Efeito Jabulani

Jamais em outros Mundiais a bola foi tão mencionada como nesta Copa, em que a Jabulani virou estrela que ofusca e desconcerta qualquer jogada ensaiada. Moderna e tecnologicamente correta - como anunciam os fabricantes-, a bola da vez não tem costuras, é rápida e aerodinâmica. Por conta disso, seu “ponto de crise” se antecipa ao da bola tradicional. Nesse caso, podemos concluir que a Jabulani passou por uma análise rigorosa antes de atuar em campo.

Segundo as teorias de Freud, o papel do analista é buscar recuperar a história primitiva do sujeito, a fim de apaziguar experiências traumáticas. Dentro dessa perspectiva, parece que os criadores da Jabulani fizeram uma análise detalhada do objeto bola para que esta deixasse os problemas do lado de fora do campo.

Como o tal ponto de crise foi alterado, a bola evitaria um desvio de conduta, uma bola murcha e desanimada, ou outros problemas que prejudicariam a celebração do gol. Entretanto, os idealizadores da bola não contavam que o efeito Jabulani se estendesse aos jogadores também.

No jogo entre Brasil e Costa do Marfim os ânimos dos atletas, de ambos os lados, estavam totalmente alterados. Parecia que, ali, todos os 22 jogadores em campo queriam exorcizar seus problemas. Dos marfinenses já se conhecia a fama de usarem a força física, doada pela própria natureza, para vencer na marra. Aos pentacampeões restou a técnica e o jeitinho brasileiro de jogar.

Estes não sambaram com a bola somente no pé, mas no ombro, no braço e seja o que Deus quiser! O juiz francês estava confuso e se omitiu na arbitragem. A Jabulani, entretanto, fez a sua parte, ao tirar Luís Fabiano do jejum e presenteá-lo com dois gols.

Mas o magnetismo da bola “Celebração” continuou a surtir efeitos quando Kaká, que vinha sofrendo críticas da imprensa por sua pífia atuação em campo, resolveu trazer à tona seus traços do inconsciente. Reagiu a provocações dos africanos e saiu expulso do jogo, mas sorridente e apaziguado com seus traumas de menino bonzinho.

No dia seguinte, no jogo entre Portugal 7 X Coréia do Norte 0, mais uma boa ação da Jabulani: a redonda resolvida rolou carinhosamente pelas costas de Cristiano Ronaldo para que este fizesse o seu primeiro gol na Copa e o sexto da Seleção Lusitana.

Por fora do campo também corre a Jabulani que, ao acertar o nosso técnico Dunga, chacoalha sua cabeça e o faz delirar em palavrões. Desconfiado e marrento, ele xinga jornalistas e esbraveja para todo o mundo ouvir seus pensamentos mais contidos.

Só Freud explica este comportamento do técnico da Seleção Brasileira: “os desejos reprimidos na infância e os conflitos de ordem sexual podem se configurar como origem dos sintomas atuais”. Pelo visto, Dunga foi a maior vítima de seu autoritarismo ao proibir bebida, sexo e balada na concentração.

Além disso, o treinador do Brasil correu o risco de ser punido por ter ofendido o árbitro Stéphane Lannoy e o atacante Didier Drogba, após a vitória da seleção brasileira sobre a Costa do Marfim por 3 a 1, no último domingo, e repetir o feito com o jornalista Alex Escobar, da TV Globo, na coletiva de imprensa.

Será o efeito Jabullllllanni?

Por Maria Oliveira

Publicado em Junho de 2010

Read More

Melhor pensar do que vê-la passar

Reencontrar amigos, saber o que estão fazendo, como anda o casamento, filhos, família, tem provocado reações em mim. Hora acho normal, outra não sei até que ponto me fazem bem.

Muitas tem sido as reclamações de minhas amigas. Já não acreditam tanto assim no amor eterno e muito menos, na existência de um príncipe encantado. Só no momento que pararam de exigir, é que a coisa fluiu.

Sempre imaginei que aos 25 estaria morando em meu próprio AP. Hoje, algum tempo depois, percebo que não sou auto suficiente e sinto crescer uma vontade imensa em brincar de casinha. Sinto falta de coisas que nunca tive e diria que estou em busca do tempo perdido.

O engraçado disso tudo é que, acredito que serei ótima mãe, esposa e dona-de-casa, mas ainda não tenho certeza se conseguirei dividir meu espaço com outra pessoa. Ou seja, não sei se sirvo para “estar casadinha”.

