Estudar sem preconceito

O Brasil é um país de muitas falas, mas de uma só Língua - a Portuguesa. Mais do que a aparência, a fala denuncia o registro de naturalidade da pessoa. A Língua escrita, porém, não tem este privilégio, senão quando usada coloquialmente na frase.

Quando um texto é bem escrito, sem erro ortográfico ou de concordância, dizemos que a pessoa é letrada. Nesse caso, não interessa se o autor é nordestino, nortista ou sulista. Pois, a norma culta unifica a linguagem e lhe confere identidade nacional.

Entretanto, se fatores emocionais afetarem um discurso, o mesmo autor de um bom texto pode tropeçar na fala. Do mesmo modo, quem não escreve bem, mas tem o dom da palavra, consegue dominar com facilidade uma plateia. São habilidades e competências natas ou adquiridas, que se potencializam quando há um ambiente facilitador. A família, a escola e o trabalho podem ajudar nesse processo.

À família cabe encaminhar o indivíduo à escola, onde receberá o saber constituído que ele aplicará no seu trabalho. Com essa base, acredita-se que o sujeito possa ser respeitado em uma sociedade que prega o conhecimento como fórmula do sucesso.

Se, teoricamente, o conhecimento é um direito de todos, então os livros didáticos deveriam abranger conteúdos que pudessem multiplicar saberes. Ao contrário, se o autor nivelar por baixo o leitor, valorizando as variedades linguísticas e registro oral, em detrimento ao uso das normas da língua culta, estará excluindo os menos letrados do mundo competitivo e profissional.

Foi o que fez a autora do livro “Por uma vida melhor”, aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído a 4.236 escolas brasileiras. Elaborado pela organização não governamental Ação Educativa, o livro defende a escrita sem concordância de expressões orais populares, como por exemplo "os peixe", apoiados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Ao aceitarem frases sem concordância nominal e verbal, os educadores estarão reforçando a segregação social. É preciso, pois, ensinar o certo, respeitando as falas regionais de cada um, sem preconceito linguístico. Ao invés de ensinar “os peixe” ao aluno, por que não fazê-lo aprender como “pescar” a concordância?


Por Maria Oliveira

Publicado em Junho de 2011

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Rock in Rio

Embarque nessa 


O Rock in Rio é para a música assim como a Copa do Mundo é para o futebol, sentencia o empresário Roberto Medina, idealizador do festival. De volta, depois de dez anos longe do lugar de origem, o evento promete balançar o Rio de Janeiro durante seis dias. A garantia antecipada do sucesso, pelo menos de público, se refletiu na venda relâmpago dos 600 mil ingressos disponíveis na internet e em pontos físicos.

O megaevento coleciona recordes em suas nove edições: três no Brasil (1985, 1991 e 2001), quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010). Ao todo reuniu mais de 5 milhões de pessoas, que aplaudiram ao vivo 656 bandas. Foram mais de 780 horas de música com transmissão para aproximadamente 1 bilhão de telespectadores em 80 países.


Cidade do Rock - 1985

Visando abrigar um público desse porte, o festival do Rio ocupará uma área de 150 mil m2, na Barra da Tijuca, tendo no entorno uma lagoa natural. Quem deseja apreciar toda essa paisagem, vai contar com uma roda gigante de 28 metros de altura instalada no local. Segundo os organizadores, a atual Cidade do Rock terá infraestrutura completa e oferecerá conforto, segurança e muita diversão.

Além do Palco Mundo, onde haverá concertos com bandas mundialmente famosas, um palco alternativo será erguido para receber artistas brasileiros e estrangeiros que poderão juntos criar jam sessions, isto é, improvisos.

Por falar em jazz, uma rua cenográfica vai abrigar bares e restaurantes onde bandas do gênero se apresentarão. Mas para quem não curte muito o cenário típico de Nova Orleans (EUA), uma tenda eletrônica será montada e contará com a apresentção de DJ´s nacionais e internacionais.

Nota-se que há um esforço dos responsáveis pelo evento, em buscar e espalhar a união de todas as tribos através da música. O mote foi criado desde a sua primeira edição e a mensagem se repete nas demais.

