Lugar de coreto é na praça

Em cada cidade ou bairro existe uma praça, espaço central aberto onde o povo elegeu como local de suas concentrações. Para lá se desloca a multidão quando convocada a participar de manifestações religiosas, políticas ou de lazer. Passar pela praça significa participar da vida urbana. No Carnaval, em particular, lugares públicos retomam diferentes formas de convivência.

Nos festejos de Momo, o reduto das crianças e aposentados sai da rotina para receber foliões e blocos de rua. Com isso lucra o comércio local, que se organiza e banca a decoração das ruas e do coreto. Não é à toa que, desde 1972, a Riotur promove o Concurso de Coretos de Bairros com o intuito de incentivar a população a brincar o carnaval em seu próprio bairro.

Com a revitalização do carnaval de rua, espaços livres de construção resgatam o papel urbanístico e social para o qual foram concebidos. Desse modo, o exercício da cidadania se faz necessário, uma vez que o comportamento do usuário tem que estar de acordo com as normas estabelecidas para o bem-estar comum.



Normas que obrigam a Prefeitura do Rio a instalar banheiros químicos nas ruas, e cobram do folião uma conduta adequada e civilizada para usá-los. Por conta disso, propagandas foram lançadas na mídia com a finalidade de ridicularizar os mijões e conscientizá-los de que a prática é crime contra o patrimônio público e atentado ao pudor.

Tarefa difícil por ser uma festa popular, em que pessoas de diferentes origens e papéis sociais se aglomeram e dançam conforme a música. E não existe música mais contagiante do que as marchinhas e sambas de enredo. Os componentes das bandas acreditam nisso. Do coreto, eles incrementam as batidas do tambor e aumentam o som dos metais para fazer o povo pular sem parar.



Assim, o lugar da praça fica reservado ao congraçamento dos cidadãos em dias especiais. Símbolo e ponto nevrálgico de encontros para diversos fins. Que esses fins sejam em prol da liberdade de manifestar direitos, desejos e alegria de forma pacífica e educada. Para o povo basta um coreto. Quem gosta de palanque é o político.

Por Maria Oliveira

Publicado em Março de 2011

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O carnaval do bate-bola

A fantasia predispõe o folião a brincar o carnaval com mais liberdade. Por trás de uma máscara preserva-se a identidade e afasta-se o medo de transgredir. O medo, entretanto, fica do lado de fora, na cara de quem vê um mascarado na rua. Correr de um clóvis é uma experiência pela qual já passou todo suburbano que se preza.

Clóvis ou bate-bola é o nome de uma fantasia carnavalesca característica dos subúrbios cariocas, principalmente os das Zonas Norte e Oeste. O nome é uma derivação da palavra “clown”, que significa palhaço em alemão.

A fantasia se assemelha muito com a roupa de palhaço porque é bem colorida e farta em babados, cujo efeito belíssimo se mostra na coreografia do grupo. Além de uma sombrinha, trazem na mão uma bexiga de boi ou de plástico para fazer barulho, fora chocalhos e apitos que aterrorizam a criançada e marmanjos também.



Muito comuns, principalmente nos subúrbios de Marechal Hermes e Bento Ribeiro, os blocos de bate-bolas são temidos porque se aproveitam do carnaval para resolver antigas rixas entre gangues do lugar.

Por conta disso, há sempre confronto e violência quando grupos rivais se encontram. A provocação vai desde a sofisticação da indumentária e apetrechos de mão, até a composição de hinos de funk cantados em carros de som.

Felizmente, o espírito carnavalesco está superando o da violência gratuita entre os blocos. De tanta repressão policial, os competidores voltaram a pensar mais na brincadeira em si.



Prova disso é que cada vez mais imprimem rigor técnico na confecção das fantasias, modernizam o tema, mas não abandonam a máscara diabólica que ironiza o público com uma chupeta na boca.

O nível de aprimoramento da fantasia de clóvis chegou a tal ponto, que costureiras especializadas cobram em média mais de mil reais por cada uma. É um mercado que cresce vertiginosamente graças à volta do Carnaval de rua, e à mobilização de blocos em torno de uma estética própria.



Estética que estimula o desejo de expressar uma relação entre o real e o imaginário. É pela fantasia que podemos ser tudo por um dia, mesmo que, na quarta-feira de cinzas, a bola do clóvis murche, a máscara caia e o palhaço perca a graça.