É, tenho pensado muito na minha vida e no rumo que ela vai tomar. Bom, melhor pensar do que vê-la passar e nada fazer.

Bjs,

Josie!

Read More

Porque o amor...

(na versão moderninha)


Porque o amor não é só postar foto no Orkut.

Porque o amor não é só aproveitar as alegrias de uma vida descompromissada.

Porque o amor é um pouco mais que passear em shopping e ver as vitrines vendendo “amores”...

A paixão é incrivelmente devastadora. Tem mecanismos químicos e psíquicos comprovados pela ciência.

Ativa dopaminas, serotoninas, e quantas inas que se tem notícia só para ver o objeto desejado.

A paixão emagrece. O amor , quando é amor, não liga para dobrinhas na cintura da calça.

O amor cuida dos doentes. A paixão adoece quem dela vive.

Para se chegar ao amor, há de se apaixonar primeiro pela idéia – de se ter um alguém, de se ter um cantinho para dois, de viver uma nova vida, aquela conhecida como “a dois”.

Para se apaixonar, basta um olhar diferente. A paixão vê coisas aparentemente belas em pessoas aparentemente normais.

Já o amor, não precisa de olhos. Ele vê as mesmas coisas iguais, sem photoshop ou muito enfeite, e normalmente não aparenta se importar com isto.

A paixão se sustenta de coisas boas. O amor se alimenta de qualquer coisa.

Mas não pense que o amor vive de restos. Acontece que sua dieta inclui sofrimento, doença, risos e altos e baixos. O amor se alimenta de amizade, simpatia, vontade de mudar e mudar o que está meio torto só para ver a todos sorrir.

Para a paixão, basta o sorriso de um. O do apaixonado. Porque a paixão vive do que vê, e se alimenta do que não existe.

Muitas vezes o apaixonado só escuta o que precisa, só aceita o que lhe convém, só dorme com o que acha necessário. Na maioria das vezes, nem quer saber da dor do outro, só quer completar seu desejo.

O amor não mede esforços. Para o próximo. A paixão não mede esforços. Para si próprio – e quem se engana achando que faz muita coisa pelo objeto da paixão, ilude-se: a paixão pede satisfação, o tempo todo. O amor se satisfaz com pouco. Talvez um sorriso, talvez um abraço sincero, talvez uma dormida nos braços um do outro.

A paixão precisa ser vista. Se não for vista, não satisfaz. É um desejo egoísta de mostrar sua “pessoa linda” a um mar de pessoas sem “lindas pessoas” a apresentar.

Já o amor não precisa de vitrine. Ele expõe sua admiração em gestos contidos, palavras mudas e atitudes singelas.

Acredito que todos nós já tivemos paixão. E muita. Acredito até que já tivemos amor – e nem soubemos. Acredito que já fomos a paixão de alguém, e o amor de outrem.

Só não acredito que nos tempos modernos aos 14 estas crianças já amem e aos 16 já amem de novo. Este amor de agora nem paixão é.



É solidão pedindo companhia. Ninguém quer ser triste, inseguro, infeliz, amedrontado e aborrecido sozinho. Precisa de alguém para passar por tudo isto junto.

Por Fernanda Barbosa
 
Pubicado em Junho de 2010

Read More

Histórias de amor

Historicamente, o “verdadeiro amor” está sempre em construção. De acordo com a cultura e as mudanças sociais de cada época, os limites desse amor tendem a ganhar dimensões diferentes. Assim, no Antigo Egito, Cleópatra usava táticas amorosas para ampliar seu poder. Na Idade Média, os cavaleiros adotaram normas mais civilizadas e inventaram o “amor cortês”, inspirando poetas, pintores, escritores e músicos. Um exemplo clássico é a história de Tristão e Isolda, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner. Existe também o “amor bandido”, eternizado no cinema pela dupla Bonnie & Clyde.

Na Antiguidade, o casamento era uma proposta política. A História está repleta de exemplos desse tipo de contrato, através do qual as famílias nobres se valiam dos laços de sangue para perpetuar suas riquezas. Desse modo, seguindo o antigo costume egípcio, a jovem Cleópatra casou com seu irmão Ptolomeu XIII. Ainda em nome do poder, o irmão não poupou de expulsar a rainha em tempos de crise governamental. Cleópatra, na tentativa de recuperar o poder, alia-se a Júlio César, depois a Marco Antônio, principal general dos exércitos de César. Começa o triângulo amoroso mais famoso do Egito.

