em inglês. E também, álbum de figurinhas e material escolar, como cadernos, estojos, lancheiras e até papel de cartas.

Além da Globo, o programa fez parte da grade do SBT e hoje, é reprisado na Band.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Maio de 2011

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Camiseta ou T-shirt

Larga, apertadinha, estampada, manchada, com dizeres engraçados ou chamadas sérias, camiseta ou T-Shirt... Não importa qual seguimento tenha, a verdade é que essa peça, considerada mais do que básica, é uma paixão mundial. E por isso, item importantíssimo no guarda roupa de qualquer pessoa.

A camiseta, conhecida no mundo da moda como T-shirt – nome decorrente do seu formato em T –, é um elemento do vestuário contemporâneo, feita em malha de algodão ou poliéster.

Difundida por empresas de moda, pode trazer impressas imagens e frases que chamam a atenção. Já suas estampas, geralmente são temáticas: política, artística ou para identificar um grupo. Por exemplo, estudantes, militares, funcionários de empresas e torcida de times. Indispensável, a camiseta caiu no gosto de todos. Independente da idade e razão social.

Quando tudo começou

A camiseta começou a traçar sua história na época da revolução industrial, lá pelo século XVIII, quando novas máquinas, para a produção de malha, integravam as indústrias têxtil.

Evolução das roupas de baixo, essa peça teve sua forma no dia em que cortaram o macacão - union-suit - em dois pedaços. Por ser bem adaptada em ambientes quentes, e possuir baixo custo, foi adotada por mineiros e estivadores como parte dos seus vestuários.

O Brasil só aderiu a fabricação delas em meados do século XIX, quando indústrias, que já usavam o agodão como matéria prima, se instalaram nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.




Se tornou popular nos Estados Unidos como peça típica utilizada por soldados do exército e marinha. Mas bastou os adolescentes americanos adotarem, para se tornar febere mundial. Principalmente quando o galã Marlon Brando apreceu nos cinemas com sua branca básica, no longa A Street Named Desire.


Nos anos 50, muitas empresas passaram a decorar suas camisetas com nomes de resorts e personagens. Tropix Togs foi a primeira delas, com estampas licensiadas de Mickey Mouse, personagem mais famoso do Walt Disney. Não demorou muito para outras confecções entrarem na onda, gerando vários modelos diferentes

Na década de 60, era a vez dos surfistas aderirem às camisetas. O tie-dye e também os designs de expressão, criados por empresas da Califórnia, valorizavam bandas da época e ícones revolucionários, como Che Guevara.

Já nos anos 70 e 80, seus modelos eram focados em skatistas e roqueiros. Moda que permanece até hoje, frisando a ideia de que as camisetas são a melhor maneira de expressar uma opinião.


Música - No cenário pop da segunda metade do século a camiseta surge como uma peça considerada muito mais que uma simples vestimenta. E sim, uma verdadeira bandeira cultural. Na década de 80 a revista Rolling Stone registrou: “As camisetas são os trajes definitivos do rock. Tambores falantes dos anos 70 e 80, significadores de dez dólares, identificadores ideológicos.”

Moda - Na metade da década de 60, a parceria jeans e camiseta começa a se estabelecer graças as características de praticidade, mutação e conforto. Ela passa a desfilar nas passarelas da moda e consegue se tornar peça clássica na forma de se apresentar, além de ser criativa no modo de ser. Tudo pode ser impresso em uma camiseta. Das sopas Campbell’s, da pop art de Andy Warhol, a cantores de rock, ídolos e slogans.

Mercado - O mercado brasileiro apresenta volumes consideráveis. Entre grifes que cobram R$ 200 reais por uma peça e outras, que as vendem por preços populares, nosso país comporta a produção e venda de aproximadamente 800 milhões de peças por ano, gerando mais de 500 mil empregos. Segundo pesquisas, cada brasileiro teria uma média de oito novas camisetas anuais. Em uma época onde o poder econômico do consumidor está cada vez mais baixo, a camiseta é uma alternativa atraente de vestimenta. E por isso, continua conquistando cada vez mais espaço.




