O poder das redes sociais

A Luiza já voltou do Canadá, mas continua na boca do povo. A jovem brasileira de 17 anos ficou famosa quando seu pai colocou no ar um comercial para vender um empreendimento no Nordeste.

Usando a família no vídeo que mostra um amplo apartamento, ele diz algo como: “(...) por isso trouxe toda a minha família, menos a Luiza, que está no Canadá...”. Pronto! O vídeo foi parar no You Tube e a menina ganhou fama internacional sem querer.

É impressionante o poder das redes sociais em nossas vidas. Uma simples fala, um vídeo na Internet e um assunto qualquer, vira pauta por dias. Hoje, todo mundo já ouviu falar na tal Luiza, ainda que nem saiba quem é a menina. Crianças, adultos e até os vovôs brincam com este nome.

O jornalista e âncora do Jornal do SBT, Carlos Nascimento, abriu uma das edições do telejornal mencionando o caso. Segundo ele, ou o Brasil não tem mais problemas, ou o povo virou idiota para se preocupar com uma Luiza que nunca viu. Pode ter sido grosseiro em sua fala, mas o Nascimento tem razão. Não é a primeira vez que um vídeo qualquer cai na rede e vira sensação nacional só por ser engraçadinho.

E você, não sabe quem é Luiza? Tudo bem. Saber não fará grande diferença em sua vida. Ela já chegou ao Brasil, virou celebridade instantânea, como tantos BBBs por aí, e pode virar música para o Carnaval deste ano, mas é só isso. Em poucos meses nem se lembrarão que Luiza esteve no Canadá, mas os apartamentos que seu pai está vendendo, estes, com certeza, estão mais valorizados.

Por Sincer Ramalho

Publicado em Janeiro de 2012

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Desejo movido a álcool

O consumo de álcool ou substâncias psicoativas sempre esteve associado à liberação do comportamento e do desejo sexual contidos. Isto ocorre porque, em nossa sociedade, as censuras éticas, morais e sociais fazem com que a vontade do indivíduo não se concretize no ato. Entretanto, a ingestão abusiva pode afetar a conduta do usuário sob diferentes maneiras, razões ou circunstâncias, em diferentes contextos.
            
A ingestão de bebidas e psicotrópicos pode interferir na função sexual a partir da alteração de neurotransmissores, especialmente a serotonina, noradrenalina e dopamina; pela ação direta ou indireta na liberação de hormônios capazes de aumentar a libido: a energia vital, a fonte do desejo sexual.

Entretanto, alguns medicamentos, drogas ou álcool provocam alterações na libido. Um aumento patológico da pulsão sexual é também conhecido como vício do sexo ou ninfomania (em mulheres) e satiríase (em homens).  

Por outro lado, uma grande quantidade de álcool no organismo age como depressora do sistema nervoso central, contribuindo direta ou indiretamente para a disfunção da ereção, ressecamento vaginal e redução do desempenho sexual em ambos os gêneros, confirma o médico urologista Luiz Carlos G. de Oliveira. Além disso, as relações interpessoais são afetadas, aumentando o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis, considerando-se a ligação entre álcool e o sexo desprotegido.



O Ministério da Saúde estuda a relação entre violência e o uso excessivo de álcool e outras drogas para desenvolver um tema no âmbito do setor de saúde, dando atenção integral à população, de acordo com o estabelecido na Legislação em vigor para o Sistema Único de Saúde (MS, 2001). 

As reivindicações da sociedade civil por direitos à saúde, justiça e cidadania culminaram nas Conferências das Nações Unidas, que tratam do tema saúde e direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres e jovens. No que se refere à violência, destaca-se a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, que traz como foco principal o reconhecimento de que a violência doméstica, sexual e/ou psicológica contra a mulher é uma violação dos direitos humanos.

Entende-se por violência sexual contra a mulher qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso de força. (lei nº6. 11.340, agosto/2006). Se o emprego da força física for suficientemente capaz de sobrepujar a resistência da vítima, a fim de submetê-la à conjunção carnal, o ato é definido pelo art. 213 do Código Penal como estupro.  

O estupro pode ser decorrente da necessidade de poder, controle, dominação e satisfação sexual de seu agente. Pesquisas internacionais atestam o consumo de álcool em cerca de13% a 50% dos casos de estupro. Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), “há casos em que a vítima pode ser acusada pelo próprio estupro. Nesses casos, a presença de álcool e o tipo de resistência que a mulher usou contra o violador podem afetar a percepção de outros em relação ao ‘quanto’ a vítima estava disposta a participar do ato”.

Tal consideração da CISA  remete  à cultura segundo a qual uma mulher tinha de provar que havia tentado resistir ao ato para, então, caracterizá-lo como estupro. Também levava-se em consideração a maneira como a vítima estava vestida e até mesmo sua vida pregressa. 



