Destino: Penedo

A Semana Santa coincidiu com outros feriados do calendário nacional. Para quem gosta de viajar, é bom lembrar que, o próximo, é só em Junho. Portanto, vale aproveitar bem este e programar o de Corpus Christi com antecedência, sem sair do Rio de Janeiro. Então, que tal comer chocolate da Páscoa na casa do Papai Noel, em Penedo?

Com pouco mais de cinco mil habitantes, o distrito fluminense de Penedo fica situado na raiz da Serra da Mantiqueira, a meio caminho entre duas metrópoles: a 270 quilômetros de São Paulo e 170 quilômetros do Rio. É a única colônia finlandesa no Brasil. Daí a casa do Papai Noel, uma homenagem da cidade ao personagem mais ilustre da Finlândia.

O clima frio de montanha, as construções e a paisagem local ajudam o visitante a pensar que está mesmo em uma cidade da Europa. A casa do Papai Noel, por exemplo, segue a arquitetura original e fica em um pequeno condomínio de lojas. O Museu Dona Marta também guarda peças que contam a história do bom velhinho.


Artesanato é o que não falta na região. Ao todo, são 50 lojas que oferecem aos turistas variados souvenirs e utensílios da região e cultura européia. Uma fábrica de velas, existente há 30 anos, é muito procurada para quem gosta de decorar a casa com castiçais das mais variadas cores e modelos. Os tapetes também fazem sucesso pela beleza das peças.

Além de museus e artesanatos, em Penedo o ecoturismo está literalmente em alta. Uma trilha de cerca de 600 metros de extensão leva o praticante ao topo do Pico do Penedo, nome dado à fazenda que abrigou os primeiros imigrantes finlandeses. De lá se pode avistar toda a cidade, assim como o centro de Itatiaia e Resende.

Se altura estiver fora do programa, o turista poderá usufruir das pequenas cachoeiras acessadas por trilhas curtas, ou optar por três horas de cavalgadas. A cachoeira mais visitada está no Camping Club do Brasil, na localidade de Serrinha. A vegetação em torno é bem variada, predominando os pinheiros e as quaresmeiras.

Penedo é um lugar calmo, mas há programas destinados a todas as idades. Entre eles, casas noturnas para aqueles que queiram curtir um agito. Aos sábados, o Clube Finlândia oferece bailes e apresentações de grupos de jovens, como o "Penedon Parhaat", que ensina à platéia os passos das danças típicas.

Depois de passear muito, é aconselhável repor as energias conhecendo a gastronomia típica. Na comida, vai bem um peixe, carnes ou assados regados ao Chutney, um molho agridoce, de origem indonésia, que leva manga, passas, gengibre, mostarda, pimentão, ketchup, cebola, tomate, açúcar mascavo, sal, vinagre e pimenta no o seu preparo.


Na sobremesa, um chocolate de origem suíça, com produção caseira, é tudo de bom. Possui uma variedade de formatos, recheios e sabores. Outra dica é provar a geléia feita com frutas cozidas, de fabricação caseira. Para fechar o cardápio, um licor produzido com a mesma técnica européia de maceração: frutos em aguardente.

Depois de tanta agitação, o visitante pode escolher onde descansar. Há pousadas e hotéis para todos os gostos e condições financeiras. No site da pousada Bela Vista, por exemplo, diz o seguinte: “em qualquer época do ano, exceto feriados, oferecemos pacotes de lua-de-mel que incluem diárias de hospedagem com refeições, passeios por Penedo, Itatiaia, além de alguns itens com boas-vindas para o casal”.


Já o Hotel Cachoeira oferece um Festival de Trutas e recreação infantil temática, com caça aos ovos para quem passar os dois feriados juntos - Semana Santa e Tiradentes.

Como se vê, um pedacinho da Finlândia está aqui pertinho da gente, a poucas horas do Rio. Então, se não for possível agendar para conhecê-la neste feriado, ainda há tempo para Corpus Chistis. Penedo é uma cidade que vale a pena visitar o ano inteiro.

Por Maria Oliveira
 
Publicado em abril de 2011

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A escola pede socorro

A tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde um ex-aluno executou a tiros 12 crianças e deixou pelo menos umas 12 feridas, trouxe o terror às famílias brasileiras. E a minha pergunta é a mesma feita em outro artigo publicado aqui neste blog: Lugar de criança é na escola?

