TOC, TOC, TOC

Você sabia que comportamentos repetitivos podem esconder desvio psicológico? Verificar várias vezes se trancou a porta, antes de sair de casa. Levantar à noite para conferir se o gás está desligado. Lavar às mãos excessivamente. Só conseguir comer em um tipo de prato ou determinado posicionamento na mesa.

Quem viu o filme Melhor é Impossível lembra que a personagem de Jack Nicholson tinha hábitos parecidos como esses, que o tornavam “maluco” aos olhos dos outros. Mas tais rituais nada mais eram do que sintomas decorrente de TOC.

O que parece “manias” aparentemente inofensivas, pode esconder um quadro de transtorno obssessivo compulsivo. E embora seja apontado como modismo, o TOC é mais sério do que você imagina.

Calma! A primeira coisa que se deve saber antes de preocupar-se é diagnosticar se o que você tem não passa de uma simples mania. Manias são comportamentos repetitivos, motivados por superstição ou crença. Ou seja, é algo corriqueiro. Qualquer um pode ter hábitos que não geram efeitos em sua vida.

Como por exemplo pessoas que só levantam da cama com o pé direito. De tanto fazê-lo, vira rotina. E com o passar do tempo, vai no automático. Nem percebe que está fazendo. É involuntário.

Já Obsessões são pensamentos ou idéias. Impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada, seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los.

Ao longo do transtorno o paciente é tomado por ansiedade ou desconforto acentuados. Ele tenta resistir, ignorar ou suprimi-los, com ações e pensamentos, reconhecendo-os como produtos de sua mente e não originados de fora.

Enquanto isso, compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão. Ou ainda, em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente.

São destinados a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, algum evento ou situação temidos. Em geral não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou são claramente excessivos.

Você tem TOC ou SOC?

Existe o SOC – sintomas obssessivos compulsivos. E o TOC – transtornos obssessivos compulsivos. A linha entre o SOC e o tipo leve de TOC é muito tênue, mas em geral o próprio paciente sabe que há algo errado.

Os portadores de TOC são críticos do próprio problema e consideram seu comportamento absurdo, mas não conseguem ter o controle da situação. O que acaba potencializando seu sofrimento.

Já os sintomas obsessivos são corriqueiros em nossas vidas. Pequenos rituais que não o tiram do eixo. Se não puder cumpri-los, isso não vai gerar nenhum tipo de penitência.

Enquanto a pessoa com TOC gasta até 15 horas concluindo seus rituais, o paciente com SOC não perde nem 10 minutos, caso se distraia com alguma outra atividade.

Grande parte da população sofre de SOC. Por exemplo, aquela pessoa que checa várias vezes se a porta do carro está trancada ou o gás desligado. É obsessivo porque ela precisa cumprir o ritual. E compulsivo por causa do número de repetições com que o executa.

De acordo com especialista, o SOC não interfere tanto na rotina do paciente. Embora pareça, não deve ser apontado como algo anormal. A não ser que se torne intenso. É aí que entra o TOC.

TOC é caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões tão severas que fazem o paciente dedicar grande parte do seu tempo com elas, causando desconforto ou comprometimento.

Até bem pouco tempo o TOC era uma doença rara, tendo smente os casos mais graves diagnosticados. Hoje sabe-se que existem vários níveis do transtorno, embora sua prevalência seja baixa. Não chega a 2% na população brasileira, mas é uma doença incapacitante já que a pessoa fica refém de suas próprias obsessões.



Os comportamentos obsessivos são causados por pensamentos, ideias, impulsos ou imagens que invadem a consciência, contra a nossa vontade, de forma repetitiva e persistente. A compulsão é realizada como forma a neutralizar ou reduzir os efeitos da obssessão e os tipos mais comuns envolvem atos de limpeza, verificação ou controle, repetições e sequência.

Normalmente é acompanhada de ansiedade e desconforto. Por exemplo, uma musica que não sai da cabeça ou a ilusão que possa haver um bicho debaixo da cama. Nas crianças aparecem como impedimento em pisar nos riscos da calçada, obrigatoriedade de contar as árvores ou os carros , na rua.