Isto é carnaval!

Por Maria Oliveira

Publicado em Março de 2011

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Caia na Gandaia com a roupa certa


Com o carnaval se aproximando, quem é adepto da folia começa a planejar seu roteiro para cair na gandaia durante os quatro dias de festa. Mas tão importante quanto decidir seu itinerário, é preocupar-se com o que vestir. Garantindo looks bonitos, leves e o que é melhor, que lhes deem movimento e permitam que seu corpo respire.

O primeiro passo a ser dado é adequar peças ao tipo de evento que você pretende ir. Na dúvida, opte por short jeans e regatas em tecidos leves, como algodão. Ou ainda, bermuda e camiseta de malha.



O short jeans sempre foi indispensável ao Carnaval, pois alivia o calor e deixa nós, mulheres, bem mais a vontade na hora de seguir atrás do trio elétrico. Já as bermudas de malha, assim como em academias, nos dão movimento.



Mas se você curte mesmo uma mini saia, não precisa abir mão dela. A dica é usá-la sempre com um shortinho por baixo, que pode ser de lycra ou elanca. Evitando futuros “incidentes” e mantendo a compostura.

O macaquinho, um dos hits desse verão, também é perfeito para pular carnaval. Além de confortável, quando cheio de bolsos se tornam muito práticos. Ao invés de mochilinha nas costas, coloca-se nos bolsos dinheiro, documentos, chaves, celular e até um batonzinho.



Já os de malha leve, tipo tomara que caia, são ideias para quem pretende curtir bailes de carnaval em clubes e casas noturnas. Combinado com um bom salto, dá um ar moderninho e sexy a foliã.


Falando em salto alto, lembre-se de usá-los apenas em bailes fechados e de preferencia, à noite. Na rua, use e abuse de tênis tipo keds ou sapatilhas em tecido, tipo moleka. Dessa forma, evita-se tombos. Afinal, você não quer terminar o carnaval com o pé engessado.



Chinelos e rasteirinhas também podem, mas de preferência na praia ou lugares que não estejam superlotados. Assim, você não corre o risco de sofrer e/ou se machucar com pisões desagradáveis.

Definida a roupa, é chegada a hora de escolher os acessórios. Colares coloridos, flores ou arranjos de penas no cabelo, são peças simples, baratas e sempre garantem um visual alegre.




A maquiagem também pode ser um pouco mais forte e com brilhos. Uma ótima dica é o uso de estrelinhas adesivas, que podem ser colados no rosto, pescoço e ombros.



É isso! Agora é só escolher o visual que melhor combina com você, montar seu look e curtir bastante o carnaval. Sem deixar de lado a alimentação e a hidratação. O Espetaculosas alerta: beba sempre muita água.

 
Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Março de 2011

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Por uma pele mais saudável

O verão chegou e com ele, o aumento da temperatura. Assim como nossa exposição ao sol. Que praia e piscina são programas mais que legais, nós sabemos. Assim como pegar aquele bronzeado gostoso, se livrando do famoso amarelo escritório que nos acompanha no resto do ano.

Agora, o que jamais devemos nos esquecer é de preservar nossa pele, o que só conseguimos com o tratamento ideal para os dias mais quentes do ano. A pele denuncia as marcas de envelhecimento do corpo e, por conta disso, seu lado estético é mais lembrado do que as funções que realiza.


Mas ela não deve ser vista apenas como um revestimento. Trata-se do maior órgão do corpo humano e determina o limite deste com o meio externo. Além disso, é responsável pela regulação térmica e sensorial, defesa orgânica, controle do fluxo sanguíneo e proteção contra diversos agentes do meio ambiente.




A exposição prolongada e repetida da pele ao sol causa o envelhecimento cutâneo além de predispô-la ao surgimento do câncer. Então, como atenuar os efeitos da radiação solar no dia a dia das pessoas? A resposta é simples: usando e abusando do filtro solar.



O filtro solar deve proteger a pele evitando o dano causado pela radiação solar. Todo filtro tem um número que determina o seu Fator de Proteção Solar (FPS). O número do FPS a ser usado depende do tempo que leva a pele para ficar vermelha. Um filtro solar com FPS 15, por exemplo, leva 15 vezes mais tempo para ficar vermelha, assim como o FPS 30 levará 30 vezes mais tempo de proteção contra os raios UVA.