Fontes antigas atribuem a Cleópatra uma inteligência rara e um poder de sedução incrível. Contam que a Rainha do Nilo marcou um encontro com Júlio César no inverno de 48 a.C. – 49 a.C., a fim de lhe dar um presente. Quando este chegou ao Egito, Cleópatra o recebeu enrolado em um tapete. César ficou impressionado e atraído ao vê-la no interior do presente que ele receberia. Para justificar tal audácia, a rainha lhe disse que se encantara com suas histórias amorosas, e ficou desejosa de conhecê-lo. Tornou-se, assim, sua amante, o que ajudou a estabelecer o seu poder no país.

Com Marco Antônio não foi diferente. Após a morte de César, Cleópatra preparou um banquete no seu navio para recebê-lo, a fim de livrar-se das denúncias de que teria ajudado seus inimigos. Seduziu-o e os dois se tornaram amantes. Essa história egípcia ficou eternizada em filme de 1963, no qual Elizabeth Taylor fazia par com Richard Burton, seu amante na vida real.

Casos amorosos na nobreza sempre deram bons enredos. No Brasil Imperial, o caso extraconjugal de Dom Pedro I e a Marquesa de Santos alimentaram textos literários, de teatro, cinema e novela. Casado com Leopoldina de Habsburgo, Dom Pedro I chocava a sociedade da época ao sustentar sua paixão pela jovem Domitila de Castro Canto e Melo. Sem a mínima preocupação de esconder a amante, nem de manter a imagem de autoridade respeitável, Dom Pedro desagradava à opinião pública ao dar o título de primeira-dama da imperatriz à amante, e ao assumir a paternidade de Isabel Maria, primeira filha com Domitila.




Antes, porém, da nobreza Joanina entrar em cena, o amor cortês do século XII inspirou lindas histórias como a de Tristão e Isolda. Assim conta o trovador: “Senhores, agradar-vos-ia conhecer a bela história de Tristão e da Rainha Isolda. Ouvi como, alegres e tristes, eles se amaram, e disso morreram, no mesmo instante, ele por ela, ela por ele”. (Coleção a obra-prima de cada autor, p.15). O autor antevê o final para o leitor, que fica sabendo, logo no início, tratar-se de um amor impossível, tal qual o de Romeu e Julieta.

No final da história de Shakespeare, Julieta toma um frasco de elixir para simular sua morte e evitar um casamento indesejável com o Conde, amigo da família. Mas o plano dá errado. Romeu não recebera a carta explicativa do Frei, autor da farsa, e se desespera ao encontrar Julieta no mausoléu. Toma o veneno e morre abraçado a ela.

Na lenda celta, tal infortúnio também sucede, só que de outro jeito: Tristão casa contra a vontade com outra Isolda, a das Mãos Alvas, mas fica muito doente. Então, com a ajuda do fiel Kaherdin, planeja uma estratégia de rever a amada, antes de morrer. Assim ficou combinado: cada dia mandava um servo ir à praia para ver se a nau chegava, e via a cor dela. Se a vela içada fosse branca, Isolda, a Loura, estaria a bordo; caso contrário, a vela seria negra.



A mulher de Tristão, porém, descobriu tudo e se antecipou ao servo dizendo ao marido que uma nau de vela negra chegara a terra. Tristão morre de desgosto. Isolda, a Loura, chegou e “estendeu-se junto dele. Beijou-lhe a boca e a face, e abraçou-o apertado: corpo contra corpo, boca contra boca, e morreu com ele”. Diz a lenda que, sobre a tumba de Tristão e Isolda, nasceram dois arbustos, cujos galhos, entrelaçados, não poderiam se separar.

As verdadeiras histórias de amor estão sempre a quebrar barreiras e tabus. Assim foi a relação de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Eles foram o casal símbolo das esperanças libertárias dos tempos modernos. Durante mais de 50 anos, até a morte de Sartre, o amor e a paixão da amizade os uniu, tendo sempre o pensamento e a escrita em primeiro lugar, seguidos do companheirismo e do prazer da conversa.