Estas idéias obrigatórias, quando exageradas e promovedoras de significativa ansiedade ou sofrimento, constituem quadro patológico. Há casos em que o paciente desenvolve ideias obsessivas com impulso suicida, como saltar de uma janela. Ou de agressão, geralmente nos filhos. A obsessão é acreditar que, diante de um mal estar súbito, a pessoa venha a perder o controle e executar, impulsivamente, aquilo que sugere tais idéias.

A doença não tem momento para aparecer. Não se sabe ainda os motivos do seu desenvolvimento, em compensação ela pode aparecer por vários motivos. Ataque de fúria, após um grave acidente ou até por estresse.



Uma variedade de anormalidades biológicas também têm sido associadas ao transtorno obsessivo compulsivo, na tentativa de estudar as causas desse problema. Como nascimentos traumáticos, epilepsia do lobo temporal e aumento de atividade metabólica no giro orbital esquerdo, constatado pela tomografia por emissão de pósitrons em pacientes Obsessivo-Compulsivo

Antes do toque bater à sua porta

A similaridade entre Obsessões e Fobias foi observada pela primeira vez em 1878 por Westphal, criador do termo “Fobias Obsessivas”. Seriam medos que dominam a consciência, apesar da vontade do paciente de suprimi-los.

A obsessão de doença e contaminação pode ser entendida como uma fobia, medo em torno da possibilidade de sofrer qualquer tipo de doença.

Ainda que o fenômeno obsessivo seja distinto do fenômeno fóbico, é bom ter em mente que ambos podem fazer parte de uma mesma moeda. Ou seja, a fobia originando obsessão e vice-versa.

Se você suspeita ter TOC, o mais importante é tentar observar seu comportamento. Notar se está gastando mais tempo do que deveria com hábitos rotineiros e se eles estão lhe causando algum tipo de sofrimento ou ansiedade, capaz de interferir em suas atividades diárias e de relacionamentos afetivos, profissionais e financeiros.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2010

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Um ato de violência

Uma palavra ofensiva seguida de risos e coações. Assim começa o Bullying, termo inglês que define ato de violência, intencional e repetitivo, tão perigoso quanto a agressão física.

Geralmente são praticados em grupo, mas podem vir individualmente (bully – valentão), e o objetivo é intimidar, agredir um outro indivíduo. Ou ainda, grupos de indivíduos que supostamente sejam incapazes de se defender.

Há também as chamadas vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinado momento acabam encontrando na agressão uma forma de reação às humilhações sofridas pela turma.

O bullying divide-se em duas categorias. O direto, cuja forma é mais comum entre os agressores bullies do sexo masculino. E o bullying indireto, ou agressão social, forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas.

Casos de agressão social são caracterizados por forçar a vítima ao isolamento social, e este isolamento é obtido através de técnicas como comentários maldosos, recusa em se socializar com a vítima, intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima e ainda criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo sua etnia, religião e limitações).




O bullying ocorre em lugares de maior sociabilidade, como escolas, faculdades, local de trabalho e bairros residenciais. Em qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. E geralmente a vítima tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças sofridas ou concretizações de violência física e até sexual.

Os atos de bullying configuram como ilícitos porque desrespeitam princípios constitucionais. A responsabilidade pela prática desse tipo de violência pode se enquadrar tanto no Código Civil - que determina todo ato ilícito, causador de dano a outro, à indenização - quanto no Código de Defesa do Consumidor, já que as escolas prestam serviço aos consumidores.

Muitas vítimas têm movido ações judiciais contra seus agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional" e incluindo as escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta.

Em maio deste ano a justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, em Belo Horizonte, a pagar uma indenização de R$ 8 mil. A vítima, uma garota de 15 anos, sofreu bullying ao ser incluída no G.E. - sigla para integrantes de grupo de excluídos-, devido a sua aparência.

As insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito e sem bunda. Os pais da menina garantiram que procuraram a escola, mas não conseguiram um retorno.

De acordo com uma psicóloga, que depôs no caso, a vítima se tornou uma pessoa triste, estressada e emocionalmente debilitada. Já o colégio, de classe média alta, não foi responsabilizado.

Já um caso ocorrido no pátio de uma escola dos Estados Unidos envolveu um aluno da oitava série, teve um desfecho diferente. Curtis Taylor estudava em uma escola secundária, em Iowa. O rapaz foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía espancamento e vandalismo de pertences. O fato levou a vítima ao suicídio, em março de 93. Alguns especialistas em bullies denominaram a reação do aluno como "bullycídio".