Pesquisas realizadas mostram que a radiação solar recebida durante a vida ocorre nos primeiros 20 anos. Entretanto, os efeitos das radiações ultravioletas começam a aparecer na maioria das vezes ao redor dos 40 anos. Sendo assim, a prevenção ainda é o melhor remédio para se evitar lesões prematuras.

Segundo a médica dermatologista Cândida Elena de Regina, a exposição prolongada ao sol pode antecipar o surgimento de manchas e sinais congênitos que normalmente só apareceriam em uma determinada idade. Como o efeito da radiação solar na pele é cumulativo, o risco do aparecimento de lesões graves, como o câncer, vai depender das queimaduras repetidas ao longo dos anos.


Sensibilidade à Flor da Pele


A pele é o maior sistema imunológico do corpo porque responde e elimina tudo que seja estranho ao organismo. Quando uma farpa ou um inseto pica, por exemplo, o local fica inchado, vermelho e coçando. Esta é a reação mais visível de como ela funciona protegendo o corpo dos agentes ambientais.

Captar estímulos do meio ambiente é uma função importante da pele, mas exteriorizar emoções é o que lhe permite ter intimidade com nosso corpo. Não é à toa que, irritados, dizemos “estou com os nervos à flor da pele”.

Esta sensibilidade existe graças a vários tipos de receptores nervosos prontos a detectar mudança de temperatura, sensação de dor, carinho ou perceber o toque de alguém.

Alterações da pele podem indicar um problema físico ou emocional. Estar vermelho nem sempre é queimadura de sol, pois febre alta e vergonha também nos deixam da cor de um tomate. Ficar arrepiado é uma resposta do cérebro a uma emoção, assim como sentir atração por alguém também é uma questão de pele.

Por Maria Oliveira
 
Pubicado em Fevereiro de 2011

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Cuidados na vida adulta

Quando criança cabe aos pais tomarem conta de seus filhos. Preocupações com alimentação, saúde e educação são fatores primordiais para que a criança venha a ter uma vida de qualidade.

Mas enquanto adultos, quem toma conta da gente? Nós mesmos. E é por isso que não podemos nos negligenciar em momento algum, principalmente com relação a saúde.

Durante toda a vida estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias. E quando não tratadas corretamente, causam problemas. Nosso organismo nem sempre está preparado para lidar com as doenças. É aí que entram agentes especiais para ajudar a combatê-las. As vacinas, que devem ser tomadas de acordo com cada fase pela qual passamos. Inclusive a adulta.

Existem dois tipos de vacinas, para vírus e bactérias. As vacinas bacterianas proporcionam o controle de surtos epidemiológicos. Já em casos de virus, a imunização dura por toda a vida. Sendo necessário algumas doses de reforço, garantindo que a doença não volte mais a se manifestar.

Sendo assim, o Espetaculosas destaca agora uma lista de vacinas que devem ser tomadas na vida adulta. Leia e veja se você está em dia com sua saúde. Caso contrário, corra ao posto mais próximo e complete logo sua carteirinha de vacinação. Ela vale pela sua vida.

Vacina dupla tipo adulto - difteria e tétano: A difteria é causada por bactéria, contraída través do conato com secreções de pessoas infectadas. Atinge o sistema respiratório, causando febre e dor de cabeça. Nos casos mais graves, pode causar inflamação no coração.

- Já a toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos, levando a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Quando não tratada precocemente, causa parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma - músculo responsável por boa parte da respiração -, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas de contrair tétano.

A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalos de dois meses. Geralmente essas does são dadas durante a infância. Já o reforço deve ser feito a cada dez anos, tornando a imunização eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.

Vacina Tríplice-viral - sarampo, caxumba e rubéola: Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. Sua transmissão ocorre por via respiratória. Nos adultos essa doença é pouco observada. Como a forma de contágio é simples, os adultos deve ser imunizados como forma de proteção às crianças com quem convivem.

- Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Apresenta casos mais graves quando em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.

- A rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e manchas avermelhadas na pele, sendo muito perigosa em gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.

O adulto deve tomar a tríplice-viral se não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização quando criança e/ou tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram as doenças e por isso, estão imunizadas. Já mulheres que pretendem ter filhos, não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola, devem tomar a vacina um mês antes de engravidar.