É por essas e outras que as T-shirts tem um grande futuro pela frente, já que vários designers de moda investem em novos formatos, tipos de golas e detalhes das mangas.

Conhecendo melhor a história


Antiguidade (A.C.): As "camisias", usadas pelos romanos, eram brancas. Fabricadas com tecidos de puro linho, eram colocadas debaixo das vestimentas dos soldados para evitar a transpiração.

Séc. XVI: Michelângelo inaugura a coleção de regatas, após terminar a estátua “O Escravo Moribundo”. Nessa obra, o artista retrata um homem vestido com uma única peça de roupa, bem diferentes das usadas na época. 

Séc. XIX: Surge um modelo para crianças, reprodução das peças de sultos. As camisetas infantis passam a ser usadas em cerimônias de batismo da igreja católica. Nessa mesma época, alguns trabalhadores braçais as adotam como roupas de labuta.

1ª Guerra Mundial: Soldados europeus usavam as peças, em algodão, por baixo dos uniformes. Já os norte-americanos, levam o modelito para os EUA e desenvolvem seu design, que ficaria conhecido como t-shirt devido ao formato da peça em T.

1948: A primeiras camiseta de campanha política foi fabricada por Thomas E. Dewey, para as eleições à presidência dos Estados Unidos. Em seus dizeres: "Dew it of Dewey".

1951: No filme Um bonde chamado desejo o que mais chamou a atenção foram os músculos à mostra do ator Marlon Brando, valorizados através de uma camiseta sexy.




Anos 60: Camisetas multicoloridas viram símbolo de mensagens pacifistas. Nessa mesma época, as peças se tornam unissex  apartir do momento em que as mulheres passam a usá-las também.



Anos 80: As T-shirts ganham às passarelas nas mãos de renomados estilistas, de grifes consagradas. E os jovens aderem à moda, como ostentação de luxo e poder.

Século XXI: As camisetas ganham um mercado expansivo, se alastrando por todos os lugares. Sua customização serve aos mais variados gostos e estilos, que vao desde a banda de rock mais famosa ao líder revolucionário, passando por campanhas políticas e atendendo ao modismos.


Fontes: Wikippedia
            Gloss

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Maio de 2011

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Destino: Penedo

A Semana Santa coincidiu com outros feriados do calendário nacional. Para quem gosta de viajar, é bom lembrar que, o próximo, é só em Junho. Portanto, vale aproveitar bem este e programar o de Corpus Christi com antecedência, sem sair do Rio de Janeiro. Então, que tal comer chocolate da Páscoa na casa do Papai Noel, em Penedo?

Com pouco mais de cinco mil habitantes, o distrito fluminense de Penedo fica situado na raiz da Serra da Mantiqueira, a meio caminho entre duas metrópoles: a 270 quilômetros de São Paulo e 170 quilômetros do Rio. É a única colônia finlandesa no Brasil. Daí a casa do Papai Noel, uma homenagem da cidade ao personagem mais ilustre da Finlândia.

O clima frio de montanha, as construções e a paisagem local ajudam o visitante a pensar que está mesmo em uma cidade da Europa. A casa do Papai Noel, por exemplo, segue a arquitetura original e fica em um pequeno condomínio de lojas. O Museu Dona Marta também guarda peças que contam a história do bom velhinho.


Artesanato é o que não falta na região. Ao todo, são 50 lojas que oferecem aos turistas variados souvenirs e utensílios da região e cultura européia. Uma fábrica de velas, existente há 30 anos, é muito procurada para quem gosta de decorar a casa com castiçais das mais variadas cores e modelos. Os tapetes também fazem sucesso pela beleza das peças.

Além de museus e artesanatos, em Penedo o ecoturismo está literalmente em alta. Uma trilha de cerca de 600 metros de extensão leva o praticante ao topo do Pico do Penedo, nome dado à fazenda que abrigou os primeiros imigrantes finlandeses. De lá se pode avistar toda a cidade, assim como o centro de Itatiaia e Resende.

