Rio+20: balanço final


Foram dez dias de encontros, sediados na cidade do Rio de Janeiro, onde líderes e representantes de 191 países se reuniram para a elaboração de um documento voltado para questões ambientais do Planeta. 

Mais conhecida como Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável terminou com protestos por parte de ONGs, instituições de pesquisa, empresários, além de cientistas e economistas que participaram do evento entre os dias 13 a 23 de Junho.

Enquanto na Rio 92 foi possível fechar a Agenda 21 e as convenções de combate à desertificação; de diversidade biológica; e de mudanças climáticas, vinte anos depois a cúpula da Rio+20 não conseguiu um acordo concreto porque alguns países usaram a crise econômica  global como desculpa para  um documento final tão enfraquecido.


Se por um lado a sociedade civil cobrou mais clareza quanto aos objetivos de itens relacionados à sustentabilidade, em contrapartida os chefes de Estado discutiram quem iria financiá-los. Ficou assim combinado: tais importantes conclusões foram agendadas para 2013, mas só serão colocadas em prática a partir de 2015.


Segundo o chefe negociador do Brasil, André Correa do Lago, o documento de 53 páginas é a definição da economia dos próximos 20 ou 30 anos. Estão no topo do acordo a erradicação da pobreza e a chamada economia verde, isto é, a mudança nos padrões de consumo e produção que sejam condizentes com os nove bilhões de habitantes previstos para o ano de 2050.


Enquanto no Riocentro a cúpula da Rio+20 não conseguia concluir as metas do encontro, o povo carioca e visitantes saíam às ruas em passeatas, se uniram aos índios, colaboraram com a instalação “Paisagem”, de ViK Muniz, e viram no Forte de Copacabana “Humanidade 2012”, exposição idealizada a partir do conceito de que ser sustentável é ser simples. Neste mesmo local, o grupo C40, formado pelos prefeitos das principais metrópoles do mundo, definiu que vai reduzir em 1,3 bilhões de toneladas a emissão de CO2 até 2030.

Outro ponto positivo da organização do evento foi fazer a população entender que deveria colaborar com a segurança da cidade e com o trânsito. Para tal, contaram com o poderio bélico e tecnológico das Forças Armadas, que vigiaram ruas, locais e pessoas. Além disso, os aeroportos redobraram a vigilância de voos domésticos, e cuidaram para que lixeiras fossem banidas das áreas de circulação de passageiros, a fim de que não servissem de armadilhas para  artefatos explosivos.


Em balanço final, a ONU afirmou que mais de US 513 bilhões foram mobilizados em compromissos para o desenvolvimento sustentável.  Agora, se esse dinheiro realmente será aplicado corretamente para que os seres humanos possam viver em perfeita harmonia com o meio ambiente, isso só saberemos daqui a 20 anos ou muito mais...

Por Maria Oliveira 

Publicado em Junho de 2012

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O que elas dizem a seu respeito


De acordo com especialistas, as unhas dizem muito da gente. Para saber, analisa-se seu formato e até as cores prediletas, que podem ser relacionadas ao seu momento atual.
           
Para saber mais a respeito dessa história, a seguir destacamos as características de cada formato de unha e suas cores, respectivamente. Confira!

Se sua unha é...

- Espaçosa: você tem o temperamento muito forte, do tipo pavio curto e ainda tem mania de perseguição.

- Quadrada: você é uma pessoa muito alegre e equilibrada. Perde um pouco da sua criatividade quando deixa de lado o “mundo dos sonhos”. 

- Concha: você é muito nervosa e estressada, do tipo que cria tempestade em copo d’água por conta do excesso de ansiedade.



- Amêndoa: você é muito criativa, bondosa e diplomática. Só deve evitar perder a atenção diante das idealizações.