A ocasião é propícia para se questionar a mistura etílica/sexual, pois o carnaval bate à porta e o folião quer  “botar o bloco na rua”. Vale lembrar que  a euforia da festa não deve ser estragada com excessos de bebidas e outras extravagâncias. Afinal, a batucada empolgante do samba, as marchinhas e uma companhia legal são ingredientes que estimulam o corpo a produzir adrenalina e a elevar os níveis de hormônios responsáveis pela libido. “Sexo é carnaval”, mas a bossa nova ajuda nas preliminares...

Por Maria Oliveira

Publicado em janeiro de 2012  

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Em harmonia com o seu ambiente



A escolha das cores de sua casa é uma tarefa muito importante. Afinal, além de trazer a sensação de limpeza e frescor, dá uma vibração especial ao ambiente. Porém, alguns cuidados devem ser tomado. A cor errada pode, ao invés de equilibrar, intensificar sensações desagradáveis. 



Pensando nisso, o Espetaculosas pesquisou o significado das cores para ajudá-la e fazer a escolha certa e viver de bem com a vida e o ambiente que você vive. Vamos lá!

De acordo com Angela Chapper, gerente de Marketing da Futura Tintas, cada tonalidade provoca estímulos distintos em nosso sistema nervoso. “Isso afeta diretamente as emoções, humor e sensações de bem-estar. As cores, comprovadamente, podem transmitir muitas sensações boas: paz, relaxamento, energia e harmonia”. Daí a importância da escolha de cores que reflita a personalidade de cada um.

CORES QUENTES


Cores quentes como laranja, vermelho e amarelo transmitem calor e vigor aos ambientes, além de estimular o otimismo, a generosidade e o apetite. Por isso recomenda-se usá-las na cozinha, por exemplo. Para iluminar e aquecer o ambiente da sala de estar, nada como mesclar o trio branco, preto e cinzento com uma pitada de amarelo, trazendo um estilo mais contemporâneo. O uso de espelhos favorece a multiplicação da luz, tornando o ambiente mais vibrante. Porém, por serem cores estimulantes, a utilização em quartos deve ser cuidadosa, pois podem prejudicar o sono e o descanso.



CORES FRIAS


Cores mais frias ampliam o ambiente. Os tons de azul e verde transmitem frescor, esperança e tranquilidade, além de proporcionarem um ar mais leve e jovem. Em uma cozinha para um casal jovem, por exemplo, pode-se mesclar detalhes na decoração em azul-marinho e verde cítrico. Já as paredes transmitem leveza com uma tonalidade de azul claro. As cores Verde e Lilás em listras de diversas espessuras podem ser utilizadas em um quarto infantil, por exemplo.   


CORES CLARAS


As cores claras também deixam os espaços mais amplos e leves. Para dar a sensação de amplitude no ambiente, prefira sempre os tons mais suaves e pastéis. As cores escuras, se aplicadas em todas as paredes, reduzem os espaços. Um detalhe importante é ter o teto sempre com o tom mais claro que as paredes. Toques coloridos, flores de tonalidades marcantes podem complementar o cenário, trazendo mais vida e boas vibrações aos moradores, amigos e familiares.

NOVOS TONS


Tonalidades como Berinjela, Alfazema, Cappucino são alguns dos lançamentos da Futura Tintas nesse ano. Para conferir sofisticação e ousadia a ambientes como sala ou quarto é aconselhável combinar uma cor suave no teto e nas paredes e um tom novo em apenas uma das paredes. Além dessas, outras sugestões da Futura são Tomate Seco, Tangerina, Azul Profundo e Chocolate na parede menor da sala ou do quarto, atrás do home teather ou da cabeceira da cama.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em janeiro de 2012

Agradecimentos: Futura Tintas/SP

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De cabeça feita


Eles são lindos, leves, chiques e estão super na moda. Estou falando dos chapéus, o verdadeiro hit desse verão que, além de belos, nos protegem do sol. Seja qual for o modelo, de abas curtas ou maiores, ele virou febre nas ruas de NY e de diversas cidades da Europa, até chegar aqui, no Brasil. 
Pensando nisso, o Espetaculosas resolveu listar os modelos espalhados por aí para ajudá-la a escolher o seu e dar um Up ao visual, que irá ficar muito mais despojado e moderno.
Para todos os gostos
Chapéu Fedora - Esse modelo possui as abas mais curtas e com uma curva no meio. Pode ser feito em palha ou outros materiais.
Chapéu Panamá – É perfeito para o verão por causa do material leve, uma palha especial. Parecido com o modelo Fedora, é fabricado no Equador, embora tenha esse nome. Cai em bem mulheres e homens.