Se ainda lecionasse diria que sim, pois precisaria acreditar nisso para continuar a trabalhar como educadora. Mesmo assim, longe das salas de aula, sofro com o que aconteceu e me transporto para Realengo.

Eu não lecionei na Tasso da Silveira, mas em uma escola próxima ao local do massacre. Na praça da Piraquara, hoje transformada em um campinho de futebol, fica a Escola Ramiz Galvão. Funcionando há mais de 50 anos, essa foi a primeira instituição de ensino público em que trabalhei, na década de 1970, depois de formada pela Escola Normal Carmela Dutra.

Naquela época o Brasil vivia sob o regime da Ditadura e Realengo, cercado de quartéis. Por conta disso, as escolas do entorno eram quase sempre visitadas pelos militares. Os soldados participavam de eventos cívicos, ajudavam na logística da festa ou tocavam na banda, para acompanhar os alunos nos hinos e canções.

Embora o Governo Militar não tenha investido na construção de mais escolas, e tampouco abastecera os alunos com material didático suficiente, a presença de uma autoridade no estabelecimento nos dava a sensação de que estávamos protegidos.

Por outro lado, apesar de gostar muito de Dona Cidéia, eu repudiava o modo pelo qual a diretora seguia o regime autoritário, impondo aos professores vários encargos escolares não comissionados, além de dobrar a jornada de trabalho na falta de docentes. Do mesmo modo, os alunos aceitavam os exercícios de aula, e de casa, como um dever a ser cumprido, não questionado.

Assim a rotina escolar transcorria mais ou menos em ordem, até que surgisse uma indisciplina dentro ou fora da sala de aula. Logo resolvida com uma suspensão, por três dias, dos alunos envolvidos. A atitude era apoiada por todos os segmentos (escola e família), uma vez que, a punição, fazia parte das normas estabelecidas pelo Regimento Escolar.

Apesar de a disciplina escolar ter sido rígido nesse período, as sanções não davam conta dos problemas sociais que começavam a afetar o comportamento dos estudantes. A história pessoal de vida dos alunos, assim como seus problemas psicológicos e afetivos, ficavam em segundo plano quando avaliados em habilidades e competências.

Nesse contexto, tive um aluno que trabalhava como catador de garrafas e, para isso, usava uma carroça puxada a cavalo. O adolescente logo se tornou vítima de bullyng e ganhou dos colegas vários apelidos pejorativos. O caso chegou à sala de aula e, na minha ausência, o aluno discriminado sacou uma lâmina de barbear da mochila e rasgou o braço de um dos provocadores.

O resultado dessa agressão foi suspensão de três dias para cada um. A conseqüência da punição foi de o provocador voltar para a escola, e seguir a sua rotina normal de estudante, enquanto o menino que sofreu bullying abandonaria a vida de estudante para continuar a trabalhar como carroceiro.

Á pedido meu, a escola procurou a família e solicitou a volta do aluno ao estabelecimento. A tentativa foi inútil, e tenho no meu currículo esta frustração: não consegui apoio necessário para devolver a dignidade de um jovem que foi vítima de intolerância e preconceito social. Os educadores não cumpriram adequadamente o seu papel.

Em momento algum estou aqui a justificar o ato de Wellington Menezes de Oliveira, o atirador frio que deixou o povo brasileiro chorando pela morte de suas crianças. O motivo que o levou a praticar tal massacre não poderia ser justificado apenas por traumas que ele teria sofrido durante o período escolar, e ao longo de seus 23 anos de vida.

O que se deseja entender é por que o ex-aluno da Escola Tasso da Silveira iria matar principalmente meninas, como se quisesse “limpar” algo sujo de sua vida. As pistas estão na carta que ele deixou, no computador e nos sites de relacionamento. Cabe aos investigadores descobrirem se tem mais gente por trás dessa paranóia, a fim de que outros massacres não aconteçam.



À Secretaria de Educação vai o meu recado: Venho há décadas reivindicando a presença de profissionais da área de saúde nas escolas públicas, além de agentes disciplinadores (volta dos inspetores), que possam dar suporte ao trabalho dos professores nessa difícil tarefa de educar. Além disso, exigir mais o comprometimento das famílias com o desempenho de seus filhos na escola.