Se altura estiver fora do programa, o turista poderá usufruir das pequenas cachoeiras acessadas por trilhas curtas, ou optar por três horas de cavalgadas. A cachoeira mais visitada está no Camping Club do Brasil, na localidade de Serrinha. A vegetação em torno é bem variada, predominando os pinheiros e as quaresmeiras.

Penedo é um lugar calmo, mas há programas destinados a todas as idades. Entre eles, casas noturnas para aqueles que queiram curtir um agito. Aos sábados, o Clube Finlândia oferece bailes e apresentações de grupos de jovens, como o "Penedon Parhaat", que ensina à platéia os passos das danças típicas.

Depois de passear muito, é aconselhável repor as energias conhecendo a gastronomia típica. Na comida, vai bem um peixe, carnes ou assados regados ao Chutney, um molho agridoce, de origem indonésia, que leva manga, passas, gengibre, mostarda, pimentão, ketchup, cebola, tomate, açúcar mascavo, sal, vinagre e pimenta no o seu preparo.


Na sobremesa, um chocolate de origem suíça, com produção caseira, é tudo de bom. Possui uma variedade de formatos, recheios e sabores. Outra dica é provar a geléia feita com frutas cozidas, de fabricação caseira. Para fechar o cardápio, um licor produzido com a mesma técnica européia de maceração: frutos em aguardente.

Depois de tanta agitação, o visitante pode escolher onde descansar. Há pousadas e hotéis para todos os gostos e condições financeiras. No site da pousada Bela Vista, por exemplo, diz o seguinte: “em qualquer época do ano, exceto feriados, oferecemos pacotes de lua-de-mel que incluem diárias de hospedagem com refeições, passeios por Penedo, Itatiaia, além de alguns itens com boas-vindas para o casal”.


Já o Hotel Cachoeira oferece um Festival de Trutas e recreação infantil temática, com caça aos ovos para quem passar os dois feriados juntos - Semana Santa e Tiradentes.

Como se vê, um pedacinho da Finlândia está aqui pertinho da gente, a poucas horas do Rio. Então, se não for possível agendar para conhecê-la neste feriado, ainda há tempo para Corpus Chistis. Penedo é uma cidade que vale a pena visitar o ano inteiro.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em abril de 2011

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A escola pede socorro

A tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde um ex-aluno executou a tiros 12 crianças e deixou pelo menos umas 12 feridas, trouxe o terror às famílias brasileiras. E a minha pergunta é a mesma feita em outro artigo publicado aqui neste blog: Lugar de criança é na escola?

Se ainda lecionasse diria que sim, pois precisaria acreditar nisso para continuar a trabalhar como educadora. Mesmo assim, longe das salas de aula, sofro com o que aconteceu e me transporto para Realengo.

Eu não lecionei na Tasso da Silveira, mas em uma escola próxima ao local do massacre. Na praça da Piraquara, hoje transformada em um campinho de futebol, fica a Escola Ramiz Galvão. Funcionando há mais de 50 anos, essa foi a primeira instituição de ensino público em que trabalhei, na década de 1970, depois de formada pela Escola Normal Carmela Dutra.

Naquela época o Brasil vivia sob o regime da Ditadura e Realengo, cercado de quartéis. Por conta disso, as escolas do entorno eram quase sempre visitadas pelos militares. Os soldados participavam de eventos cívicos, ajudavam na logística da festa ou tocavam na banda, para acompanhar os alunos nos hinos e canções.

Embora o Governo Militar não tenha investido na construção de mais escolas, e tampouco abastecera os alunos com material didático suficiente, a presença de uma autoridade no estabelecimento nos dava a sensação de que estávamos protegidos.

Por outro lado, apesar de gostar muito de Dona Cidéia, eu repudiava o modo pelo qual a diretora seguia o regime autoritário, impondo aos professores vários encargos escolares não comissionados, além de dobrar a jornada de trabalho na falta de docentes. Do mesmo modo, os alunos aceitavam os exercícios de aula, e de casa, como um dever a ser cumprido, não questionado.