Vacina contra a hepatite B: A Hepatite B é transmitida pelo sangue. Geralmente não apresenta sintomas e por isso, alguns pacientes se curam sem perceber que tiveram a doença. Em outros casos ela pode se tornar crônica, provocando lesões no fígado que evoluem para cirrose ou câncer.

Pessoas até 19 anos tem o direito a vacina contra Hepatite B gratuitamente em qualquer posto de saúde. Após isso, somente adultos que fazem parte do grupo de risco recebem a vacina de graça. São eles: profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros. A excessão é para os que mantém relacionamento íntimo com portadores da doença. Fora isso, somente em clínicas particulares.

Pneumo 23 – Pneumonia: O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, ataca pessoas de todas as idades. Principalmente os que tem mais de 60 anos. A Pneumonia, nome dado a inflamação nos pulmões, é causada por agentes infecciosos - bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas. Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões estão febre alta, suor intenso, calafrio, falta de ar, dor no peito e tosse com secreção (catarro).

Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração, alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar a vacina sempre que houver campanhas.

Vacina contra a febre amarela: A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Seus sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. Por ser uma doença grave e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos.

Já quem for para uma dessas regiões, deve se vacinar com dez dias de antecedência. No Brasil as áreas de risco são zonas rurais no Norte e Centro-Oeste do país, além de alguns municípios dos Estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Vacina contra o influenza (gripe): A vacina contra gripe deve estar na rotina dos que possuem mais de 60 anos. A doença é transmitida por via respiratória e causa dores musculares e febre alta. Sua duração costuma ser em torno de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto que os mais jovens devem procurar clínicas particulares.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Fevereiro de 2011

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Mulheres no Poder

Depois da Princesa Isabel, o Brasil esperou mais de um século para ser governado por outra mulher. A Regente enfrentou oposicionistas ferrenhos e, mesmo assim, aboliu a escravidão. Um ato de coragem para um tempo em que homens não admitiam ser chefiados por mulheres.

Hoje o Brasil tem uma mulher no poder, Dilma Rousseff. Entre as prioridades de seu governo estão a erradicação da miséria e a afirmação dos direitos da mulher em todo o território nacional.

Em 1985 foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do país.

Em 2003, o CNDM passou a integrar a estrutura da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, composto por representantes da sociedade civil e do governo. A medida fez ampliar o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres.

Uma das promessas deste governo é promover a igualdade de gêneros. Sendo assim, acabar com a discrepância de salários entre homens e mulheres, que exercem a mesma função, seria um passo para o cumprimento deste acordo.

Se as mulheres constituem 42,7% da População Economicamente Ativa, sendo que 43,7% estão em área urbana e 37,8% no meio rural (PNAD/IBGE 2003), então nada mais justo do que mudar a cultura arcaica, patriarcal e machista. Esta nada combina com a atual política pragmática, voltada para a economia aberta do mundo inteiro.



 
Segundo a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, é preciso acabar com a pobreza entre as mulheres, dando condições para que elas possam trabalhar, sem se preocupar com os cuidados destinados aos filhos. Para tal, admitiu que o governo precisa oferecer mais creches para que as mães possam constituir sua autonomia econômica e garantir o sustento da família.

Parece que as mulheres no poder estão atentas à realidade das famílias brasileiras e trilham o caminho certo. Entretanto, há de se cuidar para que escolas regulares não se transformem em creches. Foi o que aconteceu com a Escola Municipal Tristão de Athayde, na Barra da Tijuca.

Considerada uma das melhores escolas públicas do bairro, cuja vaga de ingresso era disputada até pela classe média local, a E.M. Tristão de Athayde foi transformada em creche pelo governo municipal. Justificaram a medida alegando um aumento considerável de mães que trabalham na Barra, mas moram longe. Portanto, precisam de um lugar seguro para deixar seus filhos.

Um lugar seguro, de graça e com excelentes profissionais - alguns até com Pós-Graduação-, e mais um detalhe: ganham tão pouco, que não oneram a Prefeitura. A lógica do governo deve ser tirar de uns para atender a outros. Logo, não construíram mais creches, nem aumentaram o salário de professoras que assumiram a função de educadoras, mães e babás (três em um).