Como tudo começou

O primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985. Em uma área pantanosa de 250mil metros quadrados, um palco em formato de um globo terrestre foi erguido para levar a mensagem “Por um Mundo melhor”.



A idéia era bem-vida, afinal o Brasil começava a se redemocratizar e a música celebrava a conquista dessa mudança política. Desse modo, as portas do país se abriram para grandes atrações internacionais. Entre as mais celebradas e inesquecíveis foi, sem dúvida, a apresentação do grupo Queen, que está comemorando seus 40 anos, com o relançamento de sua discografia.



Quem teve a oportunidade de ir à primeira edição deve lembrar-se da emocionante apresentação de Fredie Mercury. O artista, que morreu aos 45 anos de idade, vitima de AIDS, levou a multidão presente a cantar “Love of My Life”, música que acabou se transformando em hino do festival.

Para o público reviver esse momento, o Rock in Rio 2011 vai homenagear Mercury, que aparecerá no telão em um dueto com Milton Nascimento, durante o show do cantor brasileiro, em 23 de setembro.


Fredie Mercury - 1985

Se o respeito à qualidade de apresentações conta com artistas nacionais de peso para a abertura da festa, as atrações internacionais confirmadas garantem o interesse do público até o final do evento. Bandas e artistas como: Coldpay, Metallica, Kate Perry, Rihanna, Shakira, Red Hot Chili Peppers, Sepultura, Guns N’Roses, Elton John, entre outros, foram os que levaram inúmeros fãs a comprar os ingressos em tempo recorde e, assim, antecipar o sucesso do festival.

Por Maria Oliveira

Publicado em maio de 2011

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Mãe, quem é você?











Se estou feliz,

quantas vezes te esqueço;

se estou triste,

quantas vezes te procuro.

Mãe, quem é você,

que eu critico,

de quem eu exijo coisas tão pequenas

para satisfazer a minha comodidade,

mas a quem peço a maior ajuda

nos instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você,

para quem eu tantas vezes

esqueço o meu carinho,

e de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você, com que discuto

e para quem peço conselhos?

Mãe, quem é você,

para quem reclamo sempre,

e para quem guardo

o abraço maior e a maior ternura.

Mãe, eu sei,

Você só é... AMOR

(autor: Maria Helena Gouveia)
 
Nossa homenagem à todas as mães
 
Por Espetaculosas

Publicado em maio de 2011












































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Não é a mamãe!

20 anos de uma família da pedra lascada


Na última semana, mas precisamente no dia 26/04, a série Famíia Dinossauro completou duas décadas. Lançada pela Disney, em parceria com a Jim Henson Productions e a Michael Jacobs Productions, a produção mostrava o dia-a-dia de uma típica família classe média norte-americana, mas com um diferencial. Seus integrantes eram da pré-história.

Quem acompanhou provavelmente lembra dos Silva Sauro, onde o casal Dino e Fran comandavam a casa e seus filhos, Bobby, Charlene e Baby, todos de espécies diferentes.

À frente do bordão “Não é a mamãe!”, o caçula era a sensação do programa todas às vezes em que maltratava seu pobre pai, quando o mesmo mendigava-lhe um carinho.

Bobby, era o primogênito. Por isso, tinha uma relação de companheirismo com Dino. Já Charlene, a típica adolescente. Com dúvidas, anseios e vaidade, presentes em toda menina dessa idade.



Apesar da série ser uma produção voltada para o público infantil, se destacava pelo humor um tanto ácido, e críticas sociais. Afinal, mostrava os dinossauros como seres superiores e os humanos, como irracionais.

Além disso, discutia questões sérias como ascenção social, drogas, preconceito, submissão e desrespeito com os mais velhos. Esse último, representado pelo poço de piche. Lugar onde, os que completavam 60 anos, eram jogados.

Choramos quando a família acreditou que Baby teria sido trocado, e talvez tivesse que abandoná-lo, com a possibilidade de Zilda ser jogada no piche e alguns dramas de Charlene e Bobby.