Os que sofrem o bullying podem desenvolver problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis. Um outro exemplo disso foi o ocorrido com Jeremy Wade Delle, rapaz que se matou em janeiro de 1991, aos 15 anos, dentro de uma escola na cidade de Dallas - no Texas.

O incidente ocorreu dentro da sala de aula, na frente de 30 alunos e da professora de inglês, e foi apontado como protesto pelos atos de perseguição que o adolescente sofria constantemente. Esta história inspirou a música “Jeremy”, interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam.

Segundo pesquisas, adolescentes agressores têm personalidades autoritárias somadas a uma forte necessidade de controlar ou dominar terceiros. E mais, comportamentos agressivos costumam ter origem na infância. Ou seja, estudos comprovam que a prática do bullying põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta.

Nos anos 1990 os EUA viveram uma epidemia de tiroteios em escolas, dos quais o mais notório foi o Massacre de Columbine. Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmaram serem vítimas de bullies, e que recorreram à violência somente depois que a administração escolar havia falhado em suas intervenções.

Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Por conta disso, colégios de diversos países começaram a desencorajar a prática do bullying, através de campanhas e programas que promovem a cooperação entre os estudantes, assim como treinamento de alunos moderadores.




Uma pesquisa realizada este ano, aqui no Brasil, com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns entre alunos da 5ª a 6ª séries.

17% dos entrevistados afirmaram estarem envolvidos com o problema, seja no papel de vítima, seja no de agressor e/ou dos dois lados. A forma mais comum por aqui é a cibernética, que surge a partir do envio de e-mails ofensivos ou difamações em sites de relacionamento, como o orkut.

No ano passado, uma pesquisa realizada pelo IBGE apontou as cidades de Brasília (35,6%) e Belo Horizonte (35,3%) como as capitais brasileiras com maiores índices de bullying. Já entre os casos destacados, em São Paulo uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam. Enquanto que em Porto Alegre, um jovem foi morto com arma de fogo.

Técnicas de bullying

Os bullies usam uma combinação de intimidações e humilhações para atormentar suas vítimas. Entre as técnicas utilizadas pelos bullies, estão: insulto, ataques físicos repetidos contra a pessoa ou sua propriedade, tomar posse ou destruir pertences, espalhar boatos negativos, depreciar a imagem da vítima, coação, ameaças, comentários depreciativos sobre a família da vítima, local de moradia, aparência física, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tomou ciência, cyberbullying - criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento –, chantagem e grafitagem.

O bullying em seus diversos ambientes

- Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente.

- O bullying em locais de trabalho, algumas vezes chamado de "Bullying Adulto", é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como um problema sério, apesar das pessoas acharem que seja um problema ocasional entre indivíduos. É uma intimidação regular e persistente.

- Entre vizinhos geralmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, como barulho excessivo que perturbam o sono e os padrões de vida normais. Esta forma de comportamento faz com que a vítima fique tão desconfortável que acaba se mudando.

- O bullying entre países ocorre quando um país impõe sua vontade a outro. Costuma ser feito por uso da força militar e as ameaças consistem em doações não entregues a um país menor ou ainda, a não permissão de um país se associar a uma organização de comércio.

- Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying militar como uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros. Ou ainda, infligir castigos ilícitos. Em alguns países rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem". Enquanto que em outros, jovens ou recrutas mais fracos podem ser encorajados pela política militar. Já as forças armadas russas fazem com que candidatos mais velhos, ou mais experientes, abusem, através de socos e pontapés, de soldados mais fracos e menos experientes.

Alguns famosos que sofreram bullying

Madonna - "Eu não era hippie ou fã dos Rolling Stones, então me tornei esquisita. Se você fosse diferente, os alunos eram bem perversos. As pessoas faziam questão de serem maldosas comigo", disse a diva à revista Vanity Fair em 2008. Mas quanto mais represálias às suas diferenças, mais Madonna reagia. Não depilava pernas e axilas, recusava-se a usar maquiagem ou se encaixar no modelo de garota convencional.

