It Girl

Essas garotas são antenadas, descoladas, estão sempre na moda e, na maioria das vezes, ditam a moda. Por isso, diferentemente do que a maioria das pessoas imagina, o termo “It Girl” não deve ser usado para apontar uma garota fútil.

Inteligentes, a ponto de influenciarem seu grupo, as It Girls optam sempre pela qualidade. Elas adoram roupas de grife, mas nada as impedem de montar um visual fashion com o que tiver disponível em seu guarda-roupa. Afinal, bom gosto é o que sempre prevalece.

Em termos de comportamento, são super irreverentes. E por conta desta característica, despertam a curiosidade sobre seu modo de vida. Grande parte delas tem alguma ligação com a arte, seja no mundo da música, artes plásticas ou cênicas, e normalmente flexionam as tendências das passarelas para o dia-a-dia. Despertando o interesse das mulheres comuns, que acabam por seguir seu estilo.

A primeira It Girl da história foi Audrey Hepburn, atriz que ficou eternizada como a “bonequinha de luxo” no filme de mesmo nome. Já a cidade de Nova York sempre foi a terra dessas garotas, uma vez que serve de cenário para as “voguettes” - meninas que trabalham na revista Vogue americana -. Atualmente esse time é formado por Sylvana Soto-Ward, Lauren Santo Domingo, Meredith Melling Burke e Olivia Palermo.


Aqui no Brasil temos nomes como Heleninha Bordon, Lalá Rudge e Tamara Gontijo encabeçando a lista das it girls. Mas ninguém duvida que as verdadeiras merecedoras desse título são mulheres anônimas. Afinal, moda se faz na rua.

Estilo e Carisma

Quem não tem carisma não pode ser uma it girl, independente de vestir Chanel. Por isso o universo “it” tem representantes de todas as classes. Bilionárias e normais, feias e bonitas, workaholics e até estudantes.


Entre as marcas mais consumidas pelas It girls brasileiras estão Daslu, NK e Mixed. Já acessórios, Chanel, MiuMiu, Prada e Marc Jacobs. Mas não é preciso ter muito dinheiro para fazer parte desta categoria. It girl não é quem veste grife da cabeça aos pés e sim, às que inspiram outras mulheres. Ou seja, você pode montar um look bem legal com peças que custem a partir de R$10,00.

Falar de bolsas e maquiagens caras pode até ser apontado como futilidade, mas ninguém precisa levar isso tão a ferro e fogo. Desejar produtos de grifes famosas não é vergonhoso.


E se você não tem grana para adquirir essas peças, procure ver as coisas com outros olhos. Ou seja, sempre é válido saber mais sobre a história de determinada marca.


É bacana desejar uma bolsa Chanel, Prada ou Louis Vuitton. Mais legal ainda é entender o porquê de sua criação. “Ver a moda como futilidade consumista depende dos olhos de cada um!”, Ale Garattoni.

Algumas It Girls Famosas, Segundo a Vogue Americana

- Blake Lively: Atua na linha tênue. Looks com pouco pano e muita sensualidade. A atriz é queridinha de Anna Wintour, diretora da revista Vogue.

- Marion Cotillard: A atriz francesa, vencedora do Oscar, sabe o significado da palavra diva. Sempre arrasa nos red carpets.

- Michelle Obama: A primeira-dama dos EUA se destaca pelo senso fashion.

- Jessica Biel: Segundo a Vogue, Jessica simboliza a beleza americana.

- Alexa Chung: A VJ da MTV tem estilo despojado e moderninho, fazendo sucesso entre as fashionistas.

- Sarah Jessica Parker: A “Carrie” de Sex and the City é nossa eterna It Girl

- Liya Kebede: Modelo e atriz africana é muito chique, apesar de pouco conhecida.

- Carey Mulligan: A atriz segue a linha romântica, que nunca sai de moda.

- Shala Monroque: A Editora-chefe da Pop Magazine é a It Girl mais conhecida do meio. Sempre marca presença em blogs de street styles famosos.

- Lady Gaga: Sei que nem eu, muito menos você, concorda com sua presença. Mas tudo tem uma explicação. A Vogue a nomeou por ser visionária.

- Kate Moss: A modelo foi eleita a mais bem vestida da década.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Junho de 2011

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Agora é a vez da moda Grunge

Depois dos exagerados anos 80, com direito a polainas, bodys e relogios que trocam de pulseira, e todo o brilho dos anos 70, vindos de lurex e paetês, enfim chegamos aos anos 90.