Mas demos muitas gargalhadas quando os alimentos, que eram vivos, fugiram da geladeira e fizeram Baby e Charlene de reféns. Com as implicâncias de Dino, direcionadas a Mônica - a invertebrada, amiga de Fran. A dança do acasalamento, as tiradas do chefe de Dino, as brigas do Silva Sauro com a sogra Zilda e, claro, os foras de Baby no pai.

Aliás, o pequeno dinossauro era o mais engraçado da produção. Temperamental, irritante, sádico, birrento, intrometido e mimado, conquistou o público graças às travessuras que aprontava pela casa. Principalmente, porque elas acabavam colocando seu pai em furada.

Uma das cenas mais clássicas era o pequeno batendo, com um taco de beisebol, na cabeça do Dino. Ou ainda, quando aprontava e depois olhava, com um falso ar de arrependiento, e dizia: “você precisa me amar!”




Família Dinossauro chegou ao Brasil em 1992, um ano após seu lançamento. Foram 65 episódios, distribuídos em quatro temporadas, exibidos pela TV Globo, dentro do Xou da Xuxa.

A série virou febre mundial, chegando a licenciar produtos como a réplica do Baby. O boneco era importado e por isso, caríssimo. Soltava seus bordões em inglês. E também, álbum de figurinhas e material escolar, como cadernos, estojos, lancheiras e até papel de cartas.

Além da Globo, o programa fez parte da grade do SBT e hoje, é reprisado na Band.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Maio de 2011

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Camiseta ou T-shirt

Larga, apertadinha, estampada, manchada, com dizeres engraçados ou chamadas sérias, camiseta ou T-Shirt... Não importa qual seguimento tenha, a verdade é que essa peça, considerada mais do que básica, é uma paixão mundial. E por isso, item importantíssimo no guarda roupa de qualquer pessoa.

A camiseta, conhecida no mundo da moda como T-shirt – nome decorrente do seu formato em T –, é um elemento do vestuário contemporâneo, feita em malha de algodão ou poliéster.

Difundida por empresas de moda, pode trazer impressas imagens e frases que chamam a atenção. Já suas estampas, geralmente são temáticas: política, artística ou para identificar um grupo. Por exemplo, estudantes, militares, funcionários de empresas e torcida de times. Indispensável, a camiseta caiu no gosto de todos. Independente da idade e razão social.

Quando tudo começou

A camiseta começou a traçar sua história na época da revolução industrial, lá pelo século XVIII, quando novas máquinas, para a produção de malha, integravam as indústrias têxtil.

Evolução das roupas de baixo, essa peça teve sua forma no dia em que cortaram o macacão - union-suit - em dois pedaços. Por ser bem adaptada em ambientes quentes, e possuir baixo custo, foi adotada por mineiros e estivadores como parte dos seus vestuários.

O Brasil só aderiu a fabricação delas em meados do século XIX, quando indústrias, que já usavam o agodão como matéria prima, se instalaram nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.




Se tornou popular nos Estados Unidos como peça típica utilizada por soldados do exército e marinha. Mas bastou os adolescentes americanos adotarem, para se tornar febere mundial. Principalmente quando o galã Marlon Brando apreceu nos cinemas com sua branca básica, no longa A Street Named Desire.


Nos anos 50, muitas empresas passaram a decorar suas camisetas com nomes de resorts e personagens. Tropix Togs foi a primeira delas, com estampas licensiadas de Mickey Mouse, personagem mais famoso do Walt Disney. Não demorou muito para outras confecções entrarem na onda, gerando vários modelos diferentes

Na década de 60, era a vez dos surfistas aderirem às camisetas. O tie-dye e também os designs de expressão, criados por empresas da Califórnia, valorizavam bandas da época e ícones revolucionários, como Che Guevara.

Já nos anos 70 e 80, seus modelos eram focados em skatistas e roqueiros. Moda que permanece até hoje, frisando a ideia de que as camisetas são a melhor maneira de expressar uma opinião.


Música - No cenário pop da segunda metade do século a camiseta surge como uma peça considerada muito mais que uma simples vestimenta. E sim, uma verdadeira bandeira cultural. Na década de 80 a revista Rolling Stone registrou: “As camisetas são os trajes definitivos do rock. Tambores falantes dos anos 70 e 80, significadores de dez dólares, identificadores ideológicos.”