Portanto, fechar o portão da escola, para evitar a entrada de estranhos, pode ser paliativo, mas não resolve. Wellington era bem-vindo, afinal era um ex-aluno. Colocar guardas municipais na entrada dos turnos, também ajudaria, porque seria mais um obstáculo a transpor.

Entretanto, se os valores absorvidos pelos jovens através da Internet, e pelos meios de comunicação, não forem discutidos e filtrados pelas famílias escola, toda a rede de segurança pública vai se estilhaçar frente à fúria de um psicopata.


Por Maria Oliveira

Publicado em Abril de 2011

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Como passar por uma desilusão

Querido leitor, não adianta! A partir do momento que nascemos, estamos propensos à desilusões. Seja ela com a relação familiar, de amizade, amorosa e até profissional.

Quando isso acontece, o melhor jeito de superá-la é se deixar viver o luto. Não a vida toda, mas o tempo suficiente que lhe fortaleça para mais uma desilusão. É triste dizer mas, assim caminha a humanidade.

E foi pensando em lhe ajudar, que resolvi listar algumas dicas a serem seguidas na hora de superar a fase negra. Todas elas baseadas em fatos reais. Vamos lá?

- Quando seu problema se resume a alguém “urubusando” sua paquera, a melhor saída ainda é soltar uma praga:

“No segundo grau, eu era completamente apaixonada pelo garoto mais popular do colégio. Um dia, uma amiga minha o chamou do nada. Assim que ele olhou, click, bateu uma foto. Na hora de revelar, várias meninas começaram a dizer que queriam uma cópia também. Inclusive, quem tirou a foto. Como assim? Se não for minha, não será de mais ninguém. Nem preciso dizer que a foto não saiu. Assim como o resto do filme”. M.C

- Quando seu problema é a resposta para a entrevista do tão sonhado emprego, arrume uma atividade física para passar o tempo:

“Sonho em trabalhar numa determinada empresa. E embora já tenha feito várias entrevistas, ainda dá um frio na barriga na hora de aguardar por uma resposta. Telefone, quando positiva. E-mail, negativa. Na penúltima vez que fui até lá, pirei completamente na batatinha. O telefone não tocava, em compensação tinha medo de acessar o e-mail e dar de cara com um NÃO. Para passar a ansiedade, comecei a raspar o chão (que é de madeira). Não consegui o emprego, em compensação adquiri calma, um piso novo e uma mão cheia de bolhas”. A.L.

- Quando seu problema é uma companheira de trabalho que está dando em cima do seu gato, tenha uma atitude adulta mostrando quem é que manda no pedaço:

“Quando percebi que uma “amiga ursa” estava de olho no carinha que eu gostava, fiz questão de marcar meu território. Peguei um objeto dela e joguei fora. Tá certo que não a impediu de continuar investindo em quem não devia mas, gostei de vê-la procurando feito louca o que havia perdido”. J.

Por mais loucas que possam parecer, histórias como essas mostram que nem todos estão livres de sofrer desilusões. E se medidas insanas o faz sentir-se melhor, a hora é essa.

Eu mesma já cometi um ou outro desatino. E tirando um espelho quebrado, que provavelmente me garantiu mais sete anos de uruca, consegui sair dessa, e tantas outras, com poucos arranhões.

Por isso chore, grite, esmurre uma porta, se feche num quarto escuro e tenha pensamentos homicidas...

Passe horas olhando na janela, vendo os carros na estrada, imaginado que está pulando dela ou simplesmente voando...

Corra para bem longe, como o Forrest. Ou caminhe sem destino...

Assista filmes melosos, de ação, terror - essa é sempre minha melhor alternativa -. E se seu mal for no coração, crie uma relação romântica por um ator (atriz) de cinema. Eles nunca lhe farão sofrer.

Viva o luto! Pelo menos, até a próxima crise. Mas sem nunca se esquecer de que é uma fase, e por isso vai passar.

Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Março de 2011 
Na proxima coluna:

Como se comportar em uma festa onde não conhece quase ninguém, inclusive o anfitrião.

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Mafalda

49 anos de muita filosofia e inconformidade

No último dia 15 de março Mafalda completou 49 anos. Conhecida por sua veia filosófica e humor ardido, a personagem mais famosa dos quadrinhos argentinos nasceu das mãos de Joaquín Lavado – vulgo Quino – em 1962.