Calma! Eu não estou tendo colápsos de memória e muito menos, surtos de nostalgia. Apenas acompanhando a moda que hoje surge com uma nova releitura do grunge.

Geralmente quando estilos nascem em forma de manifestações contra alguns princípios, vira moda referente aquele momento. Foi assim com o punk, ao surgir na Inglaterra da década de 70 em protesto aos padrões da sociedade da época. Não demorou muito para que tachas e jaquetas de couro preto virassem objetos de desejo.

Por esse mesmo motivo a moda grunge, nascida na passagem dos anos 80 para os 90, marca registrada das bandas de rock underground de Seattle, virou febre internacional durante essa década.

Mas ao contrário do punk, curiosamente o grunge não teve estética pensada e, muito menos, elaborada. Os músicos usavam camisas de flanela e jaquetas folgadas com o único intuito de se protegerem do frio da região.

Seu look era completo com peças em jeans, usados até se desintegrarem. Foi daí que surgiu o aspecto surrado do grunge, além das roupas adquiridas em brechós e feiras de caridade.

A moda grunge teve seu apice em 1991 graças ao estouro da banda Nirvana, liderada pelo saudoso Kurt Cobain. Com seu hino 'Smells Like Teen Spirit', esse estilo se espalhou assustadoramente ao redor do mundo.


Tendo sua imagem veiculada diretamente na MTV, Kurt virou o maior ícone adolescente e fez com que a maioria dos jovens aderisse à combinação camisa de flanela + calça jeans rasgada.

Já sua mulher, Courtney Love, se transformou em modelo para as meninas da época, ao ressaltar a moda do cabelo descolorido, maquiagem carregada e românticos vestidos da mamãe, saídos de brechós.

O Grunge e o Neo-Grunge

Somente em 1993 é que o grunge chegou às passarelas. Com uma coleção criada por Marc Jacobs, para a marca Perry Ellis, o estilista passou a ser denominado "guru do grunge". Seu desfile apresentou modelos, com cabelos aparentemente sujos, vestindo camisas de flanela, botas de trabalhadores e gorros de lã.

Além do estilista, no decorrer dos tempos, outros especialistas apresentaram uma moda denominada pelas revistas de Neo-Grunge. Nomes como Chloé, John Galliano, Stella McCartney e muitos outros, trouxeram para o inverno de 2008 o estilo “moda-mendigo”, look desalinhado e estudado, onde formas amplas, desestruturadas e desconstruídas se sucedem, trazendo o regresso ultra-chic do grunge.

Peças como casacos oversize, bolsas enormes, plataformas exageradas, luvas de lãs grossas e tricotadas à mão, além de belíssimos cachecóis. Looks cinzentos e com um ar totalmente vintage.


Nas passarelas de moda, até hoje o estilo grunge aparece através de releituras mais modernas, deixando um pouco de lado o jeito “largado” de ser. Esse ano o xadrex voltou com tudo. Camisas, vestidos e calças já agitam o outono/inverno 2011.

Atualmente o estilo tem aparecido muito entre celebridades. Uma delas é Katie Holmes, mulher de Tom Cruise, famosa por ser adepta de calças e cardigãs bem folgados. Já a gêmea Mary-Kate Olsen é outra que aderiu à moda faz tempo. Em seu look, camisa xadrez não pode faltar.

A marca inglesa Mulberry aposta em delicados vestidos. Já na brasileira Osklen é possível encontrar malhas listradas. Nas últimas temporadas de moda, em Nova York, o estilo grunge está presente em desgastados jeans da marca italiana Diesel. Além da William Rast, grife do cantor Justin Timberlake, que apresenta versões do estilo em peças como jeans rasgado, blusas folgadas e mantas de flanela xadrez.

E se você quer andar na moda, saiba que o segredo para o sucesso no mundo fashion ainda é dar uma boa revirada no baú da vovó, mamãe ou ate irmã. Principalmente, se ela foi jovem na década de 90.

Sem medo de errar

Apesar de estar na moda, é precisa tomar alguns cuidados para se adotar o estilo grunge. Se for usar uma peça mais solta, como camisa ou calça, opte pelas mais justas no resto do corpo. Assim ninguém vai achar que você saiu de casa vestindo um pijama.


Para não errar, use peças grunge com calçados e acessórios informais. A menos que seu look seja muito bem elaborado. E você, tenha certeza absoluta do que está fazendo.