Moda - Na metade da década de 60, a parceria jeans e camiseta começa a se estabelecer graças as características de praticidade, mutação e conforto. Ela passa a desfilar nas passarelas da moda e consegue se tornar peça clássica na forma de se apresentar, além de ser criativa no modo de ser. Tudo pode ser impresso em uma camiseta. Das sopas Campbell’s, da pop art de Andy Warhol, a cantores de rock, ídolos e slogans.

Mercado - O mercado brasileiro apresenta volumes consideráveis. Entre grifes que cobram R$ 200 reais por uma peça e outras, que as vendem por preços populares, nosso país comporta a produção e venda de aproximadamente 800 milhões de peças por ano, gerando mais de 500 mil empregos. Segundo pesquisas, cada brasileiro teria uma média de oito novas camisetas anuais. Em uma época onde o poder econômico do consumidor está cada vez mais baixo, a camiseta é uma alternativa atraente de vestimenta. E por isso, continua conquistando cada vez mais espaço.




É por essas e outras que as T-shirts tem um grande futuro pela frente, já que vários designers de moda investem em novos formatos, tipos de golas e detalhes das mangas.

Conhecendo melhor a história


Antiguidade (A.C.): As "camisias", usadas pelos romanos, eram brancas. Fabricadas com tecidos de puro linho, eram colocadas debaixo das vestimentas dos soldados para evitar a transpiração.

Séc. XVI: Michelângelo inaugura a coleção de regatas, após terminar a estátua “O Escravo Moribundo”. Nessa obra, o artista retrata um homem vestido com uma única peça de roupa, bem diferentes das usadas na época. 

Séc. XIX: Surge um modelo para crianças, reprodução das peças de sultos. As camisetas infantis passam a ser usadas em cerimônias de batismo da igreja católica. Nessa mesma época, alguns trabalhadores braçais as adotam como roupas de labuta.

1ª Guerra Mundial: Soldados europeus usavam as peças, em algodão, por baixo dos uniformes. Já os norte-americanos, levam o modelito para os EUA e desenvolvem seu design, que ficaria conhecido como t-shirt devido ao formato da peça em T.

1948: A primeiras camiseta de campanha política foi fabricada por Thomas E. Dewey, para as eleições à presidência dos Estados Unidos. Em seus dizeres: "Dew it of Dewey".

1951: No filme Um bonde chamado desejo o que mais chamou a atenção foram os músculos à mostra do ator Marlon Brando, valorizados através de uma camiseta sexy.




Anos 60: Camisetas multicoloridas viram símbolo de mensagens pacifistas. Nessa mesma época, as peças se tornam unissex  apartir do momento em que as mulheres passam a usá-las também.



Anos 80: As T-shirts ganham às passarelas nas mãos de renomados estilistas, de grifes consagradas. E os jovens aderem à moda, como ostentação de luxo e poder.

Século XXI: As camisetas ganham um mercado expansivo, se alastrando por todos os lugares. Sua customização serve aos mais variados gostos e estilos, que vao desde a banda de rock mais famosa ao líder revolucionário, passando por campanhas políticas e atendendo ao modismos.


Fontes: Wikippedia
            Gloss

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Maio de 2011

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Destino: Penedo

A Semana Santa coincidiu com outros feriados do calendário nacional. Para quem gosta de viajar, é bom lembrar que, o próximo, é só em Junho. Portanto, vale aproveitar bem este e programar o de Corpus Christi com antecedência, sem sair do Rio de Janeiro. Então, que tal comer chocolate da Páscoa na casa do Papai Noel, em Penedo?

Com pouco mais de cinco mil habitantes, o distrito fluminense de Penedo fica situado na raiz da Serra da Mantiqueira, a meio caminho entre duas metrópoles: a 270 quilômetros de São Paulo e 170 quilômetros do Rio. É a única colônia finlandesa no Brasil. Daí a casa do Papai Noel, uma homenagem da cidade ao personagem mais ilustre da Finlândia.