Pensando nisso, seria pertinente se o governo da primeira presidente do Brasil mudasse as relações de gênero, como construções sociais e históricas, a partir da Educação. Se os cientistas políticos afirmam que o Brasil só conseguirá manter a estabilidade econômica se investir pesado em Educação, por que não começar pelos profissionais desta área? A Coréia do Sul está aí para servir de exemplo, nesse sentido.

Por Maria Oliveira

Publicado em Fevereiro de 2011

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The wait of my time

Após um longo recesso, minha última coluna foi em setembro do ano passado, muitas coisas aconteceram em minha vida. Pequenas coisinhas capazes de me fazer pensar muito. Principalmente, em como correr atrás daquilo que acredito ser o certo para mim.

Independente do resultado, coloquei na cabeça que deveria mudar. Não meu jeito, mesmo porque isso nasce com a gente, faz parte de nossa natureza, nossa essência. Mas, se não fere seus princípios, que mal há em tentar buscar resultados?

E se para obter esses resultados você precisa virar a esquerda, ao invés da direita. Dormir quando deveria estar acordando, subir, quando na verdade esperava-se que descesse. Vamos lá!

Foi isso que eu fiz. Minha primeira atitude foi tentar me soltar um pouco mais. Sabe como é, ser menos travada, mas sem perder a seriedade e o bom senso. A vida está dificil? Está, mas nem por isso eu preciso lamentar tanto assim.

Mulher é mesmo da pá virada, que mal há em dar uma boa gagalhada hoje e se debulhar em lágrimas amanhã? Qualquer coisa, se ficarem enchendo muito o seu saco, questionando seus passos, te apontando como maluca, coloca a culpa nos hormônios. E no mais, de médico e louco todo mundo tem um pouco.

Tentei relaxar diante dos acontecimentos diários. Ri dos problemas e às vezes, com eles. Fiz novos colegas, com a esperança de se tornarem grandes amigos no decorrer do tempo.

Também procurei conversar mais com os velhos companheiros de infância, escola, faculdade, bairro... O que acarretou em reencontros com pessoas que há tempos não via. Uns com hora marcada, outros de surpresa mesmo. O que, vamos combinar, é sempre muito mais agradável.

Aos poucos, diante desta minha nova realidade, não diria que lamentei pelo tempo perdido. Apesar de tudo pelo que já passei, jamais me arrependi de algo que tenha feito. Precavida como sou, nunca tomei atitudes sem pensar bastante.

Em compensação, percebi que sempre há tempo de correr atrás do prejuízo. Não que tenha desistido em momentos de dificuldades, mas procurei buscar caminhos que me levassem ao tão desejado pote de ouro.

De repente, percebi que não estava sozinha. Alguém vinha em minha direção, compartilhava da mesma calçada. Enquanto que os olhares, meio rabo de olho, procurando um ao outro, se tornavam cada vez mais frequentes. Será?

Pronto, estaria a velha Josie tentando se apossar deste corpo novamente? Aquela garota que se achava incapaz de abraçar a vida, ou da vida abraçá-la? Não! Chegou a hora e é agora. O trem está passando menina e se você não pular no vagão, perde a viagem.

Tomei coragem, passei a prestar mais atenção e comentar com pessoas de fora. E mesmo que pedisse opinião de terceiros, todos eram bem taxativos. É o que você quer? Então, faça alguma coisa.

Ainda pensei um pouco mais a respeito, até o dia que literalmente “meu mundo caiu” – não acredito, olha o fantasma da velha Josie de novo -. Não é possível, ele estava de partida. Tanto esforço para nada. Vai embora, não dá mais, adeus!!!.

Calma, deixou endereço. É agora ou nunca! Pronto, contato feito. Mas lá se vão uma, duas, três semanas, até que: se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé.

Infelizmente o resultado ainda não foi o esperado. Surpreso, desconfiado, estático, sem ação... Enrolou, enrolou e não disse nada. Rodou, rodou, e não saiu do lugar.

A velha Josie iria dizer que talvez não tenha mesmo nascido para o amor e logo em seguida, cair no choro. A nova está pensativa, com a sensação de que essa história ainda não acabou.

E se não for nessa, mergulha-se em outra aventura. Ela ainda vai conquistar a suprema felicidade.

Bjs,

Josie!

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