Por fim, não se esqueça que a moda grunge não combina com ocasiões muito sofisticadas. Use-a somente no dia-a-dia ou, em eventos informais.

Entendendo o Grunge

- O grunge começou nos anos 90 com mudanças na música. Algumas bandas de Seattle (USA), com influências dos anos 60 e 70, misturaram elementos do som “punk”, de nomes como Ramones e Iggy Pop, às influências de Led Zeppelin. Assim, surgia um dos maiores nomes da música grunge: Nirvana.

- A moda buscou inspiração na anti-moda. Nos anos 80, a moda também se apropriou largamente da anti-moda-punk. Contudo, o grunge não possuía detalhes oriundos do punk, como maquiagem carregada, couros e vinis, alfinetes e cabelos super produzidos. Ao contrário, a inspiração para a moda grunge era a classe proletária de Seattle, com roupas largas e miseráveis, como a camisa xadrez dos lenhadores. O visual era junkie. Tanto o público, quanto as bandas, eram junkies, e as mangas compridas serviam para esconder as picadas.

- Em pouco tempo o estilo se popularizou pelo mundo. Blusões rasgados e puídos poderiam ser comprados por 200 dólares. Os meninos deixaram os cabelos crescer, como os hippies, e usavam calças extra-grandes, gorros e flanela xadrez. Já o cabelo das meninas era comprido e repartidos ao meio.

- A moda, ao incorporar o estilo nas passarelas, também carrega elementos hippies, As cinturas das calças baixaram e as bocas-de-sino voltaram à cena.

- O grunge foi um estilo colorido, amarfanhado e roto, no qual roupas de fabricação doméstica, personalizadas ou de segunda mão, eram usadas em camadas, complementadas por pesadas botas militares.

- Agora, o visual despojado e imortalizado por Kurt Cobain, voltou. Sobreposições, jeans largos com aspecto de usado, rasgado, puído, t-shirts, gorros, tênis, botas e uma boa camisa xadrez, ganham releitura dos principais estilistas internacionais e fashionistas. Mas para não ficar com look da década passada, o ideal é misturar tendências. Tipo ar despojado com jeito de arrumada. O que você acha?


Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Junho de 2011

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Estudar sem preconceito

O Brasil é um país de muitas falas, mas de uma só Língua - a Portuguesa. Mais do que a aparência, a fala denuncia o registro de naturalidade da pessoa. A Língua escrita, porém, não tem este privilégio, senão quando usada coloquialmente na frase.

Quando um texto é bem escrito, sem erro ortográfico ou de concordância, dizemos que a pessoa é letrada. Nesse caso, não interessa se o autor é nordestino, nortista ou sulista. Pois, a norma culta unifica a linguagem e lhe confere identidade nacional.

Entretanto, se fatores emocionais afetarem um discurso, o mesmo autor de um bom texto pode tropeçar na fala. Do mesmo modo, quem não escreve bem, mas tem o dom da palavra, consegue dominar com facilidade uma plateia. São habilidades e competências natas ou adquiridas, que se potencializam quando há um ambiente facilitador. A família, a escola e o trabalho podem ajudar nesse processo.

À família cabe encaminhar o indivíduo à escola, onde receberá o saber constituído que ele aplicará no seu trabalho. Com essa base, acredita-se que o sujeito possa ser respeitado em uma sociedade que prega o conhecimento como fórmula do sucesso.

Se, teoricamente, o conhecimento é um direito de todos, então os livros didáticos deveriam abranger conteúdos que pudessem multiplicar saberes. Ao contrário, se o autor nivelar por baixo o leitor, valorizando as variedades linguísticas e registro oral, em detrimento ao uso das normas da língua culta, estará excluindo os menos letrados do mundo competitivo e profissional.

Foi o que fez a autora do livro “Por uma vida melhor”, aprovado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído a 4.236 escolas brasileiras. Elaborado pela organização não governamental Ação Educativa, o livro defende a escrita sem concordância de expressões orais populares, como por exemplo "os peixe", apoiados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Ao aceitarem frases sem concordância nominal e verbal, os educadores estarão reforçando a segregação social. É preciso, pois, ensinar o certo, respeitando as falas regionais de cada um, sem preconceito linguístico. Ao invés de ensinar “os peixe” ao aluno, por que não fazê-lo aprender como “pescar” a concordância?