Steven Spielberg - O diretor de cinema mudou-se várias vezes de cidade em função do trabalho do pai. Sempre solitário, desengonçado e excluído, com sua câmera super-8 nas mãos, fazendo filmes caseiros das irmãs, Spielberg sofreu vários ataques antissemitas dos vizinhos e colegas de escola. Chegou a apanhar diariamente no recreio e ouvia as crianças berrando "Spielbergs, os judeus sujos".

Michael Phelps - O nadador que nas Olimpíadas de Pequim conquistou oito medalhas de ouro e bateu sete recordes mundiais, sofria déficit de atenção. Uma professora chegou a dizer que ele seria um fracassado. Sofreu bullying anos seguidos., Além do transtorno, era muito alto, magro, desengonçado e tinha orelhas grandes. Uma vez, seu boné foi jogado para fora do ônibus. Em outra, sua cabeça quase foi mergulhada na privada.

Kate Winslet - A estrela, indicada seis vezes ao Oscar antes de levar a estatueta para casa por seu papel em "O leitor", recebeu das crianças da escola o apelido de gorducha: "Outras meninas me provocavam terrivelmente. Eu simplesmente abaixava minha cabeça e aceitava isso. Era o meu jeito de sobreviver", disse à Parade Magazine. "Sofri bullying por ser gordinha. Onde estão elas agora?"

David Beckham - Um dos maiores jogadores de futebol do mundo sofreu bullying ironicamente por ser apaixonado pelo esporte. Quando adolescente, era um estranho no ninho. Enquanto seus colegas pensavam em diversão, ele focava no futebol. Recusava noitadas e bebidas e os agressores diziam que isso era coisa de "mulherzinha". Beckham está na campanha Beat Bullying. “O bullying é algo que todos nós temos responsabilidade de erradicar".



Fonte - depoimentos: Jornal O Globo

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2010

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Nadismo

Nada melhor do que não fazer nada...


Trabalho, faculdade, academia, família, filhos... Com a correria do dia-a-dia, fica cada vez mais difícil dedicar algumas horinhas para a gente. Seja para relaxar, seja para simplesmente não fazer nada. Certo? Para algumas pessoas até que não.

Fazer nada nos tempos de hoje não é sinônimo de vagabundagem e muito menos, significa ficar de bum bum para o ar. E sim, dedicar um tempinho para estarmos em contato com nós mesmos. E antes que você aponte esse papo como uma grande bobagem, saiba que o retorno, em virtude desse hábito, pode ser considerado benéfico.

E foi pensando nesse benefício que surgiu a prática do Nadismo, que nada mais é do que parar, se desligar, desconectar do mundo louco em que vivemos. Pausa essa que pode ter o poder de mudar o seu dia, a sua vida.

O precursor do Nadismo foi o designer Marcelo Bohrer. Durante uma viagem à Londres, o brasileiro percebeu que a correrira dos londrinos era na mesma proporção que a dos brasileiros. De volta ao seu país, decidiu levantar a bandeira do Nadismo. O que deu certo não só aqui, como lá fora também.




O movimento está ganhando cada vez mais força e destaque na mídia. Virou notícia em jornais, revistas, internet e até na TV. No último domingo o Fantástico, programa da Rede Globo, mostrou uma reportagem a respeito.

Graças ao aumento de adeptos, criou-se um clube de praticantes do Nadismo. Os integrantes se encontram, para não fazer nada, pelo menos uma vez por mês. O Clube de Nadismo foi inaugurado em 2006. Em 2009 chegou a marca de 5 mil membros espalhados pelo Brasil e em alguns países do exterior.



O criador do Nadismo também foi responsável pela escolha do símbolo que identifica o clube. Um cubo vazio, que simboliza a arte de não se fazer nada. Quando exposto durante os encontros, o cubo avisa, aos que passam pelo local, que aquela galera está ali para não fazer nada. E quem quiser, está convidado a participar.

Vale lembrar que sua prática é ideal para lugares a céu aberto, de preferência em parques. Mesmo assim, há os que fazem em escritório. O que não é de todo ruim, desde que desligue o monitor do computador. É necessário ainda abaixar a cabeça sobre a mesa ou, se deslocar para um lugar mais reservado.

E mais, o Nadismo não deve ser usado de forma que atrapalhe os afazeres diários e sim encarado como uma pequena pausa, que visa renovar as energias.

