Adeus, Inverno

Quem sofre de doenças respiratórias sabe que, no inverno, o problema se agrava por causa do ar seco. Inverno? Sim, ainda estamos nesta estação, embora a primavera já esteja dando ares de sua graça. Mesmo assim, todo cuidado com a saúde é pouco, em face deste clima atípico. 

Segundo o Climatempo, a temperatura no Rio e São Paulo no último 7 de Setembro ficou em torno de 26° C, mas a umidade relativa do ar é desigual: no Rio está acima de 56%; em São Paulo é de 34%. Considerando-se que o índice ideal é de 60%, então as duas cidades da Região Sudeste não alcançaram o patamar desejado. Se esta variação afeta o espaço geográfico, logo é perceptível por pessoas portadoras de asmas crônicas e outros sintomas alérgicos.

Em locais onde os índices de umidade no ar são muito baixos - como em São Paulo, que já registrou neste inverno 11% - há aumento considerável no atendimento de doenças respiratórias decorrentes do ar muito seco. Os sintomas podem começar com irritação nos olhos, garganta, ouvido e nariz, além de piorar a situação de pessoas com rinite alérgica e asma. A pele também sofre com ressecamento, assim como os lábios.



A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz decorrente do contato com poeira, mofo, cheiros fortes, produtos químicos, cigarro, mudanças de temperatura e umidade. Os sintomas podem evoluir de uma simples coriza, espirros, coceira no nariz, obstrução nasal, até se tornar crônica. O tratamento pode ser feito com soro fisiológico, antialérgicos, corticosteróides nasais e controle dos fatores ambientais que ativam as crises alérgicas. 

Com a umidade muito baixa, o ar chega ainda muito seco nos pulmões e pode desencadear a bronquite asmática. O doente tem crises de tosse, falta de ar e, algumas vezes, chiado no peito. Estes sintomas podem ser intermitentes ou persistentes e, se não tratados adequadamente, o paciente pode até morrer em poucas horas. 

Nas crianças, que ainda não desenvolveram um sistema imunológico satisfatório, as crises de bronquite geralmente surgem com mais frequência e o problema agrava-se quando o processo inflamatório fica crônico. A chamada bronquite crônica caracteriza-se por expectoração em pelo menos três meses por ano, em dois anos consecutivos.


Acredita-se que este clima seco possa durar até, pelo menos, o início de outubro. Então, aqui estão algumas recomendações de saúde:


- Usar umidificadores de ar ou colocar uma vasilha com água ou toalha molhada no lugar onde irá dormir;

- Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada;

- Tomar bastante líquido para hidratar corpo e secreções;




- Evitar exposição prolongada a ambientes com ar-condicionado, já que este ajuda a ressecar o ambiente;

- Realizar atividades físicas antes das 10h ou após 17h, quando o ar está mais úmido;




- Forrar travesseiros e colchões com plástico, usar edredons ao invés de cobertores, retirar tapetes ou objetos que acumulem pó como livros, revistas, brinquedos de pelúcia e caixas;

- Evitar produtos de limpeza com cheiros fortes;

- Usar persianas laváveis;

- Evitar plantas dentro da casa;

- Não deixar ninguém fumar dentro de casa;

- Usar roupas leves quando a temperatura estiver elevada;




- Usar soro fisiológico para os olhos ou narinas se houver irritação;

- Evitar animais dentro de casa.

Fontes de consulta:

www.climatempo.com.br 
www.abcdasaude.com.br

Por Maria Oliveira

Publicado em Setembro de 2011

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Top 10 do sexo mundial












1 º lugar:  Grécia - 87 %

2º lugar: Brasil - 82 %

3º lugar: Rússia-  80 %

4º lugar: China - 78 %

5º lugar: Polônia: 76 %

6º lugar: Itália-  76 %

7º lugar: Malásia - 74 %

8º lugar: Espanha - 72 %

9º lugar: Suíça - 72 %

10 º lugar: México - 71 %



Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/quais-os-pa%C3%ADses-campe%C3%B5es-de-sexo-.html

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Dia do sexo

Viva esse dia, mas sem nunca se esquecer da camisinha


Hoje, 06 de setembro, comemora-se o dia do sexo. Mas você sabe como essa data surgiu? Tudo começou em 2008 graças a uma campanha de marketing dos preservativos Olla, promovida pela agência Age e com o apoio da MTV. 
A iniciativa contava com cartazes e outdoors espalhados por São Paulo e Rio de Janeiro, onde chamavam a atenção para o abaixo-assinado disposto no portal www.diadosexo.com.br     
De acordo com Rodrigo Mata, um dos criadores da campanha, a proposta vai muito além do objetivo comercial: “Por que não convencionar o dia 6/9 como o dia em que as pessoas deveriam falar sobre sexo seguro, doenças, quebra de tabus e muitos outros assuntos referentes ao tema?”, afirmou o redator em entrevistas. 