As cores dos esmaltes

- branca: simplicidade, paz, tranquilidade e otimismo.
- vermelho: motivação, vitalidade, coragem, excitação e paixão.
- laranja: coragem, atitudes positivas, prazer e alegria.
- azul: revela o amor, afeto, tranquilidade e amadurecimento.
- amarelo: alegria, confiança, orgulho e ansiedade.
- verde: simula sensação de mistério, bem-estar, equilíbrio, saúde e esperança.
- roxo: aponta fantasia, introspecção, sentimentalismo e espiritualidade.
- rosa (s): quando o amor próprio está em alta. Pessoas altamente criativas e inovadoras.    

Dicas

Há momentos na vida em que não basta mudar a cor do esmalte, é preciso experimentar outras formas para sua unha. Porém, nada é muito fácil. Afinal, nem todas as mãos ficam com aquela cara de “unha de comercial”. Existe um jeito para descobrir qual é o formato da unha que mais combina com a sua anatomia, que começa com tamanho e forma natural, esquecendo as tendências do momento. 

- Geralmente, as unhas são redondas, ovais, pontudas ou quadradas. Além disso, há duas partes que devem ser levadas em consideração na hora de escolher um formato: o “leito da unha” e a lúnula (”a lua”), partes visíveis da matriz ungueal.
- A regra mais simples a seguir é aquela sobre a lúnula da unha (meia-lua): se ela for redonda, o melhor formato para a sua unha é o redondo. Se ela for quadrada, a unha também deve ser quadrada e assim por diante.

- Baseando-se no leito da unha, escolha uma unha quadrada com os cantinhos arredondados se ele for curto e baixo. Se ele for longo e grande, opte por unhas quadradas, longas e com os cantinhos arredondados.




- Já seu comprimento deve ser proporcional à longura do “leito da unha”. Para quem usa as unhas curtas, o melhor é lixá-las de modo arredondado. A oval é universal. Ou seja, combina com todos os tamanhos de unha. Enquanto que quem reclama de unhas diferentes umas das ouras, o formato quadrado continua sendo a melhor opção.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Junho de 2012 

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Vamos malhar?!


Estamos em ano de olimpíada e desta vez será a cidade de Londres que se prepara para receber atletas e turistas, amantes de esportes. O grande espetáculo esportivo terá início em 27 de julho e irá até o dia 12 de agosto. Ao todo, serão 39 modalidades em 26 esportes, disputadas pelos melhores atletas de todo o mundo.


Como o Espetaculosas está sempre ligado em tudo o que acontece por aí, reviramos o baú e listamos atividades que, um dia, fizeram parte da história dos Jogos Olímpicos.  Sendo assim, que tal conferir as curiosidades que preparamos para você?

Esportes que já foram olímpicos

12 horas de ciclismo – A única prova aconteceu nos Jogos Olímpicos de 1896, em Atenas, Grécia e somente dois atletas conseguiram completá-la, pedalando incansáveis 12 horas.

Escaladas de cordas – Consentia na escalação de uma corda, com 14 m, utilizando apenas os braços e as mãos. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas, de 1896 até a 1932, em Los Angeles, EUA.

Pancrácio – Nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga era uma espécie de luta vale-tudo muito violenta: valia de tudo mesmo.



Levantamento de peso com uma mão – Esse tipo de esporte ficou ausente nos Jogos Olímpicos de 1904, em Saint Louis, EUA. Hoje, os levantamentos de peso são feitos com as duas mãos.  

Jeu de Paume (Jogo de Palma) – Foi introduzido nos Jogos Olímpicos de 1908, em Londres, Inglaterra, e os jogadores rebatiam uma bolinha usando apenas as mãos.

Lançamento de dardos e discos com as duas mãos – Essa prova foi disputada apenas nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, Suécia, em 1912. Hoje, os lançamentos são feitos apenas com uma mão.

Artes – De 1912 a 1948, a música, a pintura, escultura, desenhos e literatura eram algumas das modalidades praticadas nos Jogos Olímpicos.

Beisebol – Muito popular nos EUA e Japão, o esporte fez parte pela última vez como olímpico nos Jogos de 2008, em Beijing, China.