Mais informações através do http://www.clubedenadismo.com.br/

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2010

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Ecobag

É com essa que eu vou

Demorou, mas chegou. Desde o ultimo dia 16/07 que as sacolas plásticas, comuns em lojas, feiras livres e supermercados, estão proibidas de circularem. Está certo que, os estabelecimentos comerciais tem um prazo para se adaptarem a nova lei. Mas cabe também ao consumidor mudar sua rotina, tudo em prol do meio ambiente.

Não é de hoje que as ecobags surgiram, mas somente agora caiu no gosto popular. Seja para substituir a velha bolsa plástica, seja para dar um ar mais fashion ao seu visual. E falando sério, não é que são umas gracinhas?

Grande e estilosa, as ecobags – bolsas ecológicamente corretas – se tornaram peças essenciais na hora de fazer aquela compra. Hit da estação, virou febre no mundo todo e já domina o Brasil.




Percursora no mercado de ecobags, a designer inglesa Anya Hindmarch criou seu primeiro modelo com a seguinte frase "I'm not a plastic bag" (Eu não sou uma sacola de plástico).

A bolsa fez o maior sucesso, tanto lá fora, quanto aqui no Brasil. Seus exemplares, importados pela empresária Silvia Chreem, esgotaram rapidamente e ainda tiveram fila de espera.




Daí para outras grifes adotarem essa ideia, foi um pulo. Lá fora, marcas famosas como Hermès, Louis Vuitton e Stella McCartney providenciaram suas versões de ecobags.

Já aqui no Brasil, Cavalera, Maria Bonita e Blue Man, entre muitas outras, lançaram as suas durante exposição realizada no Senac, em São Paulo. O material na confecção das mesmas foi sarja sem tintura e algodão orgânico.

Save the Planet

A campanha em favor das ecobags começou com o objetivo de diminuir o consumo das sacolinhas de plástico, que causam poluição em oceanos, lagos e rios. Quando jogadas em lixões, elas demoram em média de 300 à 400 anos para se decompor. E o que é pior, enquanto isso liberam substâncias químicas na atmosfera.

Descobriu-se então que, graças a alta tecnologia, dá para se desenvolver produtos sem agredir a natureza. Como por exemplo, tecidos feitos de garrafas pet. Por isso que a ordem é aderir às sacolas permanentes.

O certo seria todos os supermercados, e estabelecimentos comerciais, distribuirem sua ecobag aos seus clientes. Mas, ao contrário do que já é feito nos EUA, aqui eles estão cobrando pelas peças. Algumas são bem baratinhas. Como é o caso das Lojas Americanas, em que custam um pouco mais de R$1,00. Mesmo assim, vale ficar de olhos abertos. E caso se sinta lesado, recorrer ao Procon.


Já para o fato de suas compras não derem na sacola - é claro que nem tudo irá caber nas ecobgas. Isso não faria bem à sua bolsa e muito menos, coluna -, a campanha agora é adotar também o uso das caixas de papelão. Lembre-se, todo supermercado deve tê-las para distribuir aos seus clientes. E por fim, ainda temos como opção o bom e velho carrinho de feira.


  
E antes que você se descabele por conta do funeral dado às sacolas plásticas, que durante muito tempo serviram para carregar seu lixo, aqui vai uma boa notícia. Aquele saco grande, encontrado nas cores preto ou azul, é bem melhor. Além de suportar uma quantidade maior de detrito, utiliza menos plástico por metro quadrado.

Moda Ecológica

Escolha seu modelo de ecobag e arrase. E o que é melhor, sem se preocupar com a estação. Afinal, essas estão liberadas o ano todo.







Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Agosto de 2010

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Direito à Dignidade

Ao desenvolver a capacidade de apreender o mundo pela razão, o homem foi criando, ao longo da Hstória, mecanismos de proteção que garantissem seus direitos individuais e coletivos. Tal visão permitiu não apenas resguardar a liberdade e propriedade, enquanto cidadão, assim como valorizou um elemento que só o ser humano possui: a Dignidade.

O Artigo V, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1948, garante que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”. Caso este artigo fosse respeitado na íntegra, pelos países-membros das Nações Unidas, estaria a Dignidade preservada e muitos conflitos políticos e culturais poderiam ser evitados.