E ele completou seu pensamento relembrando que outras datas comemorativas iniciaram através de campanhas como essas. “Datas como o Dia dos Namorados e o das Crianças foram criadas assim. A iniciativa vai muito além da campanha, pensávamos em um movimento social e foi o que aconteceu", concluiu.

Como curtir a data

- Casal: Jantar a dois, para quem está namorando. Não há nada mais agradável do que ficar junto de quem se ama.

- Amizade colorida: Também pode ir jantar fora ou dar uma volta com seu "afair" em um lugar bem bacana e inspirador.

- Solteiras: Aproveite que amanhã é feriado, capriche no visual e saia com as amigos. Vai que você conhece uma pessoa especial justamente neste dia, fazendo com que, no próximo ano, comemore a data muito bem acompanhada. 

Qual o melhor dia para o sexo

De acordo com o perfil do povo brasileiro, todo dia é dia. Mas segundo pesquisas realizadas pela Escola Londrina de Ciência Política e Econômica (UK), quinta-feira seria o dia ideal para ter relações sexuais. Por quê? O motivo para esse resultado seria o fato do corpo produzir hormônios sexuais de maneira mais ativa, com a libido atingindo o pico máximo já nas primeiras horas da manhã. Além disso, os níveis de testosterona masculinos chegariam ao seu nível máximo, enquanto que os níveis do estrógeno em mulheres seria cinco vezes maior. 

Então tá, né!

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em setembro de 2011

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Uma menina danadinha

De vestido vermelho e cabelos cacheados, essa menina marcou a minha, a sua e, com certeza, a infância de muita gente. Esperta demais para sua idade, que estima-se ser entre 08 e 10, e muito teimosa, Luluzinha (ou Little Lulu) sempre se mete em confusão. Tudo o que Lulu mais almeja é saber o que acontece dentro das paredes secretas do "Cube dos Meninos", comandado por seu amigo Bolinha. 

Criada em 1935 por Marjorie Henderson Buell, sua primeira aparição foi em uma charge que mostrava a menina em frente a um casal de noivos jogando cascas de banana no corredor da igreja, durante a cerimônia de casamento. 

Suas aventuras eram publicadas no jornal The Saturday Evening Post, onde ficou até 1945. Durante esses dez anos, alguns livros contendo brincadeiras e passatempos com Lulu e Bolinha chegaram a ser publicados.

Neste mesmo ano, a Dell Comics colocou no mercado editorial revista em quadrinhos, com roteiro e desenhos assinados por John Stanley. E após algum tempo, Irving Tripp assumiu a parte artística, deixando Stanley responsável apenas pelos roteiros. 


No início, os traços dados por Marge foram mantidos. Com o tempo, deram um visual mais simples e dócil para a personagem. Mas como a Luluzinha teve diversos desenhistas, nota-se quatro traços diferentes. 
Por volta da década de 70 os direitos de publicação das personagens foram vendidos para a Western Publishing Company. Sendo assim, a revista foi editada nos Estados Unidos até 1984.  
Além de Bolinha, Lulu divide suas aventuras com Aninha (sua melhor amiga), Alvinho (com quem dá uma de babysister), Plínio (o riquinho da história), Glória  (a menina esnobe), Juca e Zeca (estes últimos, integrantes do "Clube dos Meninos" ao lado de Bolinha).  

76 anos de muitas peripécias

- Nos gibis da Lulu, a menina sempre divide suas aventuras com seu diário. 

- Algumas séries de desenhos animados com a personagem e sua turma chegaram a ser produzidas e veiculadas. A primeira foi gravada entre 1943 e 1948 pela Paramount Pictures.



- Novos episódios foram produzidos no Japão pela Nippon Animation, entre 1976 e 1977, no formato Anime. O sucesso chegou a países da Europa e América Latina. 

- Nos anos 70, o canal americano ABC exibiu uma série especial com as personagens.

- No Brasil, a turma da Lulu chegou pela revista O Cruzeiro, em 1955. Já na TV, na década de 80 através das emissoras Globo, Record e SBT.



- A última série de desenhos foi produzida de 1995 a 1997. Com o nome de The Little Lulu Show, foi exibida nos Estados Unidos pelo canal HBO Family.




- Há dois anos a versão teen em quadrinhos da Lulu e sua turma foi lançada, mas perdeu a graça e a inocência. 



Fonte: Wikipédia 

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2011

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Ele/Ela

No filme Victor ou Victoria, Julie Andrews arrasa quando aparece tanto de vestido, quanto de terno. Saindo das telonas para o mundo da moda, muitas mulheres ficam um arraso quando vestidas com roupas masculinas.

