Vamos vadiar?

As mulheres estão  nas ruas tirando a maior “onda” nesta primeira década do século XXI. Se no passado o movimento era pelo direito político de votar, depois veio o de liberação sexual, neste a mulherada luta para corrigir as falhas das primeiras conquistas. A igualdade de gênero, por exemplo, não ficou bem definida. Por isso, agora, o mote é pela liberdade de se vestirem como gostam sem que sejam vistas como vadias.  

Segundo acadêmicos,  a história do movimento feminista se divide em três "ondas". A primeira onda se refere principalmente ao sufrágio feminino, movimentos do século XIX e início do XX, preocupados principalmente com o direito da mulher ao voto. A segunda onda se refere às ideias e ações associadas com os movimentos de liberação feminina iniciados na década de 1960, que lutavam pela igualdade legal e social para as mulheres. A terceira onda seria uma reação aos erros da segunda, iniciada na década de 1990.


Praia de Copacabana - RJ


Hoje, a luta das mulheres está centrada no direito à sua autonomia e à integridade de seu corpo. Por conta disso, há quem defenda o aborto e métodos contraceptivos desde que cercados por cuidados hospitalares de qualidade. Mas a ideia de “o privado é político, nosso corpo nos pertence” vai além de causas subjetivas. Elas querem mais  proteção, lutam pelo fim da pedofilia, da violência doméstica, assédio sexual e estupro. E foi nesse contexto que surgiu a "Marcha das Vadias", (SlutWalk, em inglês).

O movimento teve início no Canadá, em abril deste ano, depois que ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. O estopim da marcha foi a observação do policial Michael Sanguinetti  para que as mulheres evitassem se vestirem como putas, evitando serem vítimas de estupro.O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto. No Brasil, a marcha também chama atenção para o número de estupros ocorridos no país. Por ano, cerca de 15 mil mulheres são estupradas.


Av. Paulista - SP


As mulheres, durante a marcha, usam roupas provocantes como: blusinhas transparentes, lingerie ou apenas o sutiã,  minissaias, salto alto e muita maquiagem. De acordo com a antropóloga Julia Zamboni, essa é a  forma pela qual elas protestam contra a cultura machista ao serem chamadas de vadias. “Homens dizem que a gente é vadia quando dizemos 'sim' para eles e também quando dizemos 'não'. A gente é vadia porque a gente é livre”, sentenciou.

A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo, no dia 4 de junho de 2011. As redes sociais, como o Facebook, ajudaram muito na divulgação do evento dentro e fora do país. Mais de 6000 pessoas confirmaram presença na passeata. No entanto, parece que as brasileiras ainda sofrem com o medo de serem ridicularizadas: somente cerca de 300 pessoas compareceram, de acordo com a contagem da Polícia Militar. Outros estados seguiram a ideia como Recife,  Brasília e Rio de Janeiro.


Recife

 
Diferentemente das paulistas, as cariocas são descontraídas pela própria natureza. Assim, ajudadas pelo calor da Cidade Maravilhosa, as manifestantes percorreram a orla de Copacabana do jeito que a marcha sugere: pouca roupa. De acordo com o site Último Segundo, o evento reuniu cerca de 1.500 pessoas no dia 2 de julho deste ano. 

As integrantes do movimento levaram cartazes com palavras de ordem como o direito ao atendimento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) para vítimas de violência sexual, melhorias nas Delegacias Especiais de Atendimento às Mulheres (DEAMs) e a qualificação das delegacias não especializadas para atender vítimas de violência sexual e doméstica, com capacitação de agentes da segurança pública sobre diversidade sexual. 

A mais recente Marcha das Vadias de que se tem notícia é a da Costa Rica. Lá as mulheres se manifestaram contra as declarações feitas pelo bispo Francisco Ulloa, que no meio da celebração católica mais importante do país, em homenagem à Virgem de Los Angeles, afirmou que as mulheres devem vestir com "recato" e "pudor". Depois dessa, possivelmente outras “ondas” feministas virão e arrastarão, pelas ruas do mundo inteiro, quem estiver disposta a lutar por seus direitos.

Por Maria Oliveira

Publicado em agosto de 2011

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Meu pai


Meu pai morreu aos 50 anos, dois meses antes de começar a Copa do Mundo de 70. Ele adorava futebol e ansiava por ver o jogo da seleção canarinho, em cores, pela televisão. Não houve tempo. Sofreu um acidente de carro que o impediu de comemorar, ao lado de sua família, a alegria do tricampeonato brasileiro.