Patinação Artística no Gelo – Antes de ser um esporte dos Jogos Olímpicos de Inverno, curiosamente a patinação no gelo fez parte dos Jogos Olímpicos de Verão até 1920, em Antuérpia, Bélgica.

Arremesso de pedra de 6,4 kg – Fez parte apenas dos Jogos Olímpicos de 1904, em Saint Louis, EUA. E as pedras tinham que pesar 6,4 kg.

Cabo de Guerra – Embora muitos assimilemos com uma brincadeira de criança, ele foi considerado esporte olímpico em 1900 e 1920, nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, Bélgica.

Corrida de Bigas – Fazia parte dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga. Cerca de 40 bigas competiam, tendo que completar 12 voltas em uma pista de 1250 m.




Nado a distância subaquático – Os competidores nadavam a maior distância possível debaixo d’água e sem respirar. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris, França.

Corrida de Barcos a Motor – Foi nos Jogos Olímpicos de 1908, em Londres, Inglaterra, que aconteceu a primeira e última disputa com veículos motorizados.

Nado Sincronizado Solo – Embora sejam necessárias duas pessoas para haver sincronismo nessa modalidade, o nado sincronizado também existiu somente para um participante nos Jogos Olímpicos de Verão, de 1984 a 1982.

Natação com Obstáculos – No meio da competição, os nadadores tinham que escalar um mastro, nadar debaixo d’água e pular sobre barcos no Rio Sena. Esteve presente apenas nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900.



Ginástica com Clavas – O ginasta segurava duas clavas grandes de madeira e era obrigado a fazer movimentos sem se separar delas. Fez parte dos Jogos Olímpicos de 1904, em Saint Louis, e de 1932, em Los Angeles, ambos nos EUA.

Pólo – Devido ao alto custo com o transporte e o cuidado com os cavalos, o Pólo participou pela última vez como modalidade olímpica em 1936, na cidade de Berlin, Alemanha.

Fonte: McDonald's
Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Junho de 2012 

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Espelho, espelho meu...


“Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?” A frase, eternizada pela voz da madrasta da Branca de Neve, nunca fez tanto sentido em um mundo narcisista como o nosso, onde o poder da imagem é incalculável.

Dizem que quem vê cara não vê coração. Verdade ou não, os espelhos têm um imenso poder de fascinação. Seja pela sua beleza e brilho, seja pela imagem refletida nele.

O homem se viu pela primeira vez através do seu próprio reflexo na água, reconhecendo sua imagem e agregando outros elementos que determinavam a compreensão de sua própria identidade. A partir dali, junto ao processo de dominação da natureza, os espelhos ganharam espaço e importância na nossa sociedade.

De acordo com pesquisadores, a primeira tentativa de se fabricar um aconteceu há cerca de 3000 A.C., através do polimento de metais e pedras. Longe de parecer com os atuais, os modelos refletiam apenas os contornos de uma imagem distorcida.

No final do XIII é que os espelhos com melhor nitidez foram fabricados, combinando uma camada de vidro e uma fina lâmina de metal, revelando nitidamente as feições de quem surgia à frente.

Mas, por se tratar de uma grande novidade do mercado, eram raros e muito caros. Para se ter ideia, entre os séculos XV e XVI, um espelho de proporções médias valia mais que pinturas renascentistas ou um navio de guerra.



Sua popularização começou somente no século XVII, quando o rei Luís XIV designou um de seus ministros para subornar artesãos venezianos, que possuíam uma técnica de fabricação. Assim, os franceses conseguiram construir o lendário salão de espelhos no Palácio de Versalhes.

Com a Revolução Industrial, os espelhos começaram a baratear, facilitando sua entrada em ambientes domésticos, das mais variadas classes sociais, como um dos objetos de decoração mais procurados. Hoje, mais que um simples observador da vaidade, são utilizados também no funcionamento de máquinas e nos estudos dos princípios da Física.