A primeira pessoa a perceber que peças consideradas exclusivas para os homens caíam muito bem em corpos femininos foi a estilista francesa Coco Chanel, lá na década de 20, quando introduziu o estilo andrógino ao nosso guarda-roupa.

Com o passar dos tempos, a moda masculina virou tendência através de itens como os famosos sapatos oxford (super em alta este ano), peças de alfaiataria, suspensórios, chapéu panamá, coturnos e outros modelos "boyfriends".



Apesar de saídos dos armários masculinos, quando bem usados em nada prejudica a feminilidade da mulher. Pensando nisso, o Espetaculosas separou algumas dicas para você adaptar essas peças ao seu look. Confira!




Use a abuse dos modelos masculinos

- Ao optar por um terno de alfaiataria ou de black tie, use com um belo e feminino salto alto.

- Inove o visual misturando peças leves com outras pesadas, como sapato oxford + vestido leve.   

- Quer usar uma camisa masculina? Dê uma garimpada no armário de seu namorado ou irmão, pegue uma camisa bem transada e use com saia ou short. Se for sair a noite, opte por uma calça skinny ou um outro modelo, desde que bem justinha. 

- Garotas de atitude podem abusar de um look todo masculino. Mas para não perder a feminilidade, brinque com acessórios, penteados ou na maquiagem. 

- Já as mais tímidas, comece usando pequenas peças masculinas como gravatas,chapéus ou suspensório. Fica uma graça! 



É isso! Siga nossas dicas, coloque para fora o "macho" que existe dentro de você e arrase. Tenho certeza que você não vai se arrepender. 

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2011

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Vamos vadiar?

As mulheres estão  nas ruas tirando a maior “onda” nesta primeira década do século XXI. Se no passado o movimento era pelo direito político de votar, depois veio o de liberação sexual, neste a mulherada luta para corrigir as falhas das primeiras conquistas. A igualdade de gênero, por exemplo, não ficou bem definida. Por isso, agora, o mote é pela liberdade de se vestirem como gostam sem que sejam vistas como vadias.  

Segundo acadêmicos,  a história do movimento feminista se divide em três "ondas". A primeira onda se refere principalmente ao sufrágio feminino, movimentos do século XIX e início do XX, preocupados principalmente com o direito da mulher ao voto. A segunda onda se refere às ideias e ações associadas com os movimentos de liberação feminina iniciados na década de 1960, que lutavam pela igualdade legal e social para as mulheres. A terceira onda seria uma reação aos erros da segunda, iniciada na década de 1990.


Praia de Copacabana - RJ


Hoje, a luta das mulheres está centrada no direito à sua autonomia e à integridade de seu corpo. Por conta disso, há quem defenda o aborto e métodos contraceptivos desde que cercados por cuidados hospitalares de qualidade. Mas a ideia de “o privado é político, nosso corpo nos pertence” vai além de causas subjetivas. Elas querem mais  proteção, lutam pelo fim da pedofilia, da violência doméstica, assédio sexual e estupro. E foi nesse contexto que surgiu a "Marcha das Vadias", (SlutWalk, em inglês).

O movimento teve início no Canadá, em abril deste ano, depois que ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. O estopim da marcha foi a observação do policial Michael Sanguinetti  para que as mulheres evitassem se vestirem como putas, evitando serem vítimas de estupro.O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto. No Brasil, a marcha também chama atenção para o número de estupros ocorridos no país. Por ano, cerca de 15 mil mulheres são estupradas.


Av. Paulista - SP


As mulheres, durante a marcha, usam roupas provocantes como: blusinhas transparentes, lingerie ou apenas o sutiã,  minissaias, salto alto e muita maquiagem. De acordo com a antropóloga Julia Zamboni, essa é a  forma pela qual elas protestam contra a cultura machista ao serem chamadas de vadias. “Homens dizem que a gente é vadia quando dizemos 'sim' para eles e também quando dizemos 'não'. A gente é vadia porque a gente é livre”, sentenciou.

A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo, no dia 4 de junho de 2011. As redes sociais, como o Facebook, ajudaram muito na divulgação do evento dentro e fora do país. Mais de 6000 pessoas confirmaram presença na passeata. No entanto, parece que as brasileiras ainda sofrem com o medo de serem ridicularizadas: somente cerca de 300 pessoas compareceram, de acordo com a contagem da Polícia Militar. Outros estados seguiram a ideia como Recife,  Brasília e Rio de Janeiro.


Recife

 
Diferentemente das paulistas, as cariocas são descontraídas pela própria natureza. Assim, ajudadas pelo calor da Cidade Maravilhosa, as manifestantes percorreram a orla de Copacabana do jeito que a marcha sugere: pouca roupa. De acordo com o site Último Segundo, o evento reuniu cerca de 1.500 pessoas no dia 2 de julho deste ano. 