Por Maria Oliveira

Publicado em Junho de 2011

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Rock in Rio

Embarque nessa 


O Rock in Rio é para a música assim como a Copa do Mundo é para o futebol, sentencia o empresário Roberto Medina, idealizador do festival. De volta, depois de dez anos longe do lugar de origem, o evento promete balançar o Rio de Janeiro durante seis dias. A garantia antecipada do sucesso, pelo menos de público, se refletiu na venda relâmpago dos 600 mil ingressos disponíveis na internet e em pontos físicos.

O megaevento coleciona recordes em suas nove edições: três no Brasil (1985, 1991 e 2001), quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010). Ao todo reuniu mais de 5 milhões de pessoas, que aplaudiram ao vivo 656 bandas. Foram mais de 780 horas de música com transmissão para aproximadamente 1 bilhão de telespectadores em 80 países.


Cidade do Rock - 1985

Visando abrigar um público desse porte, o festival do Rio ocupará uma área de 150 mil m2, na Barra da Tijuca, tendo no entorno uma lagoa natural. Quem deseja apreciar toda essa paisagem, vai contar com uma roda gigante de 28 metros de altura instalada no local. Segundo os organizadores, a atual Cidade do Rock terá infraestrutura completa e oferecerá conforto, segurança e muita diversão.

Além do Palco Mundo, onde haverá concertos com bandas mundialmente famosas, um palco alternativo será erguido para receber artistas brasileiros e estrangeiros que poderão juntos criar jam sessions, isto é, improvisos.

Por falar em jazz, uma rua cenográfica vai abrigar bares e restaurantes onde bandas do gênero se apresentarão. Mas para quem não curte muito o cenário típico de Nova Orleans (EUA), uma tenda eletrônica será montada e contará com a apresentção de DJ´s nacionais e internacionais.

Nota-se que há um esforço dos responsáveis pelo evento, em buscar e espalhar a união de todas as tribos através da música. O mote foi criado desde a sua primeira edição e a mensagem se repete nas demais.

Como tudo começou

O primeiro Rock in Rio aconteceu em 1985. Em uma área pantanosa de 250mil metros quadrados, um palco em formato de um globo terrestre foi erguido para levar a mensagem “Por um Mundo melhor”.



A idéia era bem-vida, afinal o Brasil começava a se redemocratizar e a música celebrava a conquista dessa mudança política. Desse modo, as portas do país se abriram para grandes atrações internacionais. Entre as mais celebradas e inesquecíveis foi, sem dúvida, a apresentação do grupo Queen, que está comemorando seus 40 anos, com o relançamento de sua discografia.



Quem teve a oportunidade de ir à primeira edição deve lembrar-se da emocionante apresentação de Fredie Mercury. O artista, que morreu aos 45 anos de idade, vitima de AIDS, levou a multidão presente a cantar “Love of My Life”, música que acabou se transformando em hino do festival.

Para o público reviver esse momento, o Rock in Rio 2011 vai homenagear Mercury, que aparecerá no telão em um dueto com Milton Nascimento, durante o show do cantor brasileiro, em 23 de setembro.


Fredie Mercury - 1985

Se o respeito à qualidade de apresentações conta com artistas nacionais de peso para a abertura da festa, as atrações internacionais confirmadas garantem o interesse do público até o final do evento. Bandas e artistas como: Coldpay, Metallica, Kate Perry, Rihanna, Shakira, Red Hot Chili Peppers, Sepultura, Guns N’Roses, Elton John, entre outros, foram os que levaram inúmeros fãs a comprar os ingressos em tempo recorde e, assim, antecipar o sucesso do festival.

Por Maria Oliveira

Publicado em maio de 2011

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Mãe, quem é você?











Se estou feliz,

quantas vezes te esqueço;

se estou triste,

quantas vezes te procuro.

Mãe, quem é você,

que eu critico,

de quem eu exijo coisas tão pequenas

para satisfazer a minha comodidade,

mas a quem peço a maior ajuda

nos instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você,

para quem eu tantas vezes

esqueço o meu carinho,

e de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você, com que discuto

e para quem peço conselhos?

Mãe, quem é você,

para quem reclamo sempre,

e para quem guardo

o abraço maior e a maior ternura.

Mãe, eu sei,

Você só é... AMOR

(autor: Maria Helena Gouveia)
 
Nossa homenagem à todas as mães
 
Por Espetaculosas

Publicado em maio de 2011












































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Não é a mamãe!