A relação dos dois não obedecia aos padrões nem a regras sociais da época. Beauvoir era uma moça de família burguesa e formação católica, que se envolvia com a liberdade das conversas masculinas sem o mínimo pudor. As cartas que trocava com Sartre ficaram famosas porque, nelas, Simone revelava como este homem a dominava intelectualmente: “Bruscamente não me achava mais só. Com ele, poderia sempre tudo partilhar”.

Partilhar, uma palavra que significa tudo na relação. Entretanto, no caso de Bonnie & Clyde, eles dividiram mais do que a cama. Eles aterrorizaram os estados centrais dos Estados Unidos durante a Grande Depressão no país, com assaltos a banco e assassinatos. Não só a carreira criminosa dos dois gângsteres, e o talento para fugir da polícia fascinaram o mundo, como também o romance entre eles. Bonnie e Clyde morreram numa emboscada, sendo atacados por seis franco-atiradores. A salva de tiros acabou com suas vidas, mas iniciou uma lenda eternizada no cinema, em filme de 1967, produzido e idealizado por Warren Beatty e dirigido por Arthur Penn.

Outros casos de amor ficaram registrados no cinema como a complicada história de Scarlet O’Hara e seus amores e desilusões, em que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo. Vivien Leigh encarna o papel principal ao lado de Clark Gabe. Este vive um aventureiro na história de amor e ódio marcada por conflitos e cenas inesquecíveis. Dirigido por Victor Fleming, “... E o Vento Levou” (1939), é um dos clássicos de cinema que recebeu mais prêmios em toda a história de Hollywood.

Para quem preferir curtir essas clássicas histórias de amor no escurinho do cinema, aqui vai uma dica: Segundo a Folha.com- Ilustrada, o produtor de cinema Scott Rudin comprou os direitos da biografia "Rainha do Nilo, Cleópatra: uma Vida". Desta vez, a atriz escolhida para o papel foi Angelina Jolie, que assumirá o trono da rainha do Nillo, segundo o jornal "USA Today". O lançamento do filme está previsto para novembro deste ano.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em Junho de 2010

Read More

Os 3 Estágios

Ao contrário do que muitas solteiras falam, eu não vejo grandes problemas em chegar ao Dia dos Namorados sem ninguém para comemorar. Tá bom, temos longas 24 horas pela frente. E durante esse período, eu diria que nossa nostalgia passa por três estágios. Sobrevivendo à eles, você encara qualquer coisa.

O primeiro estágio acontece horas antes desse dia começar. Em casos mais extremos, dias antes. É quando somos abarrotadas com anúncios comerciais. Àqueles em que geralmente escolhem um casal famoso, de preferência casados há anos, para fazer campanha em prol da data, alguma marca ou shopping.

É nesse período que não paramos de pensar em mais um ano solteira. Por um lado é bom, não temos que gastar dinheiro com presentes. Por outro... É melhor nem comentar.

O segundo estágio é mesmo no dia fatídico. Já reparou que no dia dos namorados o que mais vemos são casais? Já sei o que você vai dizer: “claro Josie, o que você queria?”

O problema é que parece mesmo praga. Para todos os lados que olhamos, damos de cara com um casal apaixonado. Jovem, idoso, criança e até canino. Acredite se quiser, hoje eu vi um casal guiando um, também casal, de cães. Provavelmente o homem levava o macho e a mulher, a fêmea. Tão bonitinho!!!

Ainda no segundo estágio, nao adianta você querer descolar um programa para esse dia. Shopping, cinema e até a pracinha da esquina, vão estar lotados. Restaurante e motel então, nem se fala. Mas também, quem vai quere ir à um lugar desses sozinho?

Calma, nem tudo está perdido. Acho. Há uma tese de que, nesse dia, bares e boates estão “cheios” de solteiros. Pelo menos foi o que uma amiga minha, do interior, me falou. Se você for bem descolada, encare. Mas só. Pois na certa a maioria dos seus amigos já estarão com o dia comprometido. Seja com seus namorados (as), seja com maridos e esposas.

Por fim, o terceiro estágio. O dia passou, a noite chegou, você não tem nada para fazer... Das duas uma. Fica deprê, deita mais cedo e chora com seu travesseiro. Ou pega um filme na locadora e se enrola no edredon, na companhia de um balde com pipoca ou um chocolate quente com mini marshmallows. A noite é longa, mas nao é eterna. E amanhã, é outro dia!