As integrantes do movimento levaram cartazes com palavras de ordem como o direito ao atendimento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) para vítimas de violência sexual, melhorias nas Delegacias Especiais de Atendimento às Mulheres (DEAMs) e a qualificação das delegacias não especializadas para atender vítimas de violência sexual e doméstica, com capacitação de agentes da segurança pública sobre diversidade sexual. 

A mais recente Marcha das Vadias de que se tem notícia é a da Costa Rica. Lá as mulheres se manifestaram contra as declarações feitas pelo bispo Francisco Ulloa, que no meio da celebração católica mais importante do país, em homenagem à Virgem de Los Angeles, afirmou que as mulheres devem vestir com "recato" e "pudor". Depois dessa, possivelmente outras “ondas” feministas virão e arrastarão, pelas ruas do mundo inteiro, quem estiver disposta a lutar por seus direitos.

Por Maria Oliveira

Publicado em agosto de 2011

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Meu pai


Meu pai morreu aos 50 anos, dois meses antes de começar a Copa do Mundo de 70. Ele adorava futebol e ansiava por ver o jogo da seleção canarinho, em cores, pela televisão. Não houve tempo. Sofreu um acidente de carro que o impediu de comemorar, ao lado de sua família, a alegria do tricampeonato brasileiro.

Começo a falar de meu pai, Hélio Brauns, e sua ligação com o futebol, porque foi nesse ambiente esportivo em que construí minha infância. Minha casa, em Vila Valqueire, era uma extensão do campo do Horizonte Futebol Clube, time fundado por ele em meado da década de 1950. Lá aconteciam as reuniões com os jogadores, e todas as táticas da peleja eram combinadas na varanda. Minhas avós criticavam muito aquela “movimentação de homens” na casa e até com certa razão: éramos quatro meninas e um só irmão nesse time. Mas minha mãe fingia que concordava com as matriarcas e apoiava o marido. Ela sabia da maneira correta com que ele conduzia suas duas equipes, dentro e fora do campo.

Nada de faltas desnecessárias e de confrontos agressivos. Era como papai advertia os jogadores para que ganhassem com técnica e talento, não apelando para jogadas sujas. Em casa, educava sem bater. Ensinava aos filhos os valores mais nobres como amor, humildade e respeito ao próximo, sem discurso, só na prática. Digo isso porque, ao abrir as portas de sua residência para jovens de diferentes classes sociais, independente de raça ou credo, ele dava exemplo de fraternidade e tolerância em um país tão desigual.

Papai era carismático sem saber. O dom vinha das atitudes, dos conselhos e da simplicidade ao tratar as pessoas. Seu Helio (centrismo) era reconhecido pela liderança espontânea, e o respeito que depositavam nele era extensivo à família. Sentíamos, pois, seguros ao redor dele. Desse modo, o legado que papai nos deixou foi além de um homem que amava sua mulher e seus filhos. Ele pensava também na boa convivência com os vizinhos. Tanto que, para estreitar os laços de amizade, promovia encontros festivos em ocasiões especiais.

Entretanto, nossa casa não era grande o bastante para tantos encontros. Por isso, papai teve a ideia de fundar um clube familiar na rua onde morávamos. Assim, ajudado por vizinhos, nasceu o Centro Social de Vila Valqueire. Foi nesse local que minha irmã Helielza, madrinha do Horizonte F.C, entregou uma flâmula do time ao ilustre João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Além disso, o palco do clube abriu suas cortinas para a garotada do bairro revelar seus dons artísticos na música, no teatro e na dança.

Com tanta habilidade de lidar com o público e privado, papai poderia ser um grande político. Porém, desse assunto ele queria distância. Tinha suas convicções políticas, mas evitava discussão acalorada sobre um partido ou candidato. Mesmo assim, um dia pude comprovar seu talento persuasivo. Pedi-lhe uma ajuda sobre um slogan para a campanha eleitoral do Centro Cívico Escolar (CCE). Tão logo embarquei na ideia sugerida por ele, convenci meu eleitorado de que minha chapa “reunia os melhores candidatos”. Vencemos as eleições e garanti o cargo de oradora do CCE até terminar o curso primário.

Meu pai acompanhou meus estudos só até a metade do meu Curso Normal. Faleceu antes que eu tivesse o privilégio de receber dele o anel de formatura. Na joia, havia uma estrela sobre o ônix significando “luz nas trevas”. Uma simbologia do magistério para enfatizar o papel do professor na construção do conhecimento. Para mim essa estrela teve outro sentido, e por sua luz eu conduzo a minha vida. Sou Helio (centrista) assumida.
 Por Maria Oliveira

Publicado em agosto de 2011

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