Lendas e mistérios


A gente sempre ouviu falar que a imagem do vampiro não reflete no espelho porque o objeto capta nossa alma. Além desse, há muitos outros mitos envolvendo a história desse objeto sedutor. Entre eles, a de que sugam nossa energia ou que nos mais antigos estariam as almas de todas as pessoas que nele já olharam.

Verdade ou lenda? O Espetaculosas separou algumas dessas histórias curiosas  para você. Confira!

  
Sete anos de azar

Dizem que quem quebra um espelho tem sete anos de azar. A crença vinda de povos primatas, que perdurou até o início do nosso século, se deu pelo hábito de associar a imagem do espelho a uma versão do original. Portanto, se você danifica o objeto, automaticamente estará danificando a imagem nele refletida: a da sua alma. 

Já o longo período de sete anos se justifica na crença de que esse seria o tempo para o corpo se renovar por inteiro. Inclusive, sua imagem.

E se você teve o “azar” de quebrar um espelho, saiba que há uma solução para afastar o mau agouro: lavar os cacos em um rio que siga para o sul, levando junto a má sorte ali deixada. Ou ainda, enterrar na terra e se livrar do mal potencializado.

Espelhos cobertos

- No tempo da nossa avó era comum cobrir espelhos durante uma longa e assustadora tempestade, isso porque se acreditava que o objeto atraía raios.

- Já os dos quartos eram cobertos para evitar que a alma de quem dormia ali saísse do corpo e ficasse presa nele.

- Enquanto que o ato de cobrir o espelho na casa de alguém que morreu ocorria para evitar que a alma do finado não levasse consigo a de algum morador da casa.


Bloody Mary - a maldição do espelho

Em 1978, o especialista em folclores Janet Langlois publicou nos Estados Unidos uma lenda que até hoje aterroriza jovens do mundo inteiro: Bloody Mary, conhecida também como A Bruxa do Espelho.

Mary teria sido executada, há cem anos, acusada de praticar magia, e encontrado uma forma de se vingar. Mediante uma espécie de ritual: uma jovem, envolta em um cobertor, vá para o banheiro e quando o relógio bater 13 vezes, ela sussurra seu nome: “Bloody Mary.”, ela aparecia e matava a pessoa que chamava por ela.

Há quem confunda a história da “Bruxa do Espelho” pela da Maria Tudor (Greenwich 1516 – Londres 1558). Filha de Henrique VIII e de Catarina de Aragão. A jovem tornou-se rainha em 1553 e se esforçou para restabelecer o catolicismo na Inglaterra. Suas perseguições contra os protestantes valeram-lhe o codinome “Maria, a Sanguinária” (Bloody Mary).

Em 1554, ela casou-se com Filipe II da Espanha e essa união não agradou a população da França, ocasionando em uma guerra desastrosa, que levou à perda de Calais (1558). Dizem que para manter sua beleza, a Rainha tomava banho com sangue de jovens garotas, o que jamais se comprovou.
O preço da vaidade
Mito da Grécia antiga, Narciso se apaixonou pela própria imagem refletida em um lago e morreu de inanição, ao passar o resto da vida tentando acariciá-la.

A história serve para mostrar que a beleza, assim como o reflexo, é efêmera e transitória. Portanto, a quebra da imagem representaria sua própria morte.
Curiosidade:

Dizem que ficar lado a lado de uma pessoa com energia negativa, frente a um espelho, é perturbador. Pesquisas mostram que tensão é energia negativa e o espelho reflete uniformemente, tornando a incidência sobre você muito maior. 

Sendo assim, se você estivar relaxado procure não se aproximar de quem esteja tenso. E se for ao contrário, evite prejudicar seu amigo.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Maio de 2012

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E viva o inverno!!!


Gente, o inverno está aí, batendo à nossa porta. E você se pergunta: Com que roupa eu vou? Bem, decidida a resolver esse dilema no universo feminino (e também do masculino) saí às ruas em busca da resposta. Olhei vitrines, perguntei, pesquisei. Eis aqui as dicas para a estação mais charmosa do ano.