Começo a falar de meu pai, Hélio Brauns, e sua ligação com o futebol, porque foi nesse ambiente esportivo em que construí minha infância. Minha casa, em Vila Valqueire, era uma extensão do campo do Horizonte Futebol Clube, time fundado por ele em meado da década de 1950. Lá aconteciam as reuniões com os jogadores, e todas as táticas da peleja eram combinadas na varanda. Minhas avós criticavam muito aquela “movimentação de homens” na casa e até com certa razão: éramos quatro meninas e um só irmão nesse time. Mas minha mãe fingia que concordava com as matriarcas e apoiava o marido. Ela sabia da maneira correta com que ele conduzia suas duas equipes, dentro e fora do campo.

Nada de faltas desnecessárias e de confrontos agressivos. Era como papai advertia os jogadores para que ganhassem com técnica e talento, não apelando para jogadas sujas. Em casa, educava sem bater. Ensinava aos filhos os valores mais nobres como amor, humildade e respeito ao próximo, sem discurso, só na prática. Digo isso porque, ao abrir as portas de sua residência para jovens de diferentes classes sociais, independente de raça ou credo, ele dava exemplo de fraternidade e tolerância em um país tão desigual.

Papai era carismático sem saber. O dom vinha das atitudes, dos conselhos e da simplicidade ao tratar as pessoas. Seu Helio (centrismo) era reconhecido pela liderança espontânea, e o respeito que depositavam nele era extensivo à família. Sentíamos, pois, seguros ao redor dele. Desse modo, o legado que papai nos deixou foi além de um homem que amava sua mulher e seus filhos. Ele pensava também na boa convivência com os vizinhos. Tanto que, para estreitar os laços de amizade, promovia encontros festivos em ocasiões especiais.

Entretanto, nossa casa não era grande o bastante para tantos encontros. Por isso, papai teve a ideia de fundar um clube familiar na rua onde morávamos. Assim, ajudado por vizinhos, nasceu o Centro Social de Vila Valqueire. Foi nesse local que minha irmã Helielza, madrinha do Horizonte F.C, entregou uma flâmula do time ao ilustre João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Além disso, o palco do clube abriu suas cortinas para a garotada do bairro revelar seus dons artísticos na música, no teatro e na dança.

Com tanta habilidade de lidar com o público e privado, papai poderia ser um grande político. Porém, desse assunto ele queria distância. Tinha suas convicções políticas, mas evitava discussão acalorada sobre um partido ou candidato. Mesmo assim, um dia pude comprovar seu talento persuasivo. Pedi-lhe uma ajuda sobre um slogan para a campanha eleitoral do Centro Cívico Escolar (CCE). Tão logo embarquei na ideia sugerida por ele, convenci meu eleitorado de que minha chapa “reunia os melhores candidatos”. Vencemos as eleições e garanti o cargo de oradora do CCE até terminar o curso primário.

Meu pai acompanhou meus estudos só até a metade do meu Curso Normal. Faleceu antes que eu tivesse o privilégio de receber dele o anel de formatura. Na joia, havia uma estrela sobre o ônix significando “luz nas trevas”. Uma simbologia do magistério para enfatizar o papel do professor na construção do conhecimento. Para mim essa estrela teve outro sentido, e por sua luz eu conduzo a minha vida. Sou Helio (centrista) assumida.
 Por Maria Oliveira

Publicado em agosto de 2011

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Um lugar chamado Liberdade

Andar pelas ruas de São Paulo, sem esbarrar com um japonês, é algo quase impossível. Então, que tal transitar em Liberdade, bairro considerado reduto da comunidade nipônica na cidade? Lá, quem tem olho grande é turista. Principalmente aos domingos, quando acontece a tradicional feira da cultura oriental.

O bairro da Liberdade é um distrito da região central da cidade de São Paulo. A história do lugar começou em 1912, quando os imigrantes japoneses procuraram a Rua Sarzedas para morar porque lá quase todas as casas tinham porão e o aluguel dos quartos no subsolo era mais barato. Para eles, aquele cantinho da cidade passou a significar a esperança por dias melhores. Depois veio a Grande Guerra, e os moradores foram expulsos pelo Governo Vargas. Retornaram à região somente após a rendição do Japão.