Além do caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que foi condenada a morrer por apedrejamento pelo crime de adultério, outros episódios típicos de violação dos Direitos Humanos são noticiados todos os dias. No Afeganistão, o Talibã está sendo acusado de matar uma mulher grávida por ter cometido o mesmo crime pelo qual a iraniana responde. Chama-se Bibi Sanubar, e foi chicoteada e executada publicamente a tiros por milicianos.



A pena de morte por apedrejamento é descrito na Bíblia como uma condenação que visava reprimir o adultério para preservar o casamento e a pureza do lar. Se no Velho Testamento a Bíblia revela que a lei era cruel e sem piedade, no Novo Testamento demonstra compaixão pelas desgraças e misérias alheias: “Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra”, disse Jesus Cristo.

A interpretação do que seja adultério depende muito do contexto social e cultural em que foram estruturadas as leis e os costumes de cada povo. Entre os esquimós, por exemplo, emprestar a esposa ao visitante é sinal de hospitalidade. Segundo a lei islâmica, denominada Sharia, uma mulher adúltera deve ser enterrada até o pescoço e apedrejada até a morte. A sentença é decretada pelos tribunais religiosos e a tarefa final do castigo cabe aos moradores da cidade, ex-vizinhos, ex-conhecidos e, especialmente, familiares da parte ofendida.

No caso da iraniana, a parte ofendida ultrapassou a esfera familiar para se tornar um problema político internacional. Segundo a líder da Comissão Internacional contra a Pena de Morte e Apedrejamento, Mina Ahadi, a execução de Ashtiani não tem nada a ver em ser justo no Irã, e sim uma ferramenta política para a opressão e autopreservação do regime islâmico. Por outro lado, países como o Brasil tomam partido da situação com intuito de defender interesses comerciais ou geopolíticos.



Com a pressão da opinião pública, o governo brasileiro fez uma proposta formal ao presidente do Irã para que Ashtiani seja trazida para o Brasil. Para justificar tal decisão, o presidente Lula disse que tem que respeitar a lei de um país, mas se essa mulher está causando incômodo ao seu amigo Ahmadinejad e ao povo iraniano, que ela venha para o Brasil. Nessa manobra política, o que se discute agora não é mais a vida e nem a dignidade da mulher, prestes a morrer apedrejada, mas quem é “o Cara” da vez.

Entretanto, se um presidente diz que os valores defendidos pelos Direitos Humanos foram formulados para reforçar a dominação Ocidental, este não está preparado para conduzir uma nação, logo está longe de ser “o Cara”. O pedido que o presidente Lula fez à ONU para que fosse mais tolerante com os países que desrespeitam tais códigos humanitários, provam que o nosso governante não está apto a opinar sobre o destino de ninguém, muito menos de um povo.

Quando o problema sai da esfera política e entra na particular, a discussão pouco muda em relação à violação da dignidade humana. Basta estar atento aos noticiários para saber como crimes acontecem e ficam por isso mesmo, impunes, sem que haja justiça. No Brasil, muitas mulheres são espancadas pelo companheiro e se calam com medo do agressor ou por vergonha da sociedade As mais esclarecidas recorrem à Lei Maria da Penha; as famosas têm apoio da mídia. O caso do ator Dado Dolabella, condenado a quase três anos de prisão, por ter agredido a atriz Luana Piovani em uma boate, divide a opinião do público.

Por ser considerado famoso, bonito e pai de família, o ator acabou sensibilizando com arte. E foi talentoso ao reconhecer a paternidade de um filho fora do casamento, antes de ser condenado por agredir sua ex-namorada Luana. Com essa atitude, Dado Dolabella passou para o público a imagem de bom-moço. A mesma estratégia está sendo usada pelo goleiro Bruno, acusado de matar a ex-amante Eliza Samudi. Segundo foi noticiado pelo jornal O Globo, Bruno autorizou o exame de DNA para saber se o filho de Eliza é dele também. Caso seja confirmado, ele disse que vai pedir a guarda da criança.

Quando Bruno decidiu por esse caminho, certamente não foi porque estava pensando somente na criança, tampouco na dignidade dele já comprometida. Na verdade, o que ele almeja é a sua liberdade de volta o mais rápido possível. Teoricamente, essa liberdade foi colocada ao alcance de todos pela Declaração dos Direitos Humanos, uma conquista do homem pela Razão. Mas que razão teria a vida, se não pudéssemos gozá-la dignamente?
 