Chapéu Caubói – É um dos mais conhecidos. Embora tenha o estilo caubói, é feito especialmente em palha por causa do verão. Quem tem o rosto oval acentuado deve evitar esse tipo de chapéu.
Chapéu Floppy – De visual setentista, é a grande tendência para o verão 2011. O modelo de abas largas e curvadas retrata a sofisticação. Geralmente é feito de feltro. Porém, há os em tecidos mais leves.


 Chapéu de palha - típico dos vendedores ambulantes das areias. Está liberado para a mulherada já que sempre faz sucesso. 



Por Tatiana Bruzzi
Publicado em Janeiro de 2012 

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Paleta de cores para o Ano Novo

O Natal já passou. É chegada a hora de pensar em qual roupa vestir na noite da virada, sem se esquecer que a cor da peça reflete no que mais se deseja para o próximo ano: amor, paixão, dinheiro, saúde...  

Você sabia que comunidades antigas expressavam esses desejos através de rituais? Jogava-se fora roupas e objetos, querendo eliminar de suas vidas tudo que estivesse envelhecido, e se banhavam em rios ou mar para acolher boas vibrações e renovar as energias. 

No Brasil, usar roupas brancas no Réveillon se tornou quase que uma obrigatoriedade. E dessa mania surgiram as superstições. Fazemos planos para o futuro, pensamos em como nos comportar e em nossas vestimentas. Como moramos em um país tropical, onde o sol reina a maior parte do ano, roupas leves são mais apropriadas. Assim como cores vibrantes que são a cara do verão. 

Relação de cores e seus significados

O que você deseja em 2012? Veja o significado de cada cor, escolha a que melhor retrata seu momento e arrase na virada do ano. 


Branco: Sugere pureza, ordem, simplicidade e hamonia. É expressiva, estimula os sentidos, realça o bronzeado, mas em excesso promove o cansaço e a depressão. 

Preto: É uma cor sóbria, indica o silêncio. Quando brilhante, sugere nobreza, distinção e elegância.

Cinza: Como as cores expressam o estado de nossa alma, o cinza revela que estamos com incertezas ou neutra. É o próprio símbolo da indecisão e da ausência de energia. Quanto mais sóbrio, mais se está desanimada e na monotonia.

Vermelho: Significa força, dinamismo. Funciona como estimulante, tem ação poderosa sobre o estado de ânimo. É uma cor quente e que deve ser usado com cautela, pois é enervante. Transborda vida e agitação. 




Laranja: Sua função é estimular e alegrar. É uma cor contagiante e quente, que transborda irradiação, expansão e é acolhedora. 

Amarelo: Ela age direto no nosso sistema nervoso central. É muito luminosa, vibrante e forte. Atrai a atenção com facilidade, estimula a ação, o encorajamento e as realizações. 

Verde: Cor universal da natureza. Tem efeito calmante, relaxante, frescor, harmonia e equilíbrio. 

Azul: Efeito calmante e repousante. Cor profunda. Preferida por adultos, pois traz uma certa maturidade. 

Roxo: Equivalente a um pensamento místico, ao mistério. Remete à nobreza e ao poder.

Marrom: Emana a impressão de algo denso. Sugere segurança e solidez. 

Rosa: É uma cor delicada, sugere feminilidade e afeição. É a tonalidade dos românticos e sonhadores.


Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Dezembro de 2012

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Nascimento, uma caixinha-surpresa

O nascimento de uma criança traz alegria à família, principalmente aos pais que esperam ter um bebê lindo e saudável. Entretanto, durante a gestação, podem ocorrer surpresas contrárias ao desejo de todos e só reveladas na hora do parto. São casos em que o herdeiro vem à luz com alguma deformidade que choca à primeira vista. A síndrome de Crouzon, por exemplo, constitui um dos tipos do grupo das craniossinostoses, denominação dada à soldadura precoce de uma ou mais suturas cranianas.

A síndrome de Crouzon ou disostose craniofacial foi descrita pela primeira vez no ano de 1921 por Louis Crouzon. Trata-se de uma deformidade em que a criança apresenta oxicefalia - malformação da caixa craniana onde a cabeça é achatada lateralmente, a testa muito levantada e a região occipital alongada para o alto; hipertelorismo - afastamento excessivo dos olhos, com alargamento da raiz do nariz, que toma sua forma de “bico de papagaio”; hipoplasia maxilar - uma ponte nasal deprimida.

Tais anomalias são consequências da compressão cerebral provocada pela fusão precoce das suturas cranianas, impedindo o aumento normal do cérebro da criança - que é de 85% nos seis primeiros meses em relação ao seu peso por ocasião do nascimento, e 135% no fim do primeiro ano de vida. Além de deformidade craniofacial, podem ocorrer cegueira, convulsões e algum grau de atraso no desenvolvimento mental, mas a parte física é a que fica mais afetada. Assim, a importância do diagnóstico precoce das craniossinostoses é óbvia - observa o neurologista Sérgio Rosemberg, chefe do setor de Neuropediatria da Santa Casa de São Paulo.