No pós-guerra, a comunidade se organizou, fundaram o primeiro jornal entre os nikkeis. Além disso, foi inaugurado um cinema que exibia semanalmente filmes japoneses, e até uma orquestra sinfônica festejou o fim da perseguição. Hoje, o bairro conta com um comércio variado onde passou a concentrar restaurantes japoneses, chineses, lojas de presentes e eletrodomésticos, cosméticos importados, mercearias com produtos típicos do oriente, entre outras coisas. Para conferir, o visitante pode seguir pela Rua Galvão Bueno e desembocar na Praça da Liberdade.






A influência cultural pode ser sentida nas ruas de luminárias tipicamente orientais (suzurantõ). Aos domingos, quando acontecem as feiras temáticas, as cerca de 240 barracas, orientais e ocidentais, impressionam pela variedade de ofertas. São bijuterias, peças de vestuário - incluindo quimonos de todas as cores e estamparias -, miudezas de porcelana, artigos místicos, instrumentos musicais, plantas, peixes de aquário, itens orientais... Tudo isso visto ao sabor do cheirinho de muita comida típica, degustada em pé, em plena rua, em meio a multidão.
Em dias de feira, passear pelas ruas de Liberdade é um exercício de educação. O espaço entre as barracas é mínimo e de mão dupla. Mas tudo transcorre em perfeita ordem, como manda a cultura oriental. E o turista respeita, se encanta e segue o seu caminho até se deparar com um palco armado na praça principal. Um grupo de atletas da arte marcial se apresenta. No alto do palco está escrito em letras garrafais: ‘Tanabata Matsuri’. O visitante lê, mas não entende. Recorre ao Google, que tudo explica:
Segundo o site cultura japonesa, a partir das décadas de 80 e 90, do século passado, as principais atividades culturais da Liberdade são realizadas com a promoção da Associação de Confraternização dos Lojistas (ACAL). A partir de então, foi montada uma programação anual de eventos que passaram a fazer parte do calendário oficial do município.



Começa em abril com o Festival das Flores - Hanamatsuri. Em junho tem o Campeonato de Sumô da Liberdade. Julho é a vez do Festival das Estrelas - Tanabata Matsuri, a legenda do palco que tanto intrigou aqui a turista carioca. Trata-se de uma tradição em que as principais ruas são decoradas com bambu e grandes enfeites de papel simbolizando as estrelas. Entre os bambus, os visitantes colocam um pedaço de papel com os pedidos.
Passou julho, agora é esperar Dezembro, quando se realiza o Festival Oriental - Toyo Matsuri. O bairro recebe o Nobori, coloridas bandeiras verticais. A programação é encerrada com o Moti Tsuki, o Festival do Final de Ano. Neste o arroz é socado em pilão para o preparo do moit: bolinhos de arroz que são distribuídos aos presentes para dar sorte.
Além do calendário oficial de eventos, as feiras do bairro acontecem o ano inteiro, sempre nos finais de semana. Vale à pena conferir. Liberdade é uma aula, a céu aberto, da cultura oriental.
Por Maria Oliveira
Publicado em Agosto de 2011

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Clube resgata a magia das cartas

Entre um tweet e uma curtição no Facebook, o mundo foi deixando de lado a prática de escrever cartas. Cartas?! Não se assuste. Isso é aquilo que pessoas com mais de 25 anos sabiam bem como fazer. Caneta, papel e alguma história para contar. Bastavam essas três coisas para uma carta surgir, ser enviada aos Correios e, em alguns dias, chegar ao destinatário.

O que estava praticamente extinto, agora retoma a vida e toma proporções que, provavelmente, nem sua idealizadora imaginou. De uma simples vontade em manter vivo um sentimento tão legal (o entusiasmo ao receber uma carta) surge a ideia de criar o “Clube das Cartas”.

Devagar, mas nem tanto assim, o Clube foi ganhando adeptos e hoje conta com mais de 200 pessoas cadastradas. Fabi, sua moderadora, é quem tem a missão de atualizar com frequência a lista de cadastrados e postar novidades sobre esse universo no blog que mantém.



Com a lista de participantes em mãos (ou na telinha do computador), basta escolher uma pessoa e começar a contar para ela, no papel e a mão, o que você quiser. No início, a escolha do destinatário será aleatória mesmo. Afinal, são centenas de pessoas do Brasil inteiro. Mas depois que você começa a escrever e receber retorno das suas cartas cria-se um laço de amizade e daí para altos desabafos é um pulo.



Nos envelopes vão mimos como bloquinhos, postais, fotos e canetas. Já nas linhas e entrelinhas da carta vão histórias de pessoas tão iguais e ao mesmo tempo tão distintas de você, que até impressiona.