Mafalda, cujo nome teve inspiração na novela Dar la cara, de Dvid Viñas, foi inicialmente criada para um cartoon de propaganda dos Eletrodomésticos Mansfield, que seria publicado no diário Clarín. Mas a campanha foi cancelada, após quebra de contrato.

Somente em setembro de 1964 é que a menina de seis anos, que ama os Beatles e o pica-pau, mas odeia a sopa da mãe, surgiu no mundo dos quadrinhos, junto com seus pais, na publicação Primeira Plana.


Em março de 1965 a tirinha se tranfere para o extinto El Mundo, Buenos Aires. Onde permanece até dezembro de 1967, época em que o jornal faliu, destacando sua visão aguda da vida e questionando o mundo à sua volta. Principalmente o contexto dos anos 60, em que vive.



Lá os quadrinhos passam a ser diários, permitindo que o autor trate de assuntos corriqueiros mais detalhadamente. Mafalda ganha a companhia de Manolito e Susanita, enquanto que sua mãe aparece grávida. E sua preocupação com a humanidade e a paz mundial, faze surgir adeptos de sua filosofia por toda a América Latina e Europa.



Em Junho de 68, Mafalda se muda para o Siete Dias Illustrados. Já que os quadrinhos deveriam ser entregues com duas semanas de antecedência, infelizmente não havia mais como Quino comentar as notícias diárias.


Mesmo assim as tirinhas de Mafalda permanceream sendo publicadas até junho de 1973, quando se despediram dos leitores. Depois disso, Quino chegou a desenhá-la algumas vezes somente para promover campanhas direcionadas aos Direitos Humanos.


Uma delas foi em 1976, quando Mafalda ilustrou um pôster da UNICEF destacando a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Até hoje a menina representam um boom nas vendas pela Argentina e o resto do mundo, em reedições de histórias não relacionadas com a época.


Além disso, é lembrada pelos moradores e visitantes da cidade de Buenos Aires, onde existe uma praça com o seu nome. 



A filsofia de mafalda


“Mais do que um planeta, este aqui é uma grande casa da mãe Joana espacial!”

“Não há nada! Em todos os canais só há televisão! (Mafalda, procurando algum programa bom na TV)

“E por favor, senhor, que nunca sejamos o presunto do sanduíche internacional” (Mafalda, à noite, rezando)

“O negocio é encarar a artificialidade com naturalidade”

“O pior é que a piora começa a piorar”

“Todos acreditamos no país! O que já não sei a esta altura é se o país acredita na gente…”

“Estamos fritos rapazes! Acontece que, se a gente não se apressa em mudar o mundo, depois é o mundo que muda a gente…”


“Parem o mundo, que eu quero descer!”

“E Deus terá patenteado a ideia deste manicômio redondo?” (pensa, depois de olhar para o globo terrestre na sala de sua casa)

“Se viver é durar, prefiro uma canção dos Beatles em vez de um long play dos Boston Pops”

“Não é que não haja bondade... o que acontece é que ela está incógnita”

“Errare politicum est”




















Por Tatiana Bruzzi

Publicado em Março de 2011

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Deficiência nos vasos capilares

Você sabia que o sangramento fácil pode estar relacionado a distúrbios nos vasos sanguíneos ou até mesmo, anormalidades no sangue? O sangue encontra-se no interior dos vasos sanguíneos, artérias, capilares e veias, e em casos de pequenos sangramentos ou hemorragias, ele extravasa dentro ou fora do corpo.

Geralmente nosso corpo consegue impedir ou controlar o sangramento ocasionado por vasos lesados, através de um processo natural chamado homeostasia. Esse processo se dá em três etapas: constrição dos vasos sanguíneos, atividade plaquetária e atividade dos fatores de coagulação. O surgimento de anormalidades em algumas dessas etapas pode provocar sangramento ou coagulação excessiva, o que se torna perigoso ao indivíduo.

As paredes vasculares são a primeira barreira contra a perda sanguínea. Quando um vaso é lesado, ele contrai de modo que o sangue flui mais lentamente para fora e a coagulação se inicia. Ao mesmo tempo o acúmulo de sangue fora do vaso sanguíneo (hematoma) comprime-o, auxiliando na prevenção de um sangramento.