O clima frio de montanha, as construções e a paisagem local ajudam o visitante a pensar que está mesmo em uma cidade da Europa. A casa do Papai Noel, por exemplo, segue a arquitetura original e fica em um pequeno condomínio de lojas. O Museu Dona Marta também guarda peças que contam a história do bom velhinho.


Artesanato é o que não falta na região. Ao todo, são 50 lojas que oferecem aos turistas variados souvenirs e utensílios da região e cultura européia. Uma fábrica de velas, existente há 30 anos, é muito procurada para quem gosta de decorar a casa com castiçais das mais variadas cores e modelos. Os tapetes também fazem sucesso pela beleza das peças.

Além de museus e artesanatos, em Penedo o ecoturismo está literalmente em alta. Uma trilha de cerca de 600 metros de extensão leva o praticante ao topo do Pico do Penedo, nome dado à fazenda que abrigou os primeiros imigrantes finlandeses. De lá se pode avistar toda a cidade, assim como o centro de Itatiaia e Resende.

Se altura estiver fora do programa, o turista poderá usufruir das pequenas cachoeiras acessadas por trilhas curtas, ou optar por três horas de cavalgadas. A cachoeira mais visitada está no Camping Club do Brasil, na localidade de Serrinha. A vegetação em torno é bem variada, predominando os pinheiros e as quaresmeiras.

Penedo é um lugar calmo, mas há programas destinados a todas as idades. Entre eles, casas noturnas para aqueles que queiram curtir um agito. Aos sábados, o Clube Finlândia oferece bailes e apresentações de grupos de jovens, como o "Penedon Parhaat", que ensina à platéia os passos das danças típicas.

Depois de passear muito, é aconselhável repor as energias conhecendo a gastronomia típica. Na comida, vai bem um peixe, carnes ou assados regados ao Chutney, um molho agridoce, de origem indonésia, que leva manga, passas, gengibre, mostarda, pimentão, ketchup, cebola, tomate, açúcar mascavo, sal, vinagre e pimenta no o seu preparo.


Na sobremesa, um chocolate de origem suíça, com produção caseira, é tudo de bom. Possui uma variedade de formatos, recheios e sabores. Outra dica é provar a geléia feita com frutas cozidas, de fabricação caseira. Para fechar o cardápio, um licor produzido com a mesma técnica européia de maceração: frutos em aguardente.

Depois de tanta agitação, o visitante pode escolher onde descansar. Há pousadas e hotéis para todos os gostos e condições financeiras. No site da pousada Bela Vista, por exemplo, diz o seguinte: “em qualquer época do ano, exceto feriados, oferecemos pacotes de lua-de-mel que incluem diárias de hospedagem com refeições, passeios por Penedo, Itatiaia, além de alguns itens com boas-vindas para o casal”.


Já o Hotel Cachoeira oferece um Festival de Trutas e recreação infantil temática, com caça aos ovos para quem passar os dois feriados juntos - Semana Santa e Tiradentes.

Como se vê, um pedacinho da Finlândia está aqui pertinho da gente, a poucas horas do Rio. Então, se não for possível agendar para conhecê-la neste feriado, ainda há tempo para Corpus Chistis. Penedo é uma cidade que vale a pena visitar o ano inteiro.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em abril de 2011

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A escola pede socorro

A tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde um ex-aluno executou a tiros 12 crianças e deixou pelo menos umas 12 feridas, trouxe o terror às famílias brasileiras. E a minha pergunta é a mesma feita em outro artigo publicado aqui neste blog: Lugar de criança é na escola?

Se ainda lecionasse diria que sim, pois precisaria acreditar nisso para continuar a trabalhar como educadora. Mesmo assim, longe das salas de aula, sofro com o que aconteceu e me transporto para Realengo.

Eu não lecionei na Tasso da Silveira, mas em uma escola próxima ao local do massacre. Na praça da Piraquara, hoje transformada em um campinho de futebol, fica a Escola Ramiz Galvão. Funcionando há mais de 50 anos, essa foi a primeira instituição de ensino público em que trabalhei, na década de 1970, depois de formada pela Escola Normal Carmela Dutra.