Mas por que manter contato com um desconhecido através de um método tão arcaico? Porque conhecer gente nova é sempre uma boa pedida. Além disso, qual é o problema de se corresponder com um desconhecido?

Muita gente já faz isso ao adicionar, nas redes sociais, quem nunca viu na vida. E, a partir daí, vai ter acesso a muito mais detalhes de sua rotina, se em comparação a quem lê sua vida escrita à mão em uma folha de caderno. 

Quer experimentar a sensação de escrever e receber cartas lacradas em um envelope e postadas nos Correios? Envie um e-mail para fabiabud@uol.com.br , com seu nome e endereço completo, e entre para o Clube. História é o que não vai faltar.

Clube das Cartas



Por Sincer Ramalho

Publicado em Julho de 2011

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A marca da pele

NIVEA completa 100 anos cuidando da pele. É uma senhora marca de creme cosmético que, às custas de muita pesquisa e publicidade, se tornou o primeiro hidratante do mundo. Pois foi com a ajuda do emulsificante Eucerit, que água e óleo se uniram para produzir a base do produto mundialmente conhecido. Depois, um nome facilmente assimilável pelo consumidor e inspirado nas palavras latinas nix (neve) e nivis (de neve). O resultado se consolidou na famosa latinha azul.

A história de NIVEA começou na cidade de Hamburgo, Alemanha, graças a três pesquisadores e visionários empreendedores: o farmacêutico, Oscar Troplowitz, que reconheceu o potencial de Eucerit, um emulsificante desenvolvido pelo químico Dr. Isaac Lifschütz e aprovado pelo dermatologista Prof. Paul Gerson Unna. Em dezembro de 1911 foi lançado o NIVEA Creme, cuja latinha era inicialmente amarela e trazia no rótulo o endereço da fábrica.

Segundo a empresa responsável pela marca, desde o início, o objetivo do Dr. Troplowitz foi desenvolver produtos de alta qualidade que fossem acessíveis a todos. Desse modo, antes de lançar o produto no mercado, os pesquisadores estudaram as individualidades e necessidades de cuidado com a pele das pessoas do mundo inteiro. Como resposta, encontraram uma fórmula que atendesse a cada cultura, gênero e idade.



Mas nenhum produto se mantém no mercado sem uma boa propaganda. Sendo assim, a empresa colocou anúncio em um jornal de Berlim para buscar três garotas NIVEA. A proposta era selecionar belezas naturais, rostos comuns e com os quais o público se identificasse de imediato. As selecionados foram três irmãs: Margot, Elfriede e Hertha. Já no ano de 1924, as meninas foram substituídas pelos irmãos Rolf-Robert, Peter e Wilhelm Wiethüchter, três garotos felizes e confiantes, representantes do ideal de beleza da época.

NIVEA cresceu ao longo dos anos atendendo à demanda do público. Depois de consolidado o creme, em 1919 foi lançado o sabonete e, um ano depois, uma seleção de produtos para cabelos chamados NIVEA Hair Milk. Mas a pesquisa de mercado revelou que as pessoas queriam produtos especificamente indicados para a sua pele. Então, em 1922, os homens ganharam o sabão para barbear e, um pouco depois, o público asiático foi agraciado com a Pasta Branqueadora NIVEA. Uma maneira de preservar a aparência branca e pálida, própria da cultura desse povo.

Mas a marca se preocupou com a idade das pessoas também, e os bebês receberam cuidados especiais depois da Segunda Grande Guerra. Nesse período, houve uma explosão populacional (baby boom) e o cuidado da pele do bebê foi redobrado. Por conta disso, em 1960, surgiu o NIVEA baby. A partir da década de 1970, a linha para bebês incluía talcos, banho, creme, sabonete e cotonetes.


Não só bebês precisam de cuidados especiais. A pele madura requer atenção também. Portanto, em 1994, surgia a NIVEA VITAL e, quatro anos depois, foi desenvolvida a linha cosmética anti-rugas Q10. O ingrediente foi usado para criar o NIVEA Visage creme antirrugas Q10 diurno. Hoje, o consumidor conta com uma ampla diversidade de produtos hidratantes, cremes para o corpo, sabonetes, desodorantes e protetor solar.



De acordo com a empresa, atualmente NIVEA trabalha com 50 institutos, em lugares como Índia, China e África do Sul. Além disso, conta com um laboratório em Hamburgo, especialmente para atender a Ásia e América Latina, onde as necessidades de tipos de pele e climas são mais específicas.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em Julho de 2011

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Anima Mundi

19ª edição do Anima Mundi homenageia a Pixar e Carlos Saldanha

De 15 a 24 de julho, quem está no Rio de Janeiro, poderá se deliciar com a programação 2011 do Anima Mundi, circuito de animação promovido por: Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, Casa França-Brasil, Odeon BR, Arteplex Botafogo e Oi Futuro (Flamego e Ipanema).