Por Maria Oliveira

Publicado em Julho de 2010

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Seja um jovem aprendiz

Se você é jovem e deseja logo ter uma profissão, chegou a sua hora. O CESAM é uma instituição da Rede Salesiana de Ação Social, que atua há 25 ano na cidade do Rio de Janeiro inserindo jovens carentes no mercado de trabalho.

Através de seu programa de capacitação, composto por atividades teóricas e práticas, o jovem aprendiz irá realizar funções dentro das instituições e empresas conveniadas, tendo todos os dieritos trabalhistas garantidos pela lei da aprendizagem.

Contando com uma estrutura adequada para a realização das atividades e uma equipe qualificada, que servirá de suporte para sua formação profissional, o programa consiste ainda em visitas periódicas de profissionais, ao local onde ocorre a capacitação. Assim como acompanhamento pedagógico, de forma a incentivar o menor carente em prol da ascenção escolar.

A ação social do Grupo Salesiano é uma atividade centenária. Voltada para um público de baixa renda, seu sucesso se dá graças a parceria com o CESAM e empresas que, assim como o grupo, acreditam no potencial desse jovem e na valorização do ser humano.

Saiba como fazer

Até o fim deste ano, 200 oportunidades para o programa de aprendizagem do CESAM estão previstas. Os interessados, dentro do perfil exigido, devem se cadastrar na instituição, no setor de admissão.

Para atender às exigências, o jovem precisar ter no máximo 15 anos e 08 meses, cursar a partir do 8º ano do ensino fundamental (período noturno), possuir identidade, C.P.F., Carteira de Trabalho e ser de família humilde (renda per capita de até ½ salário mínimo).

Contato através dos telefones: (21) 3297-9826/ (21) 3297-9827/ (21) 3297-9828.

Por Tatiana Bruzzi

Pubicado em Agosto de 2010

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Recordar é Viver

Uma amiga minha está apreensiva porque vai a um restaurante japonês pela primeira vez. Medo de não saber como se comportar, se vai gostar da comida e ainda, conseguir comer de palitinho. Essas coisas.

Falei para ela relaxar. Afinal, comer no japonês, italiano ou na carrocinha de cachorro quente da esquina, não tem que ser encarado como um bicho de sete cabeças. O importante e curtir o momento.

Essa história me fez recordar de uma do passado, que aconteceu quando eu estava na faculdade. Lembrei-me da minha primeira vez, no japonês. Era o mês do meu aniversário e na ocasião, outros dois amigos meus também faziam aniversário em datas próximas a minha.

Resolvemos sair nós três, para comemorarmos juntos. Fomos almoçar e decidimos que seria em um restaurante japonês, o Kotobuki. Chegando lá, meu amigo foi quem escolheu o cardápio e deu um intensivo de como agir.

Com toda a paciência do mundo, ele me explicou a diferença entre o sushi e o sashimi, além de me ajudar a segurar no palitinho e alertar sobre a tal raiz forte. É boa, mas não pode exagerar. Pois o próprio nome sugere o efeito que ela pode provocar em você. Rsrs.

Bom, eu encarei. Se estava na chuva, é para se molhar. E até que não me saí mal. Consegui usar o palitinho, saborear a comida e não fazer feio. Apesar de na primeira tentativa em que mergulhei o sushi no shoyo, o bichinho ter se desmantelado um pouco.

Por fim, entre mortos e feridos salvaram-se todos. Ou seja, tivemos um almoço de comemoração muito agradável. Ah, minha amiga até tentou. Mas deu para trás e ficou no bom e velho Mc. Donald’s.

Voltando de lá, fomos direto para o estágio. Lembro de chegarmos eufóricos, contando a experiência para nossa chefe. Ela riu, repreendeu minha amiga e depois me disse: “parabéns Josie. Temos que arriscar, nos abir para o novo. Se gostar, tudo bem. Se não, paciência. O importante é experimentar, sem medo de ser feliz.”

É, fui feliz naquele dia, naquela época. Lembro muito desse meu amigo. Pessoa paciente, mas com um toque de rabugisse. Não o vejo faz tempo e sinto sua falta. Mas, o bom é que ainda tenho comigo essa e tantas outras lembranças gostosas.

Bjs,

Josie!

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