Assim a rotina escolar transcorria mais ou menos em ordem, até que surgisse uma indisciplina dentro ou fora da sala de aula. Logo resolvida com uma suspensão, por três dias, dos alunos envolvidos. A atitude era apoiada por todos os segmentos (escola e família), uma vez que, a punição, fazia parte das normas estabelecidas pelo Regimento Escolar.

Apesar de a disciplina escolar ter sido rígido nesse período, as sanções não davam conta dos problemas sociais que começavam a afetar o comportamento dos estudantes. A história pessoal de vida dos alunos, assim como seus problemas psicológicos e afetivos, ficavam em segundo plano quando avaliados em habilidades e competências.

Nesse contexto, tive um aluno que trabalhava como catador de garrafas e, para isso, usava uma carroça puxada a cavalo. O adolescente logo se tornou vítima de bullyng e ganhou dos colegas vários apelidos pejorativos. O caso chegou à sala de aula e, na minha ausência, o aluno discriminado sacou uma lâmina de barbear da mochila e rasgou o braço de um dos provocadores.

O resultado dessa agressão foi suspensão de três dias para cada um. A conseqüência da punição foi de o provocador voltar para a escola, e seguir a sua rotina normal de estudante, enquanto o menino que sofreu bullying abandonaria a vida de estudante para continuar a trabalhar como carroceiro.

Á pedido meu, a escola procurou a família e solicitou a volta do aluno ao estabelecimento. A tentativa foi inútil, e tenho no meu currículo esta frustração: não consegui apoio necessário para devolver a dignidade de um jovem que foi vítima de intolerância e preconceito social. Os educadores não cumpriram adequadamente o seu papel.

Em momento algum estou aqui a justificar o ato de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador frio que deixou o povo brasileiro chorando pela morte de suas crianças. O motivo que o levou a praticar tal massacre não poderia ser justificado apenas por traumas que ele teria sofrido durante o período escolar, e ao longo de seus 23 anos de vida.

O que se deseja entender é por que o ex-aluno da Escola Tasso da Silveira iria matar principalmente meninas, como se quisesse “limpar” algo sujo de sua vida. As pistas estão na carta que ele deixou, no computador e nos sites de relacionamento. Cabe aos investigadores descobrirem se tem mais gente por trás dessa paranóia, a fim de que outros massacres não aconteçam.



À Secretaria de Educação vai o meu recado: Venho há décadas reivindicando a presença de profissionais da área de saúde nas escolas públicas, além de agentes disciplinadores (volta dos inspetores), que possam dar suporte ao trabalho dos professores nessa difícil tarefa de educar. Além disso, exigir mais o comprometimento das famílias com o desempenho de seus filhos na escola.

Portanto, fechar o portão da escola, para evitar a entrada de estranhos, pode ser paliativo, mas não resolve. Wellington era bem-vindo, afinal era um ex-aluno. Colocar guardas municipais na entrada dos turnos, também ajudaria, porque seria mais um obstáculo a transpor.

Entretanto, se os valores absorvidos pelos jovens através da Internet, e pelos meios de comunicação, não forem discutidos e filtrados pelas famílias escola, toda a rede de segurança pública vai se estilhaçar frente à fúria de um psicopata.


Por Maria Oliveira

Publicado em Abril de 2011

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Como passar por uma desilusão

Querido leitor, não adianta! A partir do momento que nascemos, estamos propensos à desilusões. Seja ela com a relação familiar, de amizade, amorosa e até profissional.

Quando isso acontece, o melhor jeito de superá-la é se deixar viver o luto. Não a vida toda, mas o tempo suficiente que lhe fortaleça para mais uma desilusão. É triste dizer mas, assim caminha a humanidade.

E foi pensando em lhe ajudar, que resolvi listar algumas dicas a serem seguidas na hora de superar a fase negra. Todas elas baseadas em fatos reais. Vamos lá?