Lado B

Minhas amigas casadas resolveram que vão me arrumar alguém. Segundo elas, não dá para viver sem um companheiro do lado, que te apoie, dê carinho, atenção e blábláblá. Chegaram a me colocar na parede para saber “o que está faltando.” Como se a culpa fosse minha. Bom, acho que o cara certo. Não é?

Coincidência ou não, esta semana estava passando pelo Saara – centro do Rio – e uma mulher surgiu do nada, com uma medalhinha de Santo Antônio, e colocou-a na minha blusa. Disse que domingo é seu dia, que ele iria me proteger e no fim, pediu uma contribuição para a igreja.

Claro que eu dei! E ainda vim de lá, até em casa, pensando: “Será que agora vai?”

Bjs,

Josie!

Read More

Dia de São Valentim

Mês de junho é o período em que realizamos festas de São João, fazemos promessas à Santo Antônio e comemoramos o dia dos namorados. Esse último eu deixo para quem já encontrou sua cara metade. Do contrário, o jeito é apelar às simpatias.

Antes de sair para comprar o presente do seu amor, ou depositar o alfabeto dentro de uma bacia, deixá-la no sereno, na véspera de Santo Antônio, e no dia seguinte descobrir quem será seu futuro marido, conferindo qual papel, com qual letra, abriu durante a madrugada – eu juro que nunca fiz isso, mas conheço quem já fez -, você saberia me dizer porque escolheram tal data para se comemorar o dia dos namorados?

Bom, aí depende. Isso porque “O Dia dos Namorados”, conhecido na maioria dos países como “Dia de São Valentim” - que surgiu com o intuito de celebrar a união amorosa entre casais - na verdade é comemorado em 14 de fevereiro, data referente ao da morte do santo.

Sua história está associada ao amor romântico, reformulado no final da idade média. O então bispo Valentim lutou contra a ordem do imperador Cláuido II, que consistia na proibição de casamentos durante as guerras. Para ele, soldados solteiros eram melhores combatentes do que os casados.

Além de continuar celebrando casamentos, apesar da proibição do Imperador, Valentim chegou a se casar em segredo. Mas o feito foi descoberto, o que ocasionou em sua prisão e condenaçao à morte.

Durante a estadia na prisão, muitos jovens lhe davam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Além disso, enquanto aguardava o cumprimento da sentença, veio a se apaixonar pela filha de um carcereiro. Ela era cega e milagrosamente, ele devolveu-lhe a visão. Por conta disso, foi considerado mártir pela Igreja Católica. Antes de morrer, Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus e assinou como “Seu Namorado”.


Celebre o amor


O dia de São Valentim era, até algumas décadas, uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões. Mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.

Sua morte - 14/02 – coincidentemente marca a véspera de Lupercais, festas anuais celebradas na Roma Antiga em homenagem a Juno, deusa da mulher e matrimônio. E de Pan, deus da natureza.

Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo nas mulheres com correias feitas em couro de cabra, para assegurar a fecundidade.



No século XVII, ingleses e francese passaram a comemorar a data como união do Dia dos Namorados. Um século depois ela foi adotada pelos Estado Unidos e tornou-se o “Valentine’s Day”, que se mantém até hoje.

Hoje em dia está muito associado a troca mútua de recados de amor, em forma de objetos e simbolos. Como a silhueta de um coração e a figura de um cupido. No século XIX os recados manuscritos deu lugar aos cartões de felicitações, produzidos em massa. Por conta disso estipula-se que cerca de um bilhão de cartões românticos são enviados por ano, tornando a data muito lucrativa para o comércio.

Agora uma curiosidade: Na idade média dizia-se que o 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso os namorados da época usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta de suas amadas. Que lindo!


O 12 de junho no Brasil


O que vou dizer a seguir não tem nada de romântico. Mas a verdade é que nosso país passou a comemorar o dia dos namorados por questões comerciais. Tudo começou graças a um publicitário chamado Antônio José Braz, que trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes paulistas. Sendo logo seguida por comerciantes de todo o país.



Por aqui a data escolhida foi o 12/06, véspera de Santo Antônio – conhecido como o santo casamenteiro -. Provavelmente porque o santo português pregava a importância da união familiar numa época denominada Catarismo, em que a seita Catara condenava filhos nascidos fora do casamento e apontava-os como sendo gerados por um Deus mal.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Junho de 2010

Read More

Vitalidade, calma e bem estar


Estudos apontam o Timo como fonte de energia


Sensações de alegria, tristeza e desanimo sempre estiveram relacionadas ao nosso bem estar. Que por sua vez, acaba interligado ao equilíbrio entre cabeça e coração. Se alguém está triste ou com medo, sente o coração apertado. Já em caso de euforia ou paixão, ele dispara. Mas, o que a maioria das pessoas não sabe é que no corpo humano existe uma glândula que tem sido apontada como a verdadeira responsável por sentimentos tão presentes na vida do homem.