Segundo o neurologista, o diagnóstico pode ser feito ou suspeitado ao nascer: o crânio do recém-nascido mostra obliteração de áreas normalmente abertas, como as fontanelas. No momento do nascimento, os ossos que formam o crânio ainda não estão totalmente ossificados nem soldados entre si, uma condição extremamente útil para que a cabeça seja moldável e se possa deformar ao ser comprimida ao longo da sua passagem pelo canal do parto. Por conta disso, os ossos do crânio deixam, em alguns sectores da cabeça do bebê, alguns espaços entre si ocupados por uma membrana cartilagínea flexível, perceptíveis como áreas moles à palpação, designadas fontanelas e popularmente conhecidas por moleiras. Portanto, a soldadura precoce desses espaços ocasiona a craniossinostose.



A deformação craniana congênita inicia-se na vida embrionária e, na maioria das vezes, é de causa desconhecida. De acordo com os estudos publicados no compêndio “Pediatria, Diagnóstico+ Tratamento”, organizado pelo Doutor Jayme Murahovschi, nas formas pós- natais, o raquitismo vitamino-D-resistente, o raquitismo por deficiência de vitamina D, a hipofosfatasia, a hipercalcêmica idiopática, a hiperdosagem de hormônio tireoidiano no tratamento do hipotireoidismo podem provocar craniossinostose. Nas formas associadas a outras malformações congênitas, constituindo várias síndromes, a craniossinostose pode ser hereditária.

Além da Síndrome de Crouzon, existem outras sinostoses associadas a malformações, principalmente sindactilias (mãos e pés com fusão dos dedos), como a Síndrome de Apert e a Síndrome de Conrad (condrodistrofia com calcificações). De acordo com o médico do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein, Jairo Len, é fundamental o diagnóstico precoce para correção das alterações craniofaciais que necessitam de intervenção cirúrgica. O tratamento multidisciplinar é fundamental: fisioterapia, oftalmologia, fonoterapia, terapia ocupacional e psicopedagogia são alguns elementos importantes para garantir uma boa qualidade de vida.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em Dezembro de 2011

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O Natal e a crise

Dezembro chegou e a decoração dos shoppings já nos lembra de que “Então é Natal”! Logo, é tempo de gastar dinheiro com presentes e festas de confraternização. Mas é hora também de cautela ao se fazer um crediário, ou se deixar seduzir por ofertas que acumulem dívidas intermináveis. Afinal, como na versão de Claudio Rabello para a música de John Lennon /Yoko Ono, “o ano termina e nasce outra vez”.

O desejo de consumir é inerente à sociedade pós-moderna. Quem não participa dessa lógica é considerado um excluído, o que gera insatisfação e revolta. Assim aconteceu em Londres, em agosto deste ano, quando jovens de classes baixas saquearam e queimaram lojas.

Para o sociólogo Zygmunt Bauman, autor de livros voltados para o tema, como “Vida para Consumo”, o que aconteceu na capital britânica é um reflexo da desigualdade social e do consumismo exacerbado. E faz uma crítica a políticas engajadas ao sistema financeiro: “Busca da felicidade não deve ser atrelada a indicadores de riqueza”.

Outro movimento inspirado na desigualdade econômica, o Ocupem Wall Street, que começou em setembro no distrito financeiro de Nova York, se espalhou por demais cidades americanas e pelo mundo. Os participantes corroboram com a ideia de Bauman, ao dizerem que as estruturas políticas devem servir o povo e não apenas aqueles que acumulam riqueza e poder.



Em meio à crise financeira mundial, a boa notícia, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), é que o total de famílias brasileiras endividadas atingiu em novembro o menor índice do ano. Isso significa que a intenção de consumo das famílias (ICF) pode subir.

A notícia animou os varejistas que esperam um aumento de 10% a 15% nas vendas neste fim de ano. “Mesmo em ritmo menor, as famílias se mostram mais confiantes tanto em relação ao emprego quanto à renda, impactando poisitivamente no resultado mensal”, afirma o economista da Confederação, Bruno Fernandes.
Entretanto, pesquisas e teorias à parte, o que está em questão mesmo é a festa Natalina. Nesta, o consumidor, influenciado pela propaganda e pressionado pelos filhos que querem o presente prometido por Papai Noel, acaba se rendendo ao apelo das lojas. Resultado: compra no cheque pré-datado, cartão ou carnê, em prestações a perder de vista, e deixa o problema para o ano seguinte. Afinal, a recompensa do esforço virá nas carinhas felizes das crianças, ao desatarem a fita dos embrulhos, e realizarem o sonho de ganhar um playstation, uma bicicleta ou, no caso da menina, uma boneca da coleção Monster High. Então é Natal!

Por Maria Oliveira

Publicado em Dezembro de 2011

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