- Quando seu problema se resume a alguém “urubusando” sua paquera, a melhor saída ainda é soltar uma praga:

“No segundo grau, eu era completamente apaixonada pelo garoto mais popular do colégio. Um dia, uma amiga minha o chamou do nada. Assim que ele olhou, click, bateu uma foto. Na hora de revelar, várias meninas começaram a dizer que queriam uma cópia também. Inclusive, quem tirou a foto. Como assim? Se não for minha, não será de mais ninguém. Nem preciso dizer que a foto não saiu. Assim como o resto do filme”. M.C

- Quando seu problema é a resposta para a entrevista do tão sonhado emprego, arrume uma atividade física para passar o tempo:

“Sonho em trabalhar numa determinada empresa. E embora já tenha feito várias entrevistas, ainda dá um frio na barriga na hora de aguardar por uma resposta. Telefone, quando positiva. E-mail, negativa. Na penúltima vez que fui até lá, pirei completamente na batatinha. O telefone não tocava, em compensação tinha medo de acessar o e-mail e dar de cara com um NÃO. Para passar a ansiedade, comecei a raspar o chão (que é de madeira). Não consegui o emprego, em compensação adquiri calma, um piso novo e uma mão cheia de bolhas”. A.L.

- Quando seu problema é uma companheira de trabalho que está dando em cima do seu gato, tenha uma atitude adulta mostrando quem é que manda no pedaço:

“Quando percebi que uma “amiga ursa” estava de olho no carinha que eu gostava, fiz questão de marcar meu território. Peguei um objeto dela e joguei fora. Tá certo que não a impediu de continuar investindo em quem não devia mas, gostei de vê-la procurando feito louca o que havia perdido”. J.

Por mais loucas que possam parecer, histórias como essas mostram que nem todos estão livres de sofrer desilusões. E se medidas insanas o faz sentir-se melhor, a hora é essa.

Eu mesma já cometi um ou outro desatino. E tirando um espelho quebrado, que provavelmente me garantiu mais sete anos de uruca, consegui sair dessa, e tantas outras, com poucos arranhões.

Por isso chore, grite, esmurre uma porta, se feche num quarto escuro e tenha pensamentos homicidas...

Passe horas olhando na janela, vendo os carros na estrada, imaginado que está pulando dela ou simplesmente voando...

Corra para bem longe, como o Forrest. Ou caminhe sem destino...

Assista filmes melosos, de ação, terror - essa é sempre minha melhor alternativa -. E se seu mal for no coração, crie uma relação romântica por um ator (atriz) de cinema. Eles nunca lhe farão sofrer.

Viva o luto! Pelo menos, até a próxima crise. Mas sem nunca se esquecer de que é uma fase, e por isso vai passar.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Março de 2011 
Na proxima coluna:

Como se comportar em uma festa onde não conhece quase ninguém, inclusive o anfitrião.

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Mafalda

49 anos de muita filosofia e inconformidade

No último dia 15 de março Mafalda completou 49 anos. Conhecida por sua veia filosófica e humor ardido, a personagem mais famosa dos quadrinhos argentinos nasceu das mãos de Joaquín Lavado – vulgo Quino – em 1962.

Mafalda, cujo nome teve inspiração na novela Dar la cara, de Dvid Viñas, foi inicialmente criada para um cartoon de propaganda dos Eletrodomésticos Mansfield, que seria publicado no diário Clarín. Mas a campanha foi cancelada, após quebra de contrato.

Somente em setembro de 1964 é que a menina de seis anos, que ama os Beatles e o pica-pau, mas odeia a sopa da mãe, surgiu no mundo dos quadrinhos, junto com seus pais, na publicação Primeira Plana.


Em março de 1965 a tirinha se tranfere para o extinto El Mundo, Buenos Aires. Onde permanece até dezembro de 1967, época em que o jornal faliu, destacando sua visão aguda da vida e questionando o mundo à sua volta. Principalmente o contexto dos anos 60, em que vive.



Lá os quadrinhos passam a ser diários, permitindo que o autor trate de assuntos corriqueiros mais detalhadamente. Mafalda ganha a companhia de Manolito e Susanita, enquanto que sua mãe aparece grávida. E sua preocupação com a humanidade e a paz mundial, faze surgir adeptos de sua filosofia por toda a América Latina e Europa.