20 anos de uma família da pedra lascada


Na última semana, mas precisamente no dia 26/04, a série Famíia Dinossauro completou duas décadas. Lançada pela Disney, em parceria com a Jim Henson Productions e a Michael Jacobs Productions, a produção mostrava o dia-a-dia de uma típica família classe média norte-americana, mas com um diferencial. Seus integrantes eram da pré-história.

Quem acompanhou provavelmente lembra dos Silva Sauro, onde o casal Dino e Fran comandavam a casa e seus filhos, Bobby, Charlene e Baby, todos de espécies diferentes.

À frente do bordão “Não é a mamãe!”, o caçula era a sensação do programa todas às vezes em que maltratava seu pobre pai, quando o mesmo mendigava-lhe um carinho.

Bobby, era o primogênito. Por isso, tinha uma relação de companheirismo com Dino. Já Charlene, a típica adolescente. Com dúvidas, anseios e vaidade, presentes em toda menina dessa idade.



Apesar da série ser uma produção voltada para o público infantil, se destacava pelo humor um tanto ácido, e críticas sociais. Afinal, mostrava os dinossauros como seres superiores e os humanos, como irracionais.

Além disso, discutia questões sérias como ascenção social, drogas, preconceito, submissão e desrespeito com os mais velhos. Esse último, representado pelo poço de piche. Lugar onde, os que completavam 60 anos, eram jogados.

Choramos quando a família acreditou que Baby teria sido trocado, e talvez tivesse que abandoná-lo, com a possibilidade de Zilda ser jogada no piche e alguns dramas de Charlene e Bobby.



Mas demos muitas gargalhadas quando os alimentos, que eram vivos, fugiram da geladeira e fizeram Baby e Charlene de reféns. Com as implicâncias de Dino, direcionadas a Mônica - a invertebrada, amiga de Fran. A dança do acasalamento, as tiradas do chefe de Dino, as brigas do Silva Sauro com a sogra Zilda e, claro, os foras de Baby no pai.

Aliás, o pequeno dinossauro era o mais engraçado da produção. Temperamental, irritante, sádico, birrento, intrometido e mimado, conquistou o público graças às travessuras que aprontava pela casa. Principalmente, porque elas acabavam colocando seu pai em furada.

Uma das cenas mais clássicas era o pequeno batendo, com um taco de beisebol, na cabeça do Dino. Ou ainda, quando aprontava e depois olhava, com um falso ar de arrependiento, e dizia: “você precisa me amar!”




Família Dinossauro chegou ao Brasil em 1992, um ano após seu lançamento. Foram 65 episódios, distribuídos em quatro temporadas, exibidos pela TV Globo, dentro do Xou da Xuxa.

A série virou febre mundial, chegando a licenciar produtos como a réplica do Baby. O boneco era importado e por isso, caríssimo. Soltava seus bordões em inglês. E também, álbum de figurinhas e material escolar, como cadernos, estojos, lancheiras e até papel de cartas.

Além da Globo, o programa fez parte da grade do SBT e hoje, é reprisado na Band.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Maio de 2011

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Camiseta ou T-shirt

Larga, apertadinha, estampada, manchada, com dizeres engraçados ou chamadas sérias, camiseta ou T-Shirt... Não importa qual seguimento tenha, a verdade é que essa peça, considerada mais do que básica, é uma paixão mundial. E por isso, item importantíssimo no guarda roupa de qualquer pessoa.

A camiseta, conhecida no mundo da moda como T-shirt – nome decorrente do seu formato em T –, é um elemento do vestuário contemporâneo, feita em malha de algodão ou poliéster.

Difundida por empresas de moda, pode trazer impressas imagens e frases que chamam a atenção. Já suas estampas, geralmente são temáticas: política, artística ou para identificar um grupo. Por exemplo, estudantes, militares, funcionários de empresas e torcida de times. Indispensável, a camiseta caiu no gosto de todos. Independente da idade e razão social.

Quando tudo começou

A camiseta começou a traçar sua história na época da revolução industrial, lá pelo século XVIII, quando novas máquinas, para a produção de malha, integravam as indústrias têxtil.

Evolução das roupas de baixo, essa peça teve sua forma no dia em que cortaram o macacão - union-suit - em dois pedaços. Por ser bem adaptada em ambientes quentes, e possuir baixo custo, foi adotada por mineiros e estivadores como parte dos seus vestuários.

O Brasil só aderiu a fabricação delas em meados do século XIX, quando indústrias, que já usavam o agodão como matéria prima, se instalaram nos estados da Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.