 
Assim que a parede vascular se rompe, as plaquetas são ativadas e se colam a área lesada. Tudo graças a um fator denominado Von Willebrand, proteína plasmática produzida pelas células.

O colágeno e outras proteínas, como por exemplo a trombina, aparecem no local da lesão levando as plaquetas a colarem entre si. À medida em que essas plaquetas se acumulam, formam um emaranhado que cobrem a lesão.

Equimose Fácil

Homens e mulheres podem apresentar equimose decorrentes da fragilidade nos vasos capilares. Nesses casos, sempre que pequenos vasos se rompem um pouco de sangue extravasa. Quando isso acontece, surgem pontos avermelhados na pele (petéquias) e/ou manchas azul violáceo (púrpura).

Em mulheres a equimose fácil costuma ter fator familiar. Surge em maior proporção devido a atritos nas coxas, nádegas e braços. Já os idosos se tornam susceptíveis por conta da exposição ao sol intenso.


E ainda, porque possuem uma fina camada de gordura sob a pele que serve de amortecedor na hora de proteger contra traumatismos. Os lugares mais atingidos são o dorso das mãos e antebraços (púrpura senil), onde o sangue extravasa dos vasos lesados e formam áreas violáceas (hematomas).


Essas equimoses podem persistir por um longo período, tornando-se esverdeadas, amareladas ou acastanhadas. Não chega a ser uma doença, por isso não necessita de tratamento específico. Bastando apenas evitar o traumatismo, em busca de redução de sua incidência.

Ou ainda, a redução no consumo de alcool e uma dieta rica em verduras, legumes e frutas. Mas em caso de dúvidas, exames de sangue podem determinar a existência ou não de um problema na coagulação.

O que consumir


Todo mundo sabe que vitaminas são responsáveis por desempenhar um importante papel na saúde e bem estar do corpo humano. Por isso, a boa nutrição beneficia diretamente não apenas o organismo, como também pele e cabelo. Elas podem ser consumidas internamente ou aplicadas diretamente na pele, em formas de cremes e loções.

O que nem todos sabem é que, algumas pessoas são deficientes de vitaminas e seus efeitos muitas vezes não são perceptíveis. Sem uma quantidade adequada de vitaminas, nosso sistema se torna incapaz de produzir componentes essenciais da derme, como o colágeno e a elastina.

Sendo assim, confira abaixo o que compõem determinados grupos de vitaminas e onde encontrá-las.


Complexo B: ajuda a normalizar as funções da pele, controlando a produção de óleo pelas glândulas sebáceas e proporcionando suavidade e refrescância. A niacina e a biotina são as duas principais vitaminas do complexo B, que trazem inúmeros benefícios. A falta de biotina ocasiona queda de cabelo e coceiras na pele. Essa substância pode ser encontrada na banana, ovos e arroz. Já a niacina, ajuda a pele a reter umidade e melhorar sua tonalidade. Loções com base nestas vitaminas proporcionam brilho e saúde à pele. Já sua deficiencia pode causar ressecamento e descamação, especialmente nas camadas mais profundas. O complexo B também melhora a circulação e o metabolismo. É encontrado ainda na carne vermelha.

Vitamina C: não só ajuda a prevenir doenças como a gripe, mas também é importante na proteção da pele contra os efeitos da idade. Tem sido estudada por proteger quanto a exposição ao sol, o que pode reduzir efeitos e chances de contrair câncer de pele. Possui ainda propriedades antioxidantes, promovendo a produção de colágeno e a aceleração da cicatrização em peles danificadas, fortalecendo ainda os vasos capilares. Reduz e previne o aparecimento de varizes.


Vitamina E: sempre foi considerada uma vitamina anti-envelhecimento. Atualmente é valorizada por suas propriedades antioxidantes, que combatem diretamente os radicais livres. Reduz a produção indesejada de colagenase, enzima que destrói o colágeno e deteriora a estrutura da pele. Também protege o corpo dos raios ultravioleta, que podem danificar as células da pele. Deixa a pele mais suave e sedosa, além de hidratá-la. A vitamina E pode ser obtida através da aplicação de cremes e loções, além da ingestão de alimentos e suplementos como frutas cítricas, verduras, leguminosas, nozes e sementes.