Em Junho de 68, Mafalda se muda para o Siete Dias Illustrados. Já que os quadrinhos deveriam ser entregues com duas semanas de antecedência, infelizmente não havia mais como Quino comentar as notícias diárias.


Mesmo assim as tirinhas de Mafalda permanceream sendo publicadas até junho de 1973, quando se despediram dos leitores. Depois disso, Quino chegou a desenhá-la algumas vezes somente para promover campanhas direcionadas aos Direitos Humanos.


Uma delas foi em 1976, quando Mafalda ilustrou um pôster da UNICEF destacando a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Até hoje a menina representam um boom nas vendas pela Argentina e o resto do mundo, em reedições de histórias não relacionadas com a época.


Além disso, é lembrada pelos moradores e visitantes da cidade de Buenos Aires, onde existe uma praça com o seu nome. 



A filsofia de mafalda


“Mais do que um planeta, este aqui é uma grande casa da mãe Joana espacial!”

“Não há nada! Em todos os canais só há televisão! (Mafalda, procurando algum programa bom na TV)

“E por favor, senhor, que nunca sejamos o presunto do sanduíche internacional” (Mafalda, à noite, rezando)

“O negocio é encarar a artificialidade com naturalidade”

“O pior é que a piora começa a piorar”

“Todos acreditamos no país! O que já não sei a esta altura é se o país acredita na gente…”

“Estamos fritos rapazes! Acontece que, se a gente não se apressa em mudar o mundo, depois é o mundo que muda a gente…”


“Parem o mundo, que eu quero descer!”

“E Deus terá patenteado a ideia deste manicômio redondo?” (pensa, depois de olhar para o globo terrestre na sala de sua casa)

“Se viver é durar, prefiro uma canção dos Beatles em vez de um long play dos Boston Pops”

“Não é que não haja bondade... o que acontece é que ela está incógnita”

“Errare politicum est”




















Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Março de 2011

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Deficiência nos vasos capilares

Você sabia que o sangramento fácil pode estar relacionado a distúrbios nos vasos sanguíneos ou até mesmo, anormalidades no sangue? O sangue encontra-se no interior dos vasos sanguíneos, artérias, capilares e veias, e em casos de pequenos sangramentos ou hemorragias, ele extravasa dentro ou fora do corpo.

Geralmente nosso corpo consegue impedir ou controlar o sangramento ocasionado por vasos lesados, através de um processo natural chamado homeostasia. Esse processo se dá em três etapas: constrição dos vasos sanguíneos, atividade plaquetária e atividade dos fatores de coagulação. O surgimento de anormalidades em algumas dessas etapas pode provocar sangramento ou coagulação excessiva, o que se torna perigoso ao indivíduo.

As paredes vasculares são a primeira barreira contra a perda sanguínea. Quando um vaso é lesado, ele contrai de modo que o sangue flui mais lentamente para fora e a coagulação se inicia. Ao mesmo tempo o acúmulo de sangue fora do vaso sanguíneo (hematoma) comprime-o, auxiliando na prevenção de um sangramento.



 
Assim que a parede vascular se rompe, as plaquetas são ativadas e se colam a área lesada. Tudo graças a um fator denominado Von Willebrand, proteína plasmática produzida pelas células.

O colágeno e outras proteínas, como por exemplo a trombina, aparecem no local da lesão levando as plaquetas a colarem entre si. À medida em que essas plaquetas se acumulam, formam um emaranhado que cobrem a lesão.

Equimose Fácil

Homens e mulheres podem apresentar equimose decorrentes da fragilidade nos vasos capilares. Nesses casos, sempre que pequenos vasos se rompem um pouco de sangue extravasa. Quando isso acontece, surgem pontos avermelhados na pele (petéquias) e/ou manchas azul violáceo (púrpura).