Naquela época o Brasil vivia sob o regime da Ditadura e Realengo, cercado de quartéis. Por conta disso, as escolas do entorno eram quase sempre visitadas pelos militares. Os soldados participavam de eventos cívicos, ajudavam na logística da festa ou tocavam na banda, para acompanhar os alunos nos hinos e canções.

Embora o Governo Militar não tenha investido na construção de mais escolas, e tampouco abastecera os alunos com material didático suficiente, a presença de uma autoridade no estabelecimento nos dava a sensação de que estávamos protegidos.

Por outro lado, apesar de gostar muito de Dona Cidéia, eu repudiava o modo pelo qual a diretora seguia o regime autoritário, impondo aos professores vários encargos escolares não comissionados, além de dobrar a jornada de trabalho na falta de docentes. Do mesmo modo, os alunos aceitavam os exercícios de aula, e de casa, como um dever a ser cumprido, não questionado.

Assim a rotina escolar transcorria mais ou menos em ordem, até que surgisse uma indisciplina dentro ou fora da sala de aula. Logo resolvida com uma suspensão, por três dias, dos alunos envolvidos. A atitude era apoiada por todos os segmentos (escola e família), uma vez que, a punição, fazia parte das normas estabelecidas pelo Regimento Escolar.

Apesar de a disciplina escolar ter sido rígido nesse período, as sanções não davam conta dos problemas sociais que começavam a afetar o comportamento dos estudantes. A história pessoal de vida dos alunos, assim como seus problemas psicológicos e afetivos, ficavam em segundo plano quando avaliados em habilidades e competências.

Nesse contexto, tive um aluno que trabalhava como catador de garrafas e, para isso, usava uma carroça puxada a cavalo. O adolescente logo se tornou vítima de bullyng e ganhou dos colegas vários apelidos pejorativos. O caso chegou à sala de aula e, na minha ausência, o aluno discriminado sacou uma lâmina de barbear da mochila e rasgou o braço de um dos provocadores.

O resultado dessa agressão foi suspensão de três dias para cada um. A conseqüência da punição foi de o provocador voltar para a escola, e seguir a sua rotina normal de estudante, enquanto o menino que sofreu bullying abandonaria a vida de estudante para continuar a trabalhar como carroceiro.

Á pedido meu, a escola procurou a família e solicitou a volta do aluno ao estabelecimento. A tentativa foi inútil, e tenho no meu currículo esta frustração: não consegui apoio necessário para devolver a dignidade de um jovem que foi vítima de intolerância e preconceito social. Os educadores não cumpriram adequadamente o seu papel.

Em momento algum estou aqui a justificar o ato de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador frio que deixou o povo brasileiro chorando pela morte de suas crianças. O motivo que o levou a praticar tal massacre não poderia ser justificado apenas por traumas que ele teria sofrido durante o período escolar, e ao longo de seus 23 anos de vida.

O que se deseja entender é por que o ex-aluno da Escola Tasso da Silveira iria matar principalmente meninas, como se quisesse “limpar” algo sujo de sua vida. As pistas estão na carta que ele deixou, no computador e nos sites de relacionamento. Cabe aos investigadores descobrirem se tem mais gente por trás dessa paranóia, a fim de que outros massacres não aconteçam.



À Secretaria de Educação vai o meu recado: Venho há décadas reivindicando a presença de profissionais da área de saúde nas escolas públicas, além de agentes disciplinadores (volta dos inspetores), que possam dar suporte ao trabalho dos professores nessa difícil tarefa de educar. Além disso, exigir mais o comprometimento das famílias com o desempenho de seus filhos na escola.

Portanto, fechar o portão da escola, para evitar a entrada de estranhos, pode ser paliativo, mas não resolve. Wellington era bem-vindo, afinal era um ex-aluno. Colocar guardas municipais na entrada dos turnos, também ajudaria, porque seria mais um obstáculo a transpor.

Entretanto, se os valores absorvidos pelos jovens através da Internet, e pelos meios de comunicação, não forem discutidos e filtrados pelas famílias escola, toda a rede de segurança pública vai se estilhaçar frente à fúria de um psicopata.


Por Maria Oliveira

Publicado em Abril de 2011

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