O timo é um órgão que faz parte do sistema imunológico. Sua função é detectar e repelir a invasão de diferentes tipos de microorganismos como vírus, bactérias, fungos, protozoários e vermes. Está localizado dentro do tórax, entre o esterno e o coração, e produz linfócitos -T, chamados assim por serem derivados do timo (T de timo-derivados). Esses linfócitos constituem os elementos centrais no funcionamento do sistema imunológico. Por isso sua ausência, ou a ausência do timo, frequentemente resulta na morte do indivíduo.

Em artigos publicados pelo professor José Alvarez Mosig – O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) – USP, a glândula está presente desde o nascimento, onde desempenha um papel fundamental do fim da gestação até a infância. É dela a responsabilidade de regular o vitalismo da criança, já que sem o timo o sistema imunológico entra em colapso, causando a morte do recém nascido. A partir da adolescência, o timo começa a regredir. Quando o homem chega à terceira idade, sobra apenas um pequeno resto atrofiado da glândula.



O declínio do timo na vida adulta não apresenta nenhum problema para o organismo, já que os linfócitos-T foram exportados e distribuídos por todo o corpo, podendo assim exercer sua função durante toda a nossa vida.

A cor do timo é variável, sendo vermelha no feto e branco-acinzentada nos primeiros anos de vida. Após esse período, ele assume uma cor amarelada. Quando nascemos, pesa de 10 a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade. Aos 15 anos alcança seu peso máximo, que fica entre 20 e 50g. Na fase adulta começa a atrofiar, chegando ao peso de 5 a 15g quando idoso.


O caminho para o bem estar


Seu nome em grego é thýmos, e significa energia vital. Apesar de continuar sendo um desconhecido, estudos recentes apontam essa glândula como a verdadeira responsável pelos nossos sentimentos. De acordo com pesquisas publicadas pela jornalista Sônia Hirsch, especializada em saúde, ele cresce quando estamos contentes e encolhe, pela metade, quando estressamos ou adoecemos. Essa característica mostra que a medicina desconhecia essa função da glândula, já que a mesma só era notada em autópsias e, na maioria das vezes, quando já se encontrava atrofiada.





Antigamente supunha-se que o timo atrofiava e parava de trabalhar já na adolescência. Por isso, durante décadas os médicos norte-americanos destruíam timos adultos, e saudáveis, através de Raios X, por acharem que o seu tamanho, considerado anormal, poderiam causar problemas ao paciente.

Mais tarde a ciência descobriu que, mesmo encolhendo após a infância, ele continua ativo. É um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, consciência e linguagem.

Quando somos invadidos por micróbios ou toxinas, ele reage produzindo células de defesa. É sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras e pensamentos. E mais, amor e ódio o afetam profundamente. Como essas influências externas não apresentam uma forma concreta, ele tenta reagir e acaba enfraquecendo. Desse jeito, abre brechas para sintomas de baixa imunidade, como por exemplo, a herpes. Em contrapartida, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral.

A Dra Bianca Guimarães Trindade, funcionária do Hospital Antônio Pedro, afirma desconhecer o timo como regulador da felicidade. “Desconheço outras funções desse órgão que não a de atuar no sistema de defesa do nosso organismo. Se o homem está triste, há grande tendência da queda do sistema imunológico”.

Atualmente um teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de Ok, aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa "estou feliz". Depois repita pensando "estou infeliz". A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz.

Esse mesmo teste serve para lidar com situações mais complexas. Quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, usa lâminas com amostras ou representações gráficas. Assim, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado através de reações consideradas respostas do timo.

O método tem sido demonstrado em congressos científicos, ao redor do mundo, e já está sendo ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.

“Não sabia desse procedimento, já que trabalho com a área de acupuntura estética. Agora, realmente faz total sentido. Nesse local existe um ponto de acupuntura que lida com as emoções”. Afirma a Dra. Grazieli Lucena.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Junho de 2010

Read More
 

©2009Espetaculosas | by TNB