Estampas animais – Estão em alta, onças, zebras, leopardos e até vacas...mas cuidado, a linha entre o brega e o estiloso é muito tênue...Apesar de o brega estar na moda evitar exageros é sempre bom. Escolhe apenas uma peça de roupa ou um acessório com a estampa , que também estará presente nos sapatos. Ah! E eles também podem! Mas pra usar tem que ter estilo.




Xadrez – Mais democrático que a estampa animal, o xadrez ou quadriculado está de volta. A novidade agora são as camisas estilo masculinas usadas por elas. O estampa está presente nas roupas, barras da calças e também para os pequeninos. E viva São João!



Jeans estampado – Uma coisa que também vi, surgindo ainda meio tímida nesse turbilhão, foram os jeans estampados. Foi uma febre quando era criança e tudo indica que a moda vai voltar. Flores, desenhos geométricos, poás...vale tudo. Como nosso inverno não é dos mais rigorosos, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, dá pra ousar combinando com shorts e meias grossas; essas continuam em alta nesse inverno.


Acessórios – Confesso que aí está a minha predileção. ADORO! Pulseiras, cordões, brincos... Mas o que vem chamando atenção das meninas nesse inverno é o mix de pulseiras. Isso mesmo! São várias, de vários tamanhos e cores misturadas, onde você poderá criar um visual moderno e autêntico, que tenha a sua cara.



No mais, os cabelos estarão mais curtos e mais escuros, em tons avermelhados e chocolates. As unhas e a maquiagem também seguem a mesma tendência, os tons quentes estarão em alta. Botas também nunca saem de moda, cano alto, médio, com ou sem salto...é só escolher a que melhor combina com seu guarda roupa. As luvas, boinas e cachecóis também serão bem vindas na composição. Agora é só escolher seu estilo e montar o visual pra curtir o frio.

E então, o inverno é ou não é a estação mais charmosa do ano?

Por Luciana Leira

Publicado em maio de 2012



   

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A difícil arte da escolha


Você sabe quanto custa um CD? Depende! Mas um CD original, comprado na loja é sempre muito mais caro do que um CD pirata, desses vendidos no mercado informal. Esse texto não tem nada a ver com certo e errado e sim com preço. A autenticidade tem seu preço, e quase sempre é muito caro.

Sempre me considerei uma pessoa autêntica, que busca acima de tudo ser verdadeira e tentar ao máximo encaixar minhas opiniões e conceitos no meu dia a dia e no meu convívio em sociedade. Isso desde sempre. Ma confesso, não é fácil. O mundo, a mídia, as pessoas em torno tentam fazer de você um padrão.

Acho que tudo começa na escola: se você não aprende a raiz quadrada é burro! Mas e o meu talento para artes ou música? Esquece! Parecemos robozinhos em série, se você não acompanha, não serve. E assim segue pela vida adentro.

Na adolescência (Ô fase difícil...) se você não se enquadra em algum grupo, te excluem...Daí vem o bullying, os preconceitos, a intolerância, que muitas vezes te seguirão pela fase adulta. Essa, sem dúvida a mais cruel de todas...Tá namorando? Já casou? Ih, ta encalhada... Como assim não vai ter filhos? Gay? Ai meu Deus!

Acredito que para as mulheres ocidentais isso ainda seja mais cruel. Temos que ser profissionais, mães, magras, lindas e bem dispostas. Há alguns meses atrás, resolvi sair de um emprego estável para ser mãe. É, isso mesmo! Poder acompanhar o crescimento da minha filha de perto, ser um pouco mais de dona de casa, coisa que nunca fui por completo. Vocês não podem imaginar o bombardeio de críticas e opiniões que escutei.

Cobrança e mais cobrança. E a pessoa, fica no meio das escolhas que ela queria fazer e das escolhas que caberiam melhor para cada situação. E só lá no final é que, às vezes, pode-se perceber que não era bem aquilo que se queria. Então, ficou tarde demais. Não queria que isso acontecesse comigo. Na verdade, acho que ninguém quer.