Em mulheres a equimose fácil costuma ter fator familiar. Surge em maior proporção devido a atritos nas coxas, nádegas e braços. Já os idosos se tornam susceptíveis por conta da exposição ao sol intenso.


E ainda, porque possuem uma fina camada de gordura sob a pele que serve de amortecedor na hora de proteger contra traumatismos. Os lugares mais atingidos são o dorso das mãos e antebraços (púrpura senil), onde o sangue extravasa dos vasos lesados e formam áreas violáceas (hematomas).


Essas equimoses podem persistir por um longo período, tornando-se esverdeadas, amareladas ou acastanhadas. Não chega a ser uma doença, por isso não necessita de tratamento específico. Bastando apenas evitar o traumatismo, em busca de redução de sua incidência.

Ou ainda, a redução no consumo de alcool e uma dieta rica em verduras, legumes e frutas. Mas em caso de dúvidas, exames de sangue podem determinar a existência ou não de um problema na coagulação.

O que consumir


Todo mundo sabe que vitaminas são responsáveis por desempenhar um importante papel na saúde e bem estar do corpo humano. Por isso, a boa nutrição beneficia diretamente não apenas o organismo, como também pele e cabelo. Elas podem ser consumidas internamente ou aplicadas diretamente na pele, em formas de cremes e loções.

O que nem todos sabem é que, algumas pessoas são deficientes de vitaminas e seus efeitos muitas vezes não são perceptíveis. Sem uma quantidade adequada de vitaminas, nosso sistema se torna incapaz de produzir componentes essenciais da derme, como o colágeno e a elastina.

Sendo assim, confira abaixo o que compõem determinados grupos de vitaminas e onde encontrá-las.


Complexo B: ajuda a normalizar as funções da pele, controlando a produção de óleo pelas glândulas sebáceas e proporcionando suavidade e refrescância. A niacina e a biotina são as duas principais vitaminas do complexo B, que trazem inúmeros benefícios. A falta de biotina ocasiona queda de cabelo e coceiras na pele. Essa substância pode ser encontrada na banana, ovos e arroz. Já a niacina, ajuda a pele a reter umidade e melhorar sua tonalidade. Loções com base nestas vitaminas proporcionam brilho e saúde à pele. Já sua deficiencia pode causar ressecamento e descamação, especialmente nas camadas mais profundas. O complexo B também melhora a circulação e o metabolismo. É encontrado ainda na carne vermelha.

Vitamina C: não só ajuda a prevenir doenças como a gripe, mas também é importante na proteção da pele contra os efeitos da idade. Tem sido estudada por proteger quanto a exposição ao sol, o que pode reduzir efeitos e chances de contrair câncer de pele. Possui ainda propriedades antioxidantes, promovendo a produção de colágeno e a aceleração da cicatrização em peles danificadas, fortalecendo ainda os vasos capilares. Reduz e previne o aparecimento de varizes.


Vitamina E: sempre foi considerada uma vitamina anti-envelhecimento. Atualmente é valorizada por suas propriedades antioxidantes, que combatem diretamente os radicais livres. Reduz a produção indesejada de colagenase, enzima que destrói o colágeno e deteriora a estrutura da pele. Também protege o corpo dos raios ultravioleta, que podem danificar as células da pele. Deixa a pele mais suave e sedosa, além de hidratá-la. A vitamina E pode ser obtida através da aplicação de cremes e loções, além da ingestão de alimentos e suplementos como frutas cítricas, verduras, leguminosas, nozes e sementes.

Vitamina A: reduz as rugas e previne a desidratação da pele (ressecamento). Esta vitamina é importante na produção e manutenção das células da pele. A maioria das frutas contém vitamina A e podem ser consumidas diariamente. Mas cuidado com excesso, que pode reduzir os efeitos da psoríase.

Vitamina K: quando aplicada em forma de creme ou loção, reduz a aparência de inchaço e vermelhidão sob os olhos e olheiras. Atua diretamente em hematomas. Funciona bem quando combinada com a vitamina A. Um composto de vitamina C, E, A, B e K pode trazer excelentes resultados para a pele.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Março de 2011

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