Vitamina A: reduz as rugas e previne a desidratação da pele (ressecamento). Esta vitamina é importante na produção e manutenção das células da pele. A maioria das frutas contém vitamina A e podem ser consumidas diariamente. Mas cuidado com excesso, que pode reduzir os efeitos da psoríase.

Vitamina K: quando aplicada em forma de creme ou loção, reduz a aparência de inchaço e vermelhidão sob os olhos e olheiras. Atua diretamente em hematomas. Funciona bem quando combinada com a vitamina A. Um composto de vitamina C, E, A, B e K pode trazer excelentes resultados para a pele.

Por Tatiana Bruzzi
 
Publicado em Março de 2011

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Sexo Frágil


Sou inteligente, forte, decidida, delicada, amável, maleável, sensível, sensata, cordial e maliciosa.

Trabalho e ainda cuido da casa, filhos, marido, animais de estimação e plantas.

Faço cabelo, unha, me depilo, equlibro em um salto e nunca perco o rebolado.

Minha visão periférica funciona e ainda consigo prestar atenção em varias coisas ao mesmo tempo.

Sou tão capaz quanto e às vezes até melhor, mesmo estando com cólica.

Sangro todos os meses, enfrento a dor do parto, mas em conpensação gero uma vida.

Muito prazer, sou do sexo frágil. Sou uma mulher.

Essa é a nossa homenagem ao dia internacional da mulher!

Por Equipe Espetaculosas

Publicado em Março de 2011

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Avessa à Folia

Desde pequena não sou muito chegada a carnaval. Lembro que quando criança mal saía na rua, por conta do medo que cultivava de bate bola. Fora o fedor insuportável daquela bexiga de porco.

Meu pavor era tanto que um dia o dono de uma papelaria, próxima à minha casa, me prometeu várias coisas de sua loja caso eu segurasse uma máscara de bate bola. A promessa foi em vão, e olha que eu adorava o material escolar de lá.

Até gostava de me fantasiar. Baiana, havaiana, bailarina (a minha predileta), foram algumas das roupas que usei para ir em bailes fechados, no clube do bairro que me criei.

Mas a festa em si, confesso, para mim era um saco. Nunca gostei de tumulto e muito menos gente desconhecida colocando a mão em minha cintura para fazer trenzinho. Fora a mania de adulto em achar que criança não tem voz ativa e deixar qualquer um, que a elogie, pegá-la no colo.

Já adolescente, até me divertia ver os rapazes sairem no Cacique de Ramos, Ou ainda, os famosos bandos de bate bola. Também no meu bairro havia um grupo desses, que caprichava na roupa e acessórios.

Mas eu só curtia de longe, mas precisamente da minha janela. E gelava quando um ou outro olhava para cima e falava meu nome. Se entregando como um possível conhecido da escola, rua ou prédio.

Ao ficar um pouquinho maior, passei a entender melhor esse lance de escola de samba. Me encantei por uma, e mesmo torcendo também pela da minha mãe, durante um bom tempo acompanhei os desfiles das duas.

Depois percebi que não valia tanto assim a pena ficar acordada pela madrugada, e me contentei com o compacto exibido no dia seguinte ao desfile. Ah, a apuração eu também fazia questão de ver e registrar as notas, para conferir depois. Hoje, tudo isso ficou um pouco para trás.

Até paro para assistir uma ou outra escola e me emociono com o trabalho delas, mais ainda com a minha de coração. Também com a multidão que segue um bloco de rua, relembra antigos bailes de salão e marchinhas de carnaval.

Acho bonitinho criança fantasiada e engraçada, a origialidade nas fantasias de alguns adultos. Mas, realmente não sou chegada ao ziriguidum que toma conta de grande parte do Brasil, nessa época do ano.

Para fechar: conversando com uma amiga de outra cidade, ela me perguntou o que eu faria nesse carnaval. Falei que até havia sido convidada para ir ao Cordão do Bola Preta, mas não era a minha praia.

“Vai assim mesmo”, ela disse. “Se não estiver bom, você volta para casa”.

E eu: “Sinceramente, não gosto de muvuca, gente bêbada e cheiro de mijo na rua. Sou enjoada, fazer o quê”?

Bjs,

Josie!

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