Por outro lado, se você faz escolhas de acordo somente com a sua opinião e seu bem estar é taxado de egoísta, antissocial, antipático. E confesso, não dá pra ser feliz sendo criticado o tempo todo.

O que nós precisamos é escolher certo, escolhas que nos façam bem e que também nos permitam “transitar” por esse mundo louco, sem causar maiores danos; a nós e aos outros.

E não venha me dizer que você não teve escolha. Sempre temos uma escolha. Pode não ser a ideal, mas ela existe. Precisamos ser autênticos e fiéis aos nossos sentimentos e ideais. Pesar os prós e os contras e seguir adiante. E lembrar que o mais importante nessa vida é ser feliz.

Por Luciana Leira

Publicado em Maio de 2012   

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Herança dolorosa


A incapacidade, ou seja, a falta de condição de realizar tarefas ou aptidões causa um enorme sofrimento e, por conseguinte, baixa autoestima. Mais grave ainda, se a perda de habilidade ou função ocorrer devido a alguma doença. Isso é o que acontece a pacientes que sofrem da síndrome Machado-Joseph. 

A síndrome de Machado-Joseph é uma doença crônica, hereditária e dominante que afeta estruturas neurológicas responsáveis principalmente pela coordenação dos movimentos e equilíbrio. Entre essas manifestações, poderá haver dificuldade para caminhar e pegar objetos, além de sintomas como alterações na fala, dificuldade para engolir, visão dupla e parkinsonismo, isto é, perda dos movimentos espontâneos do rosto, que se tornam mais lentos.

Também conhecida como ataxia espinocerebelar do tipo 3 (ou SCA 3), a manifestação ocorre devido a uma expansão do trionucleotídeo, presente no cérebro, que afeta a produção de uma proteína chamada ataxina 3. Esse mecanismo provoca um processo degenerativo no sistema nervoso. A doença pode atrofiar cerebelo, tronco cerebral, medula, nervos periféricos e núcleo da base cerebral
O nome clássico da doença foi dado em homenagem às famílias açorianas Machado e Joseph, primeiras a manifestarem os sintomas. Entretanto, existem relatos de que a doença surgiu na Ásia há sete mil anos e depois se espalhou para Europa e outras regiões. No Brasil, chegou com a colonização portuguesa e corresponde a 80% dos casos no Rio Grande do Sul, e em São Paulo entre 40% e 50%. A incidência é de 0,3 a 2 pessoas acometidas a cada 100 mil habitantes no mundo, segundo especialistas.




O gene responsável pela doença foi descoberto em 1994, e atinge pelo menos três gerações de uma mesma família. As chances de ser transmitida do pai para o filho são de 50%. Geralmente, a doença se manifesta na idade adulta, entre 35 e 50 anos, podendo surgir mais tarde ou mais cedo conforme a gravidade.

Felizmente, a Machado-Joseph (DMJ) não causa danos mentais aos pacientes. Mas, ainda que se mantenham lúcidos, inteligentes e com a memória normal, muitos sofrerão de depressão e de isolamento social. A dificuldade de comunicação, por exemplo, devido a distúrbios da fala, leva a esse comportamento. Porém, os sintomas podem ser aliviados com acompanhamento de neurologistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, além do apoio familiar e de amigos.

Embora ainda não exista um tratamento que interrompa o curso ou prevenção da doença, entre as pessoas ainda sem sintomas, há uma equipe da área de genética do Hospital de Clinicas de Porto Alegre empenhada no assunto. O grupo estuda há 15 anos a doença e testa em voluntários o uso do Lítio, como um neuroprotetor. Segundo a chefe da equipe, Dra. Laura, o objetivo do experimento é impedir o dano neurológico, e o resultado da pesquisa poderá ser revelado no próximo ano.

Por Maria Oliveira

Publicado em Maio de 2012

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