Patrocinado pela Petrobras desde 1997, o Festival Internacional de Animação do Brasil, maior do gênero no país, este ano conta com 383 filmes de 44 países. Já entre os oito longas escolhidos, está o brasileiro Morte e Vida Severina, inspirado no poema de João Cabral de Melo Neto.

A 19ª edição homenageia os 25 anos da Pixar, maior empresa de animação do mundo. É a oportunidade de conhecermos a produtora e tomarmos conhecimento sobre a evolução do gênero na sétima arte.
Um dos destaques será o filme Rio, do diretor brasileiro Carlos Saldanha. Além disso, a exibição de dois curtas inéditos: La Luna, de Enrico Casarosa, e Hawaiian Vacation, de Gary Rydstrom.

A programação conta ainda com mostras, oficinas, encontros, fóruns, debates, performances e workshops, consagrando o evento como a grande vitrine para a produção de animação nacional e internacional.

Além da americana Miwa Matreyek, pela primeira vez no Brasil, exibindo seu trabalho que consiste em uma mistura de animação, artes visuais e performance. E, quatro filmes do mestre dos animes japonês Shinichiro Watanabe, que será um dos palestrantes, entre eles Michiko e Hatchin, animação inspirada pelo visual do Rio de Janeiro.


Pixar - revolução no mundo da animação


Já para a mostra competitiva, 80 países se inscreveram com mais de 1300 curtas e longas. O Brasil foi quem mais emplacou produções, somando um total de 77. Em seguida temos a França, com 58, e o Reino com 40.


Vá você também:

19ª edição do Anima Mundi - www.animamundi.com.br/pt/festival/  

Data: de 15 a 24 de julho - Rio de Janeiro

De 27 a 31 de julho - São Paulo

Locais (RJ): Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Odeon BR, Arteplex Botafogo e Oi Futuro Flamego e Ipanema.

*Ingressos: R$ 8 (inteira) / R$ 4 (meia)

Obs: *Exceto a performance “Miwa Matreyek” e as sessões “Futuro Animador” na sala de cinema do Centro Cultural Correios (RJ) e nas duas sessões especiais da retrospectiva francesa no Cinemaison.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Julho de 2011

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Hora de torcer e bater continência

Começaram os Jogos Mundiais Militares

A Cidade Maravilhosa está com a bola toda. Daqui a três anos será sede da Copa do Mundo. Em 2016, das Olimpíadas. E este ano, exatamente agora, sedia a 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares.

No último dia 16 de julho foi dada largada para o maior evento esportivo militar já realizado no Brasil. E apesar dos nossos leitores ser, a grande maioria, do público feminino, não é por isso que deixaremos de comentar a respeito. Afinal, a mulherada também gosta de esporte.

Sendo assim, vamos ao que interessa! Informações básicas para situar os perdidos, ou perdidas no assunto: os números, realmente, são grandiosos. Serão nove dias de competições e 8 mil participantes vindos de, aproximadamente, 100 países. Só com esportistas, teremos 250 atletas brasileiros disputando medalhas em todas as modalidades.



Mas você, mulher em especial, deve estar se perguntando o que são os Jogos Militares? Bom, para quem ainda tem dúvida, esse é um evento organizado pelo Conselho Internacional do Desporto Militar. Por isso, é permitido apenas atleta militar nas competições.


O mais legal é que teve início em 1995, na cidade de Roma (Itália), com mais de 4 mil atletas de 93 países celebrando os 50 anos do fim da 2ª Guerra Mundial. Para a atual edição, realizada no Brasil, serão 88 países competindo em 20 modalidades.



Teremos provas de atletismo, basquete, futebol, vôlei e alguns mais conhecidos apenas no meio militar, como paraquedismo, pentatlo naval, pentatlo militar e pentatlo aeronáutico.



Aqui, os Jogos acontecerão na cidade do Rio de Janeiro e em municípios como Resende, Mesquita, Paty do Alferes e Seropédica. E aí, vamos vestir a camisa da seleção, pintar o rosto de verde e amarelo e torcer por nossos atletas militares? Os Jogos já começaram. Entre na torcida você também. Vai nessa, Brasiiiiil!!!!

Por Sincer Ramalho

Publicado em Julho de 2011

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