Se tornou popular nos Estados Unidos como peça típica utilizada por soldados do exército e marinha. Mas bastou os adolescentes americanos adotarem, para se tornar febere mundial. Principalmente quando o galã Marlon Brando apreceu nos cinemas com sua branca básica, no longa A Street Named Desire.


Nos anos 50, muitas empresas passaram a decorar suas camisetas com nomes de resorts e personagens. Tropix Togs foi a primeira delas, com estampas licensiadas de Mickey Mouse, personagem mais famoso do Walt Disney. Não demorou muito para outras confecções entrarem na onda, gerando vários modelos diferentes

Na década de 60, era a vez dos surfistas aderirem às camisetas. O tie-dye e também os designs de expressão, criados por empresas da Califórnia, valorizavam bandas da época e ícones revolucionários, como Che Guevara.

Já nos anos 70 e 80, seus modelos eram focados em skatistas e roqueiros. Moda que permanece até hoje, frisando a ideia de que as camisetas são a melhor maneira de expressar uma opinião.


Música - No cenário pop da segunda metade do século a camiseta surge como uma peça considerada muito mais que uma simples vestimenta. E sim, uma verdadeira bandeira cultural. Na década de 80 a revista Rolling Stone registrou: “As camisetas são os trajes definitivos do rock. Tambores falantes dos anos 70 e 80, significadores de dez dólares, identificadores ideológicos.”

Moda - Na metade da década de 60, a parceria jeans e camiseta começa a se estabelecer graças as características de praticidade, mutação e conforto. Ela passa a desfilar nas passarelas da moda e consegue se tornar peça clássica na forma de se apresentar, além de ser criativa no modo de ser. Tudo pode ser impresso em uma camiseta. Das sopas Campbell’s, da pop art de Andy Warhol, a cantores de rock, ídolos e slogans.

Mercado - O mercado brasileiro apresenta volumes consideráveis. Entre grifes que cobram R$ 200 reais por uma peça e outras, que as vendem por preços populares, nosso país comporta a produção e venda de aproximadamente 800 milhões de peças por ano, gerando mais de 500 mil empregos. Segundo pesquisas, cada brasileiro teria uma média de oito novas camisetas anuais. Em uma época onde o poder econômico do consumidor está cada vez mais baixo, a camiseta é uma alternativa atraente de vestimenta. E por isso, continua conquistando cada vez mais espaço.




É por essas e outras que as T-shirts tem um grande futuro pela frente, já que vários designers de moda investem em novos formatos, tipos de golas e detalhes das mangas.

Conhecendo melhor a história


Antiguidade (A.C.): As "camisias", usadas pelos romanos, eram brancas. Fabricadas com tecidos de puro linho, eram colocadas debaixo das vestimentas dos soldados para evitar a transpiração.

Séc. XVI: Michelângelo inaugura a coleção de regatas, após terminar a estátua “O Escravo Moribundo”. Nessa obra, o artista retrata um homem vestido com uma única peça de roupa, bem diferentes das usadas na época. 

Séc. XIX: Surge um modelo para crianças, reprodução das peças de sultos. As camisetas infantis passam a ser usadas em cerimônias de batismo da igreja católica. Nessa mesma época, alguns trabalhadores braçais as adotam como roupas de labuta.

1ª Guerra Mundial: Soldados europeus usavam as peças, em algodão, por baixo dos uniformes. Já os norte-americanos, levam o modelito para os EUA e desenvolvem seu design, que ficaria conhecido como t-shirt devido ao formato da peça em T.

1948: A primeiras camiseta de campanha política foi fabricada por Thomas E. Dewey, para as eleições à presidência dos Estados Unidos. Em seus dizeres: "Dew it of Dewey".

1951: No filme Um bonde chamado desejo o que mais chamou a atenção foram os músculos à mostra do ator Marlon Brando, valorizados através de uma camiseta sexy.




Anos 60: Camisetas multicoloridas viram símbolo de mensagens pacifistas. Nessa mesma época, as peças se tornam unissex  apartir do momento em que as mulheres passam a usá-las também.



Anos 80: As T-shirts ganham às passarelas nas mãos de renomados estilistas, de grifes consagradas. E os jovens aderem à moda, como ostentação de luxo e poder.

Século XXI: As camisetas ganham um mercado expansivo, se alastrando por todos os lugares. Sua customização serve aos mais variados gostos e estilos, que vao desde a banda de rock mais famosa ao líder revolucionário, passando por campanhas políticas e atendendo ao modismos.


Fontes: Wikippedia
            Gloss

